terça-feira, 20 de outubro de 2015

Grupos de media cortaram 2,3 milhões em pessoal

A Impresa, a Media Capital e a Cofina reduziram os gastos com recursos humanos em 2,3 milhões de euros, no primeiro semestre do ano. Juntos, os três grupos de media cotados cortaram uma fatia de 3,5% nesta rubrica, face aos primeiros seis meses de 2014. Os números, disponíveis nos relatórios e contas das empresas, são reflexo do ajustamento que o sector continua a fazer, enquanto as receitas se mantêm em queda.
A dona da TVI e da Rádio Comercial foi, das três cotadas, a empresa que mais reduziu esta parcela, tendo gasto menos 1,5 milhões do que no mesmo período do passado.
Já no caso da Impresa, de Francisco Pinto Balsemão, os cortes ascenderam a 821 mil euros, até ao final de Junho. Este montante não inclui ainda o impacto do plano de rescisões por mútuo acordo com que o grupo avançou na semana passada e que atingiu vários departamentos, além de três jornalistas da SIC.
A Cofina, proprietária do Correio da Manhã, do CMTV e da revista Sábado, também avançou com cortes, que resultaram numa poupança de 25 mil euros.
Estes ajustamentos acontecem numa altura em que o sector não tem conseguido inverter a evolução negativa das receitas. De resto, os três grupos de media perderam, no primeiro semestre do ano, 15,9 milhões de euros (6%) de receitas, face aos primeiros seis meses do ano passado.
A penalizar os resultados das empresas esteve o mercado publicitário que se manteve estagnado e, sobretudo no caso da Impresa e da Media Capital, a quebra nas chamadas de valor acrescentado que se vinham afirmando como uma das fontes de receita mais importantes das televisões generalistas.
De acordo com a informação disponível nos documentos entregues ao regulador do mercado, os três grupos empregavam, no final de 2014, 3.180 trabalhadores, menos quatro dezenas do que no fecho do ano anterior. A maior redução ocorreu na Media Capital, que dispensou 72 dos seus 1.203 quadros, com impacto sobretudo no segmento da produção onde o grupo detém a Plural. Na Impresa, o saldo entre entradas e saídas resultou numa redução de 15 dos 1.119 trabalhadores, que afectou maioritariamente a área da televisão. A Cofina foi a única a fechar o exercício com mais trabalhadores, 930 no total. Contas feitas, Impresa era o grupo que apresentava um salário médio mais elevado no final de 2014, cerca de 3.427 euros mensais (remuneração bruta). Já na Media Capital este valor era de 2.898 euros (Economico)

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