Só a primeira reacção é consensual: “Aterrou um óvni no porto de Leixões.” Assim parece: um edifício de formas sinuosas, de uma brancura contrastante com a frente marítima de Matosinhos, e cuja massa se destaca da dominante horizontal do molhe e da linha do horizonte. Da paixão ao ódio, as opiniões dividem-se quanto ao novo Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões e Pólo de Mar da Universidade do Porto, projecto do arquitecto Luís Pedro Silva. A crítica à arquitectura do edifício – uma das maiores obras de carácter público construídas no Norte do país nos anos da austeridade económica e da troika – exige ultrapassar essa divisão opinativa (também ela legítima) e mergulhar nas hipóteses que um projecto desta natureza deixa em aberto. Mais do que apresentar certezas, é uma obra que corre o risco de expor as incertezas da arquitectura contemporânea, dando a essa dimensão interrogativa uma forma capaz de responder às exigências complexas da transformação de um dos principais portos portugueses (fonte: Publico)

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