sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Poupança das famílias portuguesas está em mínimos há 20 anos

A taxa de poupança das famílias continua em níveis mínimos desde pelo menos 1995, o primeiro ano para o qual o INE disponibiliza estes dados, tendo fechado o ano de 2014 nos 6,9% do rendimento disponível. De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de poupança, que em 2009 era de 10,9%, caiu para os 7,7% em 2011, o ano em que Portugal recorreu a ajuda financeira externa, tendo depois iniciado um processo de recuperação, ainda que moderado. Em 2012, as famílias portuguesas pouparam 8,2% do seu rendimento disponível e, no ano seguinte, a taxa de poupança subiu ligeiramente, para os 8,3%.
No entanto, em 2014, a tendência inverteu-se e, nesse ano, a taxa de poupança das famílias foi de 6,9%. Os números mais recentes indicam que este indicador continuou a cair no segundo trimestre de 2014, atingindo os 5% do rendimento das famílias no ano terminado em Junho deste ano. O primeiro ano para o qual o INE regista estes dados, o de 1995, foi aquele em que a taxa de poupança das famílias foi mais elevada, correspondendo a 12,9% do rendimento disponível.
Nos dez anos seguintes, a taxa de poupança das famílias oscilou em torno dos 10% e, desde 2006, este indicador só ficou acima dos 10% em 2009, ano em que atingiu os 10,9%. Desde então, a porção do rendimento disponível que as famílias portuguesas conseguem canalizar para poupança tem vindo a diminuir.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), os depósitos dos particulares nos bancos comerciais, um dos instrumentos de poupança mais comuns, estão acima dos 130 mil milhões de euros desde Novembro de 2012, mês em que as famílias tinham depositado 130.158 milhões de euros. Os números mais recentes são de Agosto deste ano e indicam que os portugueses tinham depósitos no valor global de 136.759 milhões de euros nesse mês, mais 2.992 milhões de euros do que em Agosto de 2014.
Nos primeiros oito meses de 2015, o montante investido em depósitos aumentou 3.954 milhões de euros, uma vez que, no final de 2014, os portugueses tinham investido 132.805 milhões de euros neste instrumento de poupança, de acordo com o BdP.

O Dia Mundial da Poupança celebra-se a 31 de Outubro e foi criado em 1924, no I Congresso Internacional de Economia, realizado na cidade italiana de Milão (Jornal I)

TV mexicana: apresentadora é 'abusada' e demitida a seguir

O apresentador do programa “A Toda Máquina” (ATM), Enrique Tovar, tocou nos seios e pernas da apresentadora que estava com ele, Tania Reza. Depois do episódio, os dois acabaram por ser despedidos. Irritada e visivelmente incomodada com a situação, a apresentadora sublinhou que era “impossível trabalhar naquele ambiente” Através de um comunicado a estação televisiva explicou porque foram despedidos. A demissão dos trabalhadores aconteceu porque uma investigação comprovou que não passou de uma brincadeira de ambos para tornar o conteúdo viral. Em sua defesa, os apresentadores garantiram que não imaginavam que a “brincadeira” fosse tão longe. Mais tarde, a apresentadora disse através do Facebook que apenas admitiu “ser uma brincadeira” porque foi obrigada pela estação de televisão (Jornal I)

Deco alerta: mais de metade das famílias com excesso de dívidas ganham salário mínimo

Mais de metade (59%) das famílias sobreendividadas que pediram este ano ajuda à DECO recebe um ou dois salários mínimos, segundo as estatísticas do Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS) da associação.
"A situação não está melhor este ano do que no anterior", afirmou a coordenadora do GAS, Natália Nunes, explicando que, por um lado, o número de pedidos de ajuda é idêntico ao de 2014 e, por outro, a maioria é de famílias que vivem com um ou dois salários mínimos nacionais por mês. Até terça-feira tinham chegado à DECO 26.035 pedidos de famílias sobreendividadas, o mesmo que em igual período de 2013 e de 1014, e 59% dessas famílias estavam a trabalhar, 26% estavam no desemprego e 15% na reforma.
"Muitas das famílias que estavam a trabalhar [59%] são pessoas que foram confrontadas com cortes salariais e desemprego mas que conseguiram este ano voltar ao mercado de trabalho, mas com rendimentos correspondentes ao salário mínimo nacional", adiantou Natália Nunes. Daqueles 59% de famílias, a maior fatia (40%) trabalhava no sector privado, 14% no sector público e 5% por conta própria. Dos restantes, 26% estava desempregado e 15% reformado. 
As causas do sobreendividamento também estão a mudar: em 2013, o desemprego era a principal causa (35%) dos pedidos de ajuda ao GAS, mas em 2014 passaram a ser os cortes salariais (33%) e em 2015 o desemprego e a deterioração das condições laborais estão em pé de igualdade (29% cada). Mas este ano há uma nova terceira causa, com um peso de 12%, que está relacionada com a diminuição dos rendimentos devido a penhora de bens ou redução de rendimentos.

"No início de 2000, quando a DECO começou a apoiar os sobreendividados, a penhora nem sequer era uma causa na origem das dificuldades. Mas com o agravar da crise começou a surgir como uma causa e este ano já representa 12 %", adiantou a mesma fonte (Jornal I

Quando PS e PSD/CDS defendiam exactamente o contrário do que dizem hoje

O mês de Novembro de 1998 foi politicamente ciclónico no Faial, a ilha que Nemésio retratou em “Mau Tempo no Canal” e onde está instalada a Assembleia Legislativa Regional dos Açores. Carlos César, que foi ontem eleito líder parlamentar do PS, era desde 1996 presidente do Governo Regional dos Açores. O PS tinha vencido as eleições da sucessão de Mota Amaral, mas sem maioria absoluta. Carlos Costa Neves, o agora indigitado ministro dos Assuntos Parlamentares, chefiava o PSD/Açores. O primeiro governo de César, sem maioria na Assembleia Legislativa Regional, lá ia governando com o apoio do CDS.
Mas em 1998 aconteceu uma reviravolta. O PSD de Costa Neves e o CDS/PP de Alvarino Pinheiro fazem um acordo em que, juntos, se manifestam prontos a protagonizar uma alternativa política ao governo PS. Exactamente o que se está a passar neste momento, só que com outros protagonistas. Agora, é a coligação PSD-CDS que venceu as eleições sem maioria e o PS, PCP e Bloco, que têm a maioria na Assembleia da República, que estão dispostos a derrubar o governo.
PSD e CDS, juntos, conseguiram derrubar o presidente da Assembleia Legislativa Regional, o socialista Dionísio Sousa – um episódio semelhante ao facto de, na semana passada, Ferro Rodrigues ter sido eleito presidente da Assembleia da República com o apoio do PS, PCP e Bloco de Esquerda.
Carlos Costa Neves queria levar o acordo político a que tinha chegado com o CDS/Açores até às últimas consequências: o derrube do governo de Carlos César. Ao i, Costa Neves conta agora que teve uma conversa com o então Presidente da República, Jorge Sampaio, que lhe garantiu que dissolveria a Assembleia Legislativa Regional dos Açores se PSD e CDS fossem por essa via.
A questão deu azo a infindáveis discussões jurídicas. O PSD considerava que a possibilidade de o Presidente da República dissolver a Assembleia Legislativa Regional dos Açores só em caso de “atentados contra a Constituição da República”, que se entendia como declaração de independência ou questões similares. Mas o aviso de Jorge Sampaio fez desmotivar o PSD-Açores. A ideia de que o Presidente da República nunca aceitaria um governo regional dos Açores nascido a partir da Assembleia Legislativa Regional travou o PSD e o CDS de derrubarem o primeiro governo César.
Assim, o único momento simbólico do acordo político PSD/CDS foi o derrube, através de uma moção de censura, do presidente da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, Dionísio de Sousa.
Foi a 27 de Novembro de 1998. O líder parlamentar do PSD, Vítor Cruz [amigo pessoal de Pedro Passos Coelho, com quem partilhou a direcção da JSD], defendia que “o parlamento não é, na versão redutora de alguma doutrina do PS, nem 27 pessoas que nada representam, nem 24 pessoas encandeadas pela luminosidade de um presidente do governo. O cidadão vota e elege listas de deputados, e não de governantes [...) Há hoje nos Açores um confronto de legitimidades – a decorrente da investidura parlamentar do governo e a constante e indesmentível legitimidade originária do parlamento”. Vítor Cruz, que anos mais tarde também seria líder do PSD-Açores, defendia: “Num sistema parlamentar, qualquer conflito entre o executivo e o parlamento deve ser dirimido a favor da Assembleia. Há hoje um acordo de incidência parlamentar entre o PSD e o CDS/PP que justifica alterações na composição da Mesa da Assembleia, por forma que esta corresponda à maioria parlamentar que agora se formou.”
O PSD e o CDS ficaram na semana passada em choque com a derrota do seu candidato a presidente da Assembleia, Fernando Negrão, contra Ferro Rodrigues, que tinha o apoio da maioria de esquerda. Mas em 1998, nos Açores, PSD e CDS conseguiram derrubar o presidente da Assembleia Legislativa Regional através de uma moção de censura.
Em 1998, PSD e CDS não estavam dispostos a tolerar o que chamavam a “vitimização do PS”. Vítor Cruz: “Não colhe, portanto, a tentativa de transformar um acto institucional numa vitimização pessoal. O PS está especializado em fazer-se de vítima, espero que não use o presidente da Assembleia da República como propaganda política.” O líder parlamentar do PSD/Açores afirmava que “ninguém hoje tem dúvidas de que o governo demonstrou irremediavelmente ser incapaz de gerar um apoio maioritário no parlamento”. E, referindo-se ao CDS, continuava: “Os que o apoiaram na fase inicial da legislatura declaram-se hoje verdadeiramente arrependidos. Nada será mais como era antes.” E Cruz utilizava um argumento que foi agora usado contra o PSD a propósito da eleição de Ferro Rodrigues como presidente da Assembleia da República: “Se é verdade que o presidente da Assembleia sempre foi do partido mais votado, o partido mais votado sempre foi maioritário. Hoje não é assim, o partido mais votado não é maioritário e, para além disso, perdeu o consenso que lhe permitia assegurar a representação maioritária no parlamento.”
O líder do CDS-Açores, Alvarino Pinheiro, corroborava: “O Partido Socialista perdeu o apoio parlamentar que detinha, encontrando-se hoje numa situação perfeitamente minoritária na Assembleia Legislativa Regional dos Açores. A este isolamento do grupo parlamentar do PS há que acrescentar o facto de os grupos parlamentares do PSD e do PP, na sequência de um acordo de incidência parlamentar entretanto firmado, constituírem efectivamente uma maioria expressiva da vontade deste parlamento e, por conseguinte, do povo dos Açores”.
Continuava o dirigente centrista: “O novo quadro político--partidário desta Assembleia impõe que a defesa intransigente da instituição parlamentar seja, a partir de agora, uma preocupação permanente do primeiro responsável desta Assembleia Legislativa, face ao confronto que o governo minoritário do PS vem desencadeando contra a Assembleia.”

O acordo PSD/CDS só teve como consequência política maior eleger um novo presidente da Assembleia Legislativa Regional. Perante a ameaça do Presidente da República, Jorge Sampaio, de não aceitar o derrube do governo de Carlos César pelo parlamento – tendo comunicado ao líder do PSD-Açores, Costa Neves, que dissolveria a Assembleia Regional –, a vontade de avançar com uma moção de censura ao governo por parte da maioria parlamentar esmoreceu. Costa Neves, por ele, teria ido até ao fim, confiante de que o sistema açoriano é puramente parlamentar – e não como o da República, semipresidencialista. O primeiro governo César durou quatro anos. Seguiu-se a primeira maioria absoluta (Jornal I)

Yamaha presenta un robot piloto con el que aspira a ganar a Rossi

En plena resaca por la polémica patada de Valentino Rossi a Marc Márquez, Yamaha, la empresa que fabrica las motos tanto de Rossi como de Jorge Lorenzo, los dos aspirantes a ganar el mundial de Moto GP, ha presentado este miércoles en el salón del motor de Tokio un robot con el objetivo proclamado de que llegue a ser más rápido que Il Dottore, como se conoce al piloto italiano. A diferencia de otros vehículos autónomos, el llamado Motobot es un humanoide capaz de conducir una moto normal, sin apenas modificaciones a la propia motocicleta.
"En general, los robots se desarrollan para especializarse en una tarea específica y esto les permite normalmente superar la capacidad de los humanos para esa tarea. Con esa ventaja, el objetivo final de Motobot es llegar a ser capaz de competir contra los tiempos de las vueltas de Valentino Rossi en una pista de carreras", señala Yamaha en la presentación del vehículo. La mejora de las habilidades conductoras del piloto robot será progresiva. En la actualidad conduce en línea recta en campo abierto a velocidades de unos 100 kilómetros por hora y es capaz de hacer giros. El objetivo es que en 2017 sea capaz de correr por un circuito a velocidades superiores a los 200 kilómetros por hora. La empresa Yamaha espera que en un futuro esos datos permitan mejorar la tecnología de control de sus vehículos. El robot maneja seis controles: dirección, acelerador, freno delantero, freno trasero, embrague y pedal de cambio de marchas. El robot procesa datos de velocidad, revoluciones por minuto y, en un futuro, GPS de alta precisión y otros sensores avanzados, permitirán a Motobot tomar sus propias decisiones sobre la trazada en un circuito y los límites de rendimiento de la moto de modo que pueda ir mejorando sus tiempos. Veremos algún día a Motobot hacer una carrera con Rossi? (El Pais)


Canadiano acusado de manipular a crise portuguesa e ganhar quase 12 mihão com isso

Um canadiano, referenciado pelo Ministério Público (MP) como um “académico prestigiado, doutorado em economia pela Universidade de Harvard”, foi acusado pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa pelo crime de manipulação de mercado, de acordo com o comunicado publicado na página da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa. Segundo o MP, o arguido pretendia a “desvalorização das obrigações do tesouro portuguesas”, tendo ficado indiciado, para a investigação, que “este arguido era à data (Abril de 2010), administrador de uma sociedade que prestava serviços de consultadoria de investimento e de gestão de carteiras sobre investimentos financeiros a uma outra sociedade gestora de fundos de investimento especulativo (hedge fund)". O suspeito, que terá conseguido com esta actuação cerca de 820 mil euros em mais-valias, tinha "interesse na desvalorização da dívida portuguesa e na subida dos yields [taxa de juro implícita], uma vez que só a respectiva desvalorização permitia recuperar a dívida (encerrar a posição curta) com mais-valias e potenciar os seus ganhos". “Com esta finalidade publicou vários artigos em blogs, sendo um deles associado a um jornal de referência mundial, no período compreendido entre Fevereiro e Abril de 2010. Os artigos de opinião tiveram impacto nas yields da dívida pública portuguesa, influenciaram os investidores, até porque o arguido era um académico prestigiado, doutorado em economia pela universidade de Harvard e os artigos foram publicados em contexto de grande instabilidade financeira, de receio de contágio com a dívida grega, estando os mercados em situação de elevada susceptibilidade”, refere o DIAP de Lisboa. A investigação, a cargo da 9ª secção do DIAP de Lisboa, contou com o apoio técnico do regulador do mercado de capitais, a CMVM. De acordo com comunicado do DIAP, esta é uma "acusação por crime com contorno inéditos".
Juros a disparar

O ano de 2010, após a crise financeira de 2008 iniciada nos Estados Unidos, foi marcado pela desconfiança dos investidores em relação à Grécia, após este país ter revelado que o défice era bastante superior ao esperado. Com menos liquidez no mercado, os investidores começaram a ter dúvidas sobre a capacidade de pagamento de dívidas do país, enquadrada por falta de apoio dos parceiros europeus. A desconfiança alastrou rapidamente a outros mercados, com especulação à mistura, e Portugal entrou também no radar. Se no início do ano a taxa implícita dos Obrigações do Tesouro a dez anos estavam nos 4,061 euros no mercado secundário (onde a dívida é comprada e vendida entre investidores), depressa começou a subir. Isto é, havia quem quisesse vender, e os compradores exigiam um maior retorno devido à subida do risco, encarecendo depois o financiamento do Estado. No mês de Janeiro as taxas de juro deixaram para trás os 3%, chegando aos 5% em Abril. Só em Abril, as taxas de juro subiram 23%, passando de 4,187% para 5,154. A tendência de agravamento manteve-se, e, em 2011, incapaz de se financiar, o país teve de solicitar a intervenção da troika de credores formada pelo FMI, BCE e Comissão Europeia (Público)

Mariano Rajoy admite suspender autonomia da Catalunha

O primeiro-ministro espanhol pondera suspender a autonomia da Catalunha. Será o último recurso de Mariano Rajoy para impedir a pretensão independentista. Disse-o numa entrevista televisiva, onde também mostrou desconhecimento histórico quando referiu que Espanha é a Nação mais antiga da Europa.