A campanha eleitoral para renovar o Parlamento venezuelano no próximo dia 6 de Dezembro já começou e promete ser aguerrida. De um lado, o governo do Presidente Nicolás Maduro, representado pelo seu Partido Socialista da Venezuela, do outro, a oposição, agrupada no movimento Mesa de Unidade Democrática (MUD), que pela primeira vez em 16 anos tem possibilidades de derrotar o partido do regime. As sondagens mostram uma diferença abissal em relação ao voto nacional que dá à oposição mais de 30 pontos em relação ao Partido Socialista da Venezuela.
Acontece que as legislativas de Dezembro não são exactamente eleições nacionais. Isto porque o sistema eleitoral venezuelano foi construído para eleger mais deputados nas áreas onde a votação é favorável ao partido do Presidente Nicolás Maduro e é no campo que o chavismo tem a sua grande força. Ainda assim, o director da empresa de sondagens DatinCorp, Jesús Seguías, afirma que, apesar do sistema eleitoral ser retorcido, se a tendência da oposição continuar estável, é provável que não consiga a maioria absoluta, mas pelo menos uma maioria simples. Os números hoje revelados mostram que 63,2% dos eleitores venezuelanos tem intenção de votar na oposição, o que que dá 35 pontos a mais do que os que dizem ir votar no partido de Maduro, apenas 28,2% (Sábado)
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