sábado, 8 de agosto de 2015

Morreu Mullah Omar. Mais uma vez...

Mullah Mohammed Omar, líder supremo dos talibãs afegãos, morreu de tuberculose há mais de dois anos, revelou esta quarta-feira o diário paquistanês "The Express Tribune", citando um antigo membro do governo talibã, que ocupou o poder no Afeganistão entre 1996 e 2001.
"Mullah Omar morreu de tuberculose há dois anos e quatro meses. Foi enterrado do lado afegão da fronteira", contou o antigo ministro, sob anonimato, acrescentando: "O filho de Mullah Omar identificou o corpo do seu pai". Cre-se que o chefe talibã vivia escondido no Paquistão. Numa conferência de imprensa realizada esta quarta-feira, um porta-voz do Governo de Cabul disse que as autoridades afegãs estão a investigar estas novas informações. A morte de Mullah Omar foi noticiada várias vezes no passado. Porém, desta vez, os rumores estão a ser considerados mais seriamente. Espera-se que os talibãs divulguem um comunicado sobre o assunto. O mesmo ex-governante talibã partilhou com o jornal "The Express Tribune" que o grupo convocou uma reunião para eleger um novo chefe. Esta decisão deverá ser anunciada antes do início da segunda ronda de negociações de paz previstas para esta sexta-feira, na cidade paquistanesa de Peshawar, entre o Governo central do Afeganistão e representantes talibãs. Especula-se que o sucessor na liderança dos talibãs possa ser Mullah Baradar Akhund, designado pelo próprio Mullah Omar. Outras fontes dizem preferir o filho de Omar, Mullah Yaqub, que terminou recentemente um curso numa escola religiosa em Karachi.
VETERANO DA LUTA CONTRA OS SOVIÉTICOS
Mullah Mohammed Omar nasceu em 1960, numa aldeia da província afegã de Kandahar, no sul do país, lutou contra os soviéticos na década de 80 e tornou-se líder supremo dos talibãs em 1996. A sua aliança com a Al-Qaeda de Osama Bin Laden provocou a invasão do Afeganistão liderada pelos EUA em 2001, depois dos ataques do 11 de Setembro. Desde então, Mullah Omar tem-se mantido escondido. Os Estados Unidos prometeram uma recompensa de 10 milhões de dólares (cerca de 9 milhões de euros) por informações que possam conduzir à sua captura (Expresso)

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