segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Pela primeira vez, mulheres ocupam um terço do Parlamento. Mas homens encabeçam listas

226 deputadas e deputados já têm assento parlamentar. Falta atribuir quatro lugares, mas há um resultado que já é certo: pela primeira vez, as mulheres representam um terço dos lugares na Assembleia da República.
Dos 226 lugares, 76 (33,6% do total) são ocupados por mulheres. Significa que a Lei da Paridade, aprovada em 2006, está, finalmente, a ser cumprida.
A lei, de 21 de agosto de 2006, determina que "as listas de candidaturas apresentadas para a Assembleia da República, para o Parlamento Europeu e para as autarquias locais são compostas de modo a promover a paridade entre homens e mulheres. Por paridade, o documento entende "a representação mínima de 33,3% de cada um dos sexos nas listas".
Mas só agora se cumpriu esta quota de 33%. Em 2011, só 61 mulheres tiveram lugar no Parlamento, o que representou 26,5% do total dos 230 deputados.
Entre os vários partidos, a coligação CDU é quem mais se aproxima da igualdade de géneros: dos 17 deputados eleitos, 7 (41%) são mulheres. Segue-se a coligação Portugal à Frente, onde as 33 mulheres eleitas representam 33% dos 99 lugares no Parlamento.
O PS tem 31,7% de mulheres (27 do total de 85 deputados) e o Bloco de Esquerda tem 31,5% (6 do total de 19 deputados).
Homens continuam a ser cabeças de lista
As mulheres conseguiram mais assentos no Parlamento, mas, no que toca a liderar as listas dos partidos, ainda estão longe de ter uma representação de um terço.
Do total de 59 cabeças de lista que acabaram por ser eleitos, só 16 são mulheres (27,1%).

Durante a campanha, a investigadora Carla Martins, citada pelo Expresso, contabilizou 326 cabeças de lista, dos quais apenas 81 eram mulheres, ou seja, menos de 25% (Dinheiro  Vivo)

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