Entre as
personalidades analisadas pelo serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest,
António Costa foi, tal como em Outubro, o mais mencionado nas redes sociais
durante o mês de Novembro. O Primeiro-ministro foi, entre as personalidades
analisadas pelo serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest, quem registou
maior número de menções nas redes sociais no mês de Novembro de 2015. Em sites como
Facebook, Twitter, Google+, Instagram, Blogs, Fóruns, Youtube e Notícias RSS,
foram encontradas este mês mais de 19 mil referências a António Costa. Na
segunda posição ficou Cristiano Ronaldo, que obteve um valor também perto de 15
mil menções ao longo do mês. O ex-Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho ocupou
a terceira posição do ranking de buzz social, com 10 mil menções. No top 10 do mês
de Novembro constam ainda os nomes de Cavaco Silva, José Sócrates, Paulo
Portas, Catarina Martins, François Hollande, Papa Francisco e Jerónimo de
Sousa. O Marktest Social Media Explorer é um serviço que monitoriza conteúdos
veiculados nos social media relacionados com marcas ou personalidades (Marktest.com, Dezembro de 2015)
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Maioria utiliza redes sociais e vê televisão em simultâneo
A maioria dos
utilizadores de redes sociais refere que quando acede a sites de redes sociais
também costuma ver Tv em simultâneo.
Questionados sobre que outras atividades executam em simultâneo quando
acedem a sites de redes sociais, a maioria dos inquiridos no estudo Os
Portugueses e as Redes Sociais 2015 (53.8%) referiu ver Tv. Esta atividade
simultânea ao uso das redes sociais é mais frequente entre as mulheres, entre
os mais jovens e entre os indivíduos das classes sociais mais elevadas. Navegar
em outros sites foi outra das atividades simultâneas mais referidas pelos
utilizadores de redes sociais (48.1%), seguida de ouvir música (43.3%),
conviver com a família ou com amigos (26.8%), jogar (18.6%) ou ouvir rádio
(17.7%). Apenas 8.3% referiu não costumar fazer nenhuma outra atividade em
simultâneo quando acede a sites de redes sociais. Os Portugueses e
as Redes Sociais 2015 é um estudo realizado pela Marktest Consulting desde
2011 (Marktest.com, Dezembro de 2015)
Segurança Social pagou pensões a mortos durante 10 anos
Antes da decisão
governo de aumentar as pensões mais baixas e o Rendimento Social de Inserção no
próximo ano, a Segurança Social já tinha um grupo de cidadãos fragilizados que
beneficiavam de uma proteção especial do Estado Social: os mortos. O Tribunal de
Contas (TdC) detetou centenas de casos em que foram pagas reformas a
beneficiários já falecidos. Com as falhas de cruzamento de dados, há até casos
em que o óbito dos pensionistas só foi comunicado pelo Ministério da Justiça à
Segurança Social mais de dez anos depois da morte.
A análise do TdC
ao processamento de pensões foi feita a propósito da Conta Geral do Estado, o
documento onde todas as receitas e despesas vêm discriminadas de forma oficial.
Cabe ao TdC verificar anualmente os procedimentos contabilísticos e dar um
parecer, que foi publicado ontem.
O organismo já
tinha criticado no passado as insuficiências do sistema informático da
Segurança Social, mas este ano fez um estudo abrangente sobre a questão.
Com base nas
informações extraídas da base de dados do Instituto da Segurança Social (ISS) a
31 de dezembro de 2014 - relativas a 2,9 milhões de pensões pagas diretamente
pelo ISS e 187 mil pela Caixa Geral de Aposentações (CGA), mas com uma parcela
financiada pela Segurança Social - foram encontrados milhares de erros.
Em 3 176 pensões,
a data de nascimento dos beneficiários estava incompleta ou era inválida.
Verificam-se até situações de registo de data de nascimento posterior à data do
óbito. Em 35 situações, a data óbito era 1 de janeiro de 1850, mas os
nascimentos dos beneficiários tinha ocorrido entre 1850 e 1996.
Em quase 45 mil
pensões da SS e 48 mil da CGA, não havia dados sobre a Identificação Fiscal dos
beneficiários, e esta “relevante falta de informação” somava-se a falhas nos
óbitos, onde foram encontradas “situações que mereceram a solicitação de
esclarecimentos” adicionais.
A Segurança Social
recebe mensalmente o levantamento dos óbitos do Instituto de Gestão Financeira
e Equipamentos da Justiça (IGFEJ) ou através da Autoridade Tributária (AT). Mas
o TdC encontrou “constrangimentos” no cruzamento de dado, com “consequências ao
nível da fidedignidade e atualidade da informação”.
Numa consulta a 16
mil beneficiários com pensões ativas em 2014 e com idade igual ou superior a 95
anos, havia 492 beneficiários que haviam já sido registados como falecidos na
AT. O TdC analisou
ainda as suspensões de pensões. Em 115 mil casos analisados, em mais de mil
casos de falecidos as pensões só foram suspensas seis meses ou mais após a
ocorrência do óbito. Segundo o
tribunal, há vários tipos de erros que ocorrem. Um é a integração demorada da
informação recebida pela base de dados da Segurança Social. Outro é um “grande
desfasamento temporal” entre o óbito dos beneficiários e a comunicação do IGFEJ
à Segurança Social, “havendo três casos em que tal desfasamento se situa entre
os 10 e os 13,5 anos” (Jornal I)
Sultão do Brunei proibiu o Natal. E outros seguiram o exemplo
Governante de um dos mais pequenos e mais ricos países
do mundo proibiu quaisquer celebrações natalícias. Motivo: aquelas afastam os
muçulmanos do "caminho justo". O sultão Hassanal Bolkiah, que governa o Brunei desde
1967, proibiu neste ano toda e qualquer comemoração do Natal neste pequeno país
muçulmano do Sudeste Asiático, com o argumento de que "prejudica a
religião" islâmica". Isto apesar de Jesus ser mencionado no Alcorão
como profeta, mas não é reconhecida natureza divina. É apenas um mensageiro de
Deus.
A interdição de celebrar o nascimento de Jesus, e de
todo o seu significado para os cristãos, foi acompanhada de medidas concretas,
como a aplicação de multas elevadas e a condenação a penas efetivas de prisão,
que podem ir até aos cinco anos. Foram proibidas as decorações no interior das
casas, o uso de barretes natalícios e as saudações típicas da época porque
"afastam os crentes [muçulmanos] do caminho justo", lê-se no decreto
da interdição.
Desde 2009 que as celebrações natalícias eram
assinaladas de forma muito discreta, após a aplicação da lei islâmica no
sultanato. A decisão do sultão segue-se à entrada em vigor de um novo código
penal em maio de 2014 totalmente moldado pelo direito islâmico. Neste
prevê--se, por exemplo, a interdição da venda e consumo de bebidas alcoólicas,
a lapidação de adúlteros e o corte de uma das mãos aos ladrões. Atualmente, o
Brunei é o único país do Sudeste Asiático a aplicar a lei islâmica; na vizinha
Malásia, esta vigora em alguns estados, assim como a região de Mindanao, nas
Filipinas. O direito islâmico aplica-se também noutros países da área em casos
envolvendo apenas muçulmanos.
Mas este pequeno território fronteiriço com o estado
de Sarawak, da Malásia, e com costa para o mar da China Meridional, não foi o
único país a proibir o Natal nas suas fronteiras. Também as autoridades do
Tajiquistão, país de maioria muçulmana da Ásia Central, seguiram o mesmo
caminho, tendo sido interdita a oferta de prendas, as decorações natalícias, a
preparação de pratos associados à época e qualquer manifestação pública,
individual ou coletiva, que recorde o Natal. No caso do Tajiquistão, estamos
perante o Natal ortodoxo, que se celebra a 7 de janeiro. Este país foi, aliás,
pioneiro, nas interdições, aplicando-as desde 2013. O terceiro exemplo veio da
Somália com o argumento de que "toda a população é muçulmana e não existe
comunidade cristã no país", afirmou o presidente do Parlamento, citado
pelas agências.
Também o Hamas, que não se pronunciou sobre o Natal,
anunciou na quarta-feira a interdição de quaisquer festejos na Faixa de Gaza,
que controla desde 2006, na passagem de ano. O argumento é que são contrários
"aos ensinamentos" do islão.
Mas é no Brunei dirigido por Bolkiah - um dos homens
mais ricos do mundo com uma fortuna estimada em cerca de 17 mil milhões de
euros - que a medida surge como algo desajustada. Em termos históricos, o
sultanato sofreu influências da cultura espanhola e inglesa. Após a
independência do Reino Unido, em 1984, os seus vastos recursos energéticos
permitiram-lhe ascender ao estatuto de país desenvolvido, com um dos PIB per
capita (em paridades de poder de compra) mais elevado do mundo. E, se na região
existem casos de tensão e intolerância face ao cristianismo, existe também o
exemplo da coexistência, ainda que por vezes complicada, das duas religiões na
vizinha Indonésia, Estado que é, pela população, o maior país muçulmano do
mundo. Dos cerca de 430 mil residentes no sultanato, dois terços são
muçulmanos. Na Indonésia, os cristãos são cerca de 33 milhões numa população de
quase 257 milhões.
A medida foi aplicada sem hesitações, tendo os hotéis
frequentados por ocidentais não ostentado neste ano os tradicionais enfeites. A única exceção aos rigores da lei islâmica parece ser
o próprio sultão, de 69 anos, conhecido pelo gosto de mulheres atraentes, e
alguns elementos da família real, como o seu irmão Jefri Bolkiah, conhecido por
uma vida de luxo. Jefri foi afastado de todas as funções oficiais e sobre ele
correm, no exterior, histórias e anedotas associadas a festas extravagantes,
haréns e excessos vários. Para alguns muçulmanos, parece não serem errados os
desvios do "caminho justo" invocado pelo sultão para proibir o Natal
no seu país (DN-Lisboa)
Expresso: Bernardo Ferrão diz que portugueses estão cansados de política
Bernardo Ferrão
lembra o calendário político desde o verão passado e diz que os portugueses
estão cansados de política. O editor de política do Expresso acredita, por
isso, que este modelo de debates entre os candidatos a Belém pode suscitar
pouco interesse.
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