Duas ativistas em 'topless' invadiram o palco quando dois clérigos muçulmanos falavam. Seguiu-se alguma confusão e violência. Veja o vídeo. Ativistas do grupo feminista Femen interromperam uma conferência sobre o papel da mulher no Islão, no sábado, no Salão Muçulmano de Pontoise, em França. As mulheres invadiram o palco onde discursavam dois clérigos, seminuas, tendo sido em seguida retiradas de palco e detidas. Os vídeos mostram que as ativistas foram alvo de várias agressões. Segundo uma porta-voz do grupo feminista, Inna Shevchenko, as ativistas subiram ao palco quando dois clérigos fundamentalistas discutiam "se se deve bater nas mulheres". No entanto, segundo o site Buzzfeed, citado pelo Le Monde, esta versão não está correta. Um dos clérigos "estava a pedir aos muçulmanos para serem exemplares" na forma como tratam as mulheres, seguindo o Profeta Maomé, que nunca bateu nas esposas. As duas mulheres, de 25 e 31 anos e de origem argelina e tunisina, tiraram a roupa e os véus, saltaram para o palco e gritaram palavras de ordem em francês e árabe. Nos corpos tinham escritos slogans como "ninguém me subjuga" e sou o meu próprio profeta". As duas foram retiradas do palco por vários homens e levadas à polícia, no meio de muita confusão e algumas agressões. Segundo Shevchenko, a intervenção da polícia foi essencial porque as duas mulheres foram insultadas e até ameaçadas de morte pelas pessoas presentes na conferência. Algumas mensagens nas redes sociais pediam que fossem apedrejadas ou violadas, escreve o jornal Telegraph. A realização desta conferência, em Pontoise, perto de Paris, foi controversa, pelo seu tema e pela presença de alguns oradores conhecidos por pontos de vistas mais radicais. Houve mesmo um abaixo-assinado, que reuniu quase 6000 assinaturas, contra a sua realização. As Femen são um grupo feminista conhecido pelos seus protestos em topless contra a sociedade patriarcal, protestos que já tiveram como alvo desde o Papa Francisco até Marine Le Pen. Não é a primeira vez que os seus protestos são recebidos com violência, nomeadamente quando interromperam uma manifestação contra o casamento gay em Paris (DN-Lisboa)
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