Conselhos nacionais reúnem hoje e dirigentes esboçam acordo político de governo. Nomes para novos ministros já circulam. Continuidade, rapidez na formação de governo, renovações estratégicas ou por necessidade e manter a proporção entre PSD e CDS. Já estão definidas as linhas para a composição do próximo governo, que já está "na cabeça" de Passos Coelho, mas que está longe de estar fechado. A orgânica (número de ministérios e afins) ainda não está definida, mas os nomes, esses, já circulam.
Nos bastidores vão correndo nomes: uns a pedido, outros porque estão mesmo a ser considerados por Passos (e Portas). Hoje é dia de conselhos nacionais de PSD e CDS para ser discutido o acordo político de governo.
Algumas das pastas mais importantes do governo vão ficar livres. António Pires de Lima está de saída do governo, deixando vaga a pasta da Economia. Pedro Reis, ex-presidente do AICEP e um dos três coordenadores do grupo de economistas que esboçaram o programa do PSD, é um dos nomes falados.
Dois dos mais contestados ao longo da legislatura, Nuno Crato (Educação) e Paula Teixeira da Cruz (Justiça), também estão de saída.
Paula Teixeira da Cruz vai para o Parlamento e é até um dos nomes em cima da mesa para ocupar a presidência do Parlamento. É próxima de Passos, não seria uma despromoção e até já geriu trabalhos de Assembleia (na Municipal de Lisboa).
Para o seu lugar vão sendo avançados nomes crónicos, como o de Fernando Negrão, ou o vice-presidente do PSD, José Matos Correia.
O ex-chefe de gabinete de Durão Barroso tornou-se próximo de Passos, que há muito o quer no governo. Resta saber para que pasta (poderia ser também a Administração Interna, que recusou quando Miguel Macedo saiu do governo). Foi aliás o escolhido ontem na reunião da Comissão Permanente para esboçar, do lado do PSD, uma proposta de acordo político de governo.
Na altura a escolhida foi Anabela Rodrigues, que também tem guia de marcha do governo, pois não conseguiu ultrapassar a ideia de solução de recurso. Nesta pasta, o CDS tem sempre como hipótese o líder parlamentar, Nuno Magalhães ( que já foi secretário de Estado desta área), caso Passos e Portas decidam passar a tutela desta área para os centristas. Isto apesar de, soube o DN, no PSD não haver abertura para abdicar deste ministério porque há diferenças substanciais entre o que os dois partidos defendem.
Ainda assim, a orgânica do governo ainda não está finalizada, garantem ao DN fontes da coligação, e por isso, sublinham, "será prematuro falar de distribuição de pastas pelo PSD e pelo CDS". Já outra fonte da maioria adianta, no entanto, que "será mantida a proporção de 2011". Outra fonte da coligação destaca o facto de ter de haver continuidade: "A coligação pode concluir que é preciso dar um sinal de tranquilidade e continuidade, que transmita uma ideia de estabilidade e confiança nas pessoas."
É certo que, com uma base parlamentar minoritária, asseguram estas fontes, "as escolhas devem recair sobre personalidades com experiência política, preparados para o combate no Parlamento e sem cometerem erros técnicos".
Voltando aos nomes, a Defesa poderá ver sair José Pedro Aguiar--Branco, que deve ficar no governo, sendo até uma das hipóteses para substituir Rui Machete - de saída dos Negócios Estrangeiros. Mas aí há concorrência, Paulo Portas "não se importaria", dizem fontes centristas, de acumular essa pasta com o cargo de vice-primeiro-ministro.
Nas Finanças, Maria Luís Albuquerque continua para cumprir o Programa de Estabilidade entregue em Bruxelas. Foi ao lado dela, e perante o sorriso da ministra, que Passos revelou que tinha "tudo esclarecido na cabeça" quanto a quem era o próximo ministro das Finanças.
Certos no governo - embora possam mudar de pasta - estão Jorge Moreira da Silva (Ambiente), Luís Marques Guedes (Assuntos Parlamentares) e Assunção Cristas (Agricultura). Paulo Macedo é ainda uma incógnita. Passos quer que fique, mas o ministro da Saúde terá confessado que considera já ter cumprido a sua missão. Miguel Poiares Maduro vai voltar a dar aulas em Florença, deixando órfã uma pasta importante: a gestão dos fundos comunitários do Portugal 2020 (texto do DN-Lisboa, dos jornalistas Rui Pedro Antunes, Valentina Marcelino e Paula Sá, com a devida vénia)
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