segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Jardim: “O PS vai fritar a coligação em lume brando durante um ano e meio”

Alberto João Jardim acredita que dentro de um ano, mais coisa, menos coisa, haverá eleições antecipadas. O antigo líder madeirense diz mesmo que o “PS vai fritar a coligação em lume brando durante um ano, um ano e meio”. Ou seja, os socialistas vão esperar pelo momento certo para dar o golpe de misericórdia no Governo sem maioria parlamentar.
Esta é a primeira ilação que o antigo presidente do PSD-Madeira tira das eleições deste domingo, onde a prestação do partido que liderou por quase 40 anos não foi a melhor. “Estou muito preocupado com estes resultados. Conseguimos eleger três deputados mas descemos quase 12% em relação a 2011”. E por isso é tempo de acabar com a “fracturação” entre novos e velhos. Só assim, explica, “é possível mobilizar a população e levar o PSD a resultados acima dos 50%”.
Depois de informar que ninguém o convidou para fazer campanha – diz que existe uma divisão no PSD entre novos e velhos -, não poupou nas palavras e classificou a lista do PSD-Madeira à Assembleia da República como muito fraca. A sorte foi que as outras eram ainda piores. “Ninguém ia votar no PS”. Quanto ao BE, Jardim não tem grande consideração pelos dirigentes locais. A eleição de um deputado foi o resultado da campanha eleitoral nacional do BE.
E claro, um efeito Catarina Martins. Aqui chegado, Jardim fez um enorme sorriso para elogiar a líder do Bloco de Esquerda: “É fantástica. Tomara ter tido, enquanto estive nas lides políticas, uma mulher daquelas a meu lado. Eu e qualquer líder partidário. Ela é uma líder, tem agora ter cuidado nas pessoas que escolhe para ter ao lado dela”. O antigo presidente do PSD-Madeira abriu até uma exceção na aversão aos “comunistas e à esquerda radical”. Desta vez, o BE foi menos comunista e mais Syriza.
O eleitorado do sul da Europa é muito sensível a esse discurso contra as medidas hediondas a favor do grande capital e contra a população. Foi contra a austeridade que as pessoas votaram no Bloco de Esquerda e retiraram a maioria absoluta à coligação. Foi por isso que até na Madeira o eleitorado penalizou o PSD e o CDS (Expresso)

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