A existência de vida noutros planetas não está apenas a ser estudada
pela NASA. O Vaticano está também a investigar esta possibilidade. O astrónomo
chefe da Igreja Católica afirma acreditar que existem extraterrestres, mas que
nunca tiveram um encontro com Jesus Cristo. A descoberta de planetas semelhantes à Terra, pela NASA, incendiou a
especulação sobre a existência de vida noutros planetas. O mesmo aconteceu no
Vaticano que, se há 380 anos condenou Galileu Galilei por afirmar que a Terra
não era o centro do universo, agora admite que é possível existir vida
inteligente noutros planetas. Segundo o Daily Mail, os astrónomos do Observatório do Vaticano, que têm
estudado o universo desde 1582, afirmaram que as novas descobertas científicas
apontam para que as especulações sejam verdade, mas que é improvável que tenha
havido uma segunda aparição de Jesus Cristo noutro lugar do Universo.
“A descoberta de vida inteligente não quer
dizer que exista outro Jesus”, disse José Gabriel Funes, astrónomo chefe do
Vaticano, em entrevista à AFP. “A incarnação do filho de Deus é um evento único
na história da humanidade e do universo”. O chefe de astronomia da Igreja afirmou também que a possibilidade de
existir vida noutros planetas não contraria a ideologia católica. José Funes já
tinha dito, em 2008, que que os humanos não deviam colocar limites à
criatividade de Deus. Contudo, o padre duvida que os humanos tenham um encontro com uma
civilização extraterrestre e que “alguma vez encontrem um Mr. Spock”. Os comentários de José Funes mostram a evolução da visão do Vaticano
sobre a ciência. No ano passado, o Papa Francisco afirmou acreditar ter sido o Big Bang a
criar a Terra, há 13 mil milhões de anos, fazendo “parte dos planos de Deus”.
Em 1992, o Papa João Paulo II pediu desculpas publicamente pela condenação de
Galileu Galilei, em 1633 (TVI24)
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