sábado, 28 de novembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Como o Estado Islâmico está a ser bombardeado mas não invadido
França, Rússia, Estados Unidos estão a bombardear os territórios do Daesh na Síria e no Iraque. Depois dos atentados de Paris, o debate sobre invasões por terra foi relançado. Veja como estão a decorrer as operações na região do autoproclamado Estado Islâmico a ser bombardeado (mas não invadido) (Expresso)
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
Quem pode pedir reforma antecipada?
A Segurança Social já está a aceitar pedidos de
trabalhadores que aos 55 anos de idade tenham pelo menos 30 de descontos. Mas
as penalizações são agora muito maiores. Conheça as regras.
O que vai mudar a 1 de Janeiro?
A partir de Janeiro de 2016, as reformas antecipadas
são totalmente descongeladas, o que significa que voltam a ser possíveis para
os trabalhadores que aos 55 anos de idade tenham pelo menos 30 anos de desconto
para a Segurança Social.
Mas já se pode fazer o pedido?
Sim. Uma vez que os pedidos podem ser apresentados
três meses antes, a Segurança Social já está a aceitar os requerimentos.
"De acordo com o disposto legal, os requerimentos podem ser apresentados
com três meses de antecedência relativamente à data a que o beneficiário deseje
reportar o início da pensão. Assim, o Centro Nacional de Pensões está a aceitar
todos os requerimentos que cumpram esse requisito", explicou esta semana
ao Negócios fonte oficial da Segurança Social.
Estas reformas antecipadas estavam suspensas?
Sim. Em Abril de 2012 o Governo suspendeu o acesso às
pensões antecipadas na Segurança Social, mantendo-as apenas para as pessoas
que, nalgumas circunstâncias específicas, esgotam o subsídio de desemprego. Em
Janeiro de 2015 as regras foram parcialmente flexibilizadas, permitindo a
reforma a quem já tivesse 60 anos e 40 de descontos e a profissionais de
algumas profissões de desgaste rápido. Mas esse mesmo diploma já previa que no
início do próximo ano os bloqueios fossem levantados por completo.
E as penalizações serão as mesmas?
Não. Serão maiores do que antes do programa de
ajustamento. Por um lado porque a idade da reforma aumentou para os 66 anos e
vai continuar a aumentar: no próximo ano será de 66 anos e dois meses. A regra
de penalização é a mesma – 0,5% por cada mês de antecipação face a idade normal
– mas como a idade legal para a reforma aumenta, a penalização agrava-se porque
faltam mais meses para a reforma. Por outro lado é preciso considerar também o
factor de sustentabilidade, que também foi agravado.
O valor exacto só será conhecido a 1 de Dezembro, mas
tudo indica que se situará ligeiramente acima dos 13%. As bonificações também
se alteraram, desta feita no Decreto-Lei 8/2015, e são globalmente menos
generosas: a taxa de redução da pensão reduz-se em quatro meses por cada ano de
carreira contributiva que exceda os 40 anos. Convém por isso fazer simulações
antes de tomar uma decisão definitiva.
E na Função Pública, o que aconteceu?
Na Caixa Geral de Aposentações, que é o sistema onde
estão os funcionários admitidos até 2006, as reformas antecipadas não foram
suspensas, ao contrário do que aconteceu na Segurança Social. Mas ao longo dos
últimos anos as regras aproximaram-se das da Segurança Social: a idade da reforma
e o factor de sustentabilidade são os mesmos, e continuarão a aumentar.
A reforma antecipada após esgotado o subsídio de
desemprego mantém-se?
Sim, essa via sempre existiu (não foi congelada) e nao estão previstas novas alterações às suas condições (fonte: Jornal de Negócios, infografia do Correio da Manhã)
Sim, essa via sempre existiu (não foi congelada) e nao estão previstas novas alterações às suas condições (fonte: Jornal de Negócios, infografia do Correio da Manhã)
Portugal líder na desigualdade entre os países desenvolvidos
Portugal
tem a sociedade com uma maior desigualdade entre os 20 países desenvolvidos analisados
num estudo do banco norte-americano Morgan Stanley. O
relatório, publicado esta terça-feira, analisa a questão da desigualdade
utilizando diversos indicadores que vão da simples distribuição de rendimentos
até à forma como são fornecidos os serviços de saúde, passando pela
desigualdade de género.
Portugal,
que entre os 20 países estudados fica em quarto no índice de Gini (o indicador
que mede a desigualdade do rendimento), sobe para a liderança do indicador mais
amplo calculado pelo Morgan Stanley ultrapassando os Estados Unidos e outros
países do sul da Europa.
Em
segundo lugar no indicador de desigualdade, surge a Itália, seguida da Grécia,
Espanha e Estados Unidos. Nos últimos lugares, os países com níveis de
desigualdade mais baixos são, como habitualmente, os nórdicos, com a Noruega,
Suécia e Finlândia a destacarem-se. Portugal
fica com o nível mais alto de desigualdade nos cálculos do banco
norte-americano pelo facto de obter classificações negativas em praticamente
quase todas as componentes do índice.
No
índice de Gini, que mede a desigualdade na distribuição do rendimento, Portugal
apresenta o quarto valor mais elevado, o que corresponde a mais desigualdade.
Entre os 20 países analisados, é superado pelos Estados Unidos (que lideram), o
Reino Unido e a Grécia.
Depois,
quando se olha para a dispersão salarial, que leva em conta factores como a
variação real dos salários ou a desigualdade de género, fica novamente em
quarto lugar.
Mais
um quarto lugar é registado quando se olha para a forma como são fornecidos os
serviços de saúde à população.
A
pior classificação surge quando se analisa o acesso à economia digital. Aqui
Portugal surge como o terceiro país mais desigual, ficando apenas atrás da
Itália e da Grécia.
Por
fim, no que diz respeito à inclusão no mercado de trabalho, onde se levam em
conta factores como o desemprego jovem, o trabalho parcial involuntário ou o
desemprego dos mais qualificados, Portugal está a meio da tabela, em 10º.
Os
relatórios do banco de investimento Morgan Stanley são geralmente destinados a
investidores nos mercados financeiros, que à primeira vista não teriam um
grande incentivo a preocuparem-se com questões como a desigualdade.
Os
autores do estudo, contudo, tentam contrariar esta ideia, afirmando que “embora
a desigualdade não seja um assunto tipicamente discutido entre os participantes
dos mercados financeiros, ela conta para as suas decisões de investimento”.
Isso é explicado, defendem os autores do estudo, pelo facto de “a desigualdade
altera a distribuição do consumo e das poupanças, assim como da alocação dos
recursos”.
Além
disso, diz o relatório, “a desigualdade pode ser perigosa se se tornar
permanente”. “Se a distribuição é demasiado desigual ao longo do tempo, com uma
diferença crescente e persistente entre os que estão no topo e na base da
escala, impede a participação generalizada nos ganhos de bem-estar com o
crescimento e, a prazo, arrisca-se a corroer a estrutura económica e social de
um país”, diz o banco, que alerta para a possibilidade de ocorrência de
“disrupções nos modelos de negócios e no consenso social, conduzindo a erros de
política”.
Vários
economistas têm assinalado, nos últimos anos, a ocorrência de um agravamento
dos níveis de desigualdade dentro dos países desenvolvidos. O relatório do Morgan
Stanley confirma também esse fenómeno, destacando os EUA e os países do Sul da
Europa como Portugal como aqueles em que a desigualdade é mais persistente
(texto do jornalista do Público, SÉRGIO ANÍBAL)
Subscrever:
Mensagens (Atom)



