O Serviço Nacional de Saúde passou de 40 469
enfermeiros em 2011 para 39 316 em 2014. São menos 1153 profissionais em quatro
anos, o que representava a 31 de dezembro do ano passado um enfermeiro por cada
254 pessoas. Os dados constam do relatório ‘Inventário dos Profissionais de
Saúde’, da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS). "A redução
resulta da brutal emigração dos enfermeiros e da aposentação antecipada dos
mais velhos", considera Guadalupe Simões, do Sindicato dos Enfermeiros
Portugueses (SEP), sublinhando que as políticas do Ministério da Saúde
resultaram numa sobrecarga brutal dos profissionais. Apesar da redução do
número de enfermeiros, refere a ACSS no documento, aumentaram as horas
prestadas por estes profissionais devido ao aumento do período de horas de
trabalho na classe. Para Guadalupe Simões, este cenário reduziu a qualidade do
serviço aos utentes: "Este aumento para 40 horas significa menos três dias
de folga num período de quatro semanas. A sobrecarga de trabalho só aumenta o
risco de erro nos cuidados prestados". A justificar esta preocupação está
o dado relacionado com a idade dos enfermeiros. Segundo o documento, 82,2 por
cento apresenta menos de 50 anos. A maioria (20 667) tem até 39 anos. "É
uma profissão jovem, mas o que se ganha em juventude, perde-se em
experiência", conclui (Correio da Manhã, pelo jornalista André Pereira)

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