quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Há uma corrente gelada no Atlântico. E a causa está nas alterações climáticas

Há uma grande corrente de água gelada no Oceano Atlântico, mais concretamente a sul da Gronelândia e da Islândia, que está a preocupar os cientistas. Esta corrente oceânica de baixas temperaturas tem-se manifestado desde o início do ano. Segundo o Washington Post, alguns cientistas suspeitam que o fenómeno seja parte de um processo já há muito temido pelos investigadores – uma circulação mais lenta das águas do Oceano Atlântico, nomeadamente de um dos braços da corrente do Golfo, que circula de sul para norte e banha as costas da Europa, sendo responsável pelo clima relativamente ameno da Europa e de Portugal em particular.
Quando quase todos os oceanos têm vindo a registar uma subida de temperatura, ma região entre a Gronelândia e a Islândia aconteceu o inverso: a temperatura do mar à superfície desceu.
Quando quase todos os oceanos têm vindo a registar uma subida de temperatura, ma região entre a Gronelândia e a Islândia aconteceu o inverso: a temperatura do mar à superfície desceu (registo dos últimos oito meses).
Segundo um artigo da Nature Climate Change, citado pelo Washington Post, esta “água gelada” é o resultado do degelo na Gronelândia que está a perder mais de cem mil milhões de toneladas de gelo por ano. Stefan Rahmstorf, um dos responsáveis pelo artigo, adianta que há fortes provas “de que isto é uma consequência do já longo declínio da corrente do Golfo, ou seja, da inversão da circulação do oceano Atlântico como consequência do aquecimento global”, explica, cita o Washington Post.
Se esta tendência continuar e se confirmar, poderemos assistir a uma subida do nível do mar na Costa Este dos Estados Unidos e alterações significativas nas temperaturas médias do Atlântico Norte e de toda a Europa (Observador)

Inés Arrimadas, a andaluza que conquistou a Catalunha

“Nunca me senti bonita.” Foi isto que a cabeça-de-lista do Ciutadans às eleições autonómicas da Catalunha respondeu a um entrevistador quando se começou a falar sobre o papel das mulheres na política. Para o caso, não é uma questão irrelevante. Os opositores nunca a levaram muito a sério. Os programas humorísticos da televisão catalã, como o Polònia, caricaturavam-na como uma Barbie sem ideias que papagueava frases feitas. A verdade é que, em poucas semanas, Inés Arrimadas passou do quase total desconhecimento para as luzes da ribalta: o Ciutadans (catalão para Ciudadanos) elegeu 25 deputados no parlamento catalão, tornou-se o maior partido da oposição e deu um novo ânimo ao líder Albert Rivera, candidato a primeiro-ministro de Espanha em dezembro. Este resultado explica-se só pela beleza de Inés?
Não, dizem os que a conhecem pessoalmente. Albert Rivera, o catalão que manda no Ciudadanos e quer mandar em Espanha, não tem dúvidas em classificá-la como “a mulher com mais futuro político do país”. Ao elogio, Arrimadas reage como diz reagir a muita coisa na vida: com timidez. “Nunca me tinha passado pela cabeça dedicar-me a isto, aparecer na televisão e assim”, dizia numa entrevista ao El Mundo poucos dias antes das eleições que a puseram no mapa
O caminho até estas eleições é fora do comum. Inés nasceu a 200 quilómetros de Portugal, em Jerez de La Frontera, na muy castellana região da Andaluzia. Os pais são de Salamanca e ela viveu e estudou em Sevilha até depois dos vinte anos. Em 2008, muda-se para Barcelona devido ao trabalho numa consultora. Apaixona-se pela Catalunha, aprende o nível máximo da língua catalã e passa a sentir-se filha da terra.
Há muitas formas de ser catalã, não há um requisito X para ser catalão. Tal como há muitas maneiras de ser espanhol ou andaluz. Nós [no Ciutadans] pensamos mais nas pessoas do que nas identidades coletivas. O importante é como é que cada um se sente, sem necessidade de definir, legislar ou impor sentimentos: é preciso respeitá-los. Existe uma grande obsessão política na Catalunha para impor identidades”, disse ao El Mundo.
Foi com essa mensagem que foi para a campanha eleitoral e conseguiu ser a mais convincente dos partidos anti-independência em disputa. Só duas sondagens lhe davam o número de deputados que viria a obter, apesar de desde o início se ter percebido que o Ciutadans não vinha com vontade de brincar. Enquanto se tentava impor como a alternativa sensata à “aventura separatista”, Inés e o partido aproveitavam todas as oportunidades para dar alfinetadas ao Partido Popular, de Rajoy, que muitos catalães não distinguem da formação de Arrimadas e Rivera.
Depois de ter entrado no Ciudadanos em 2011 por acaso — diz que foi apenas a acompanhar uma amiga a um comício e gostou do que ouviu –, Inés Arrimadas procura agora uma voz própria não só dentro do partido como na Catalunha. Para contrariar a ideia de que é uma Barbie, mero papagaio das linhas programáticas de Albert Rivera: renovação política e institucional, luta contra a corrupção e contra o independentismo.
Os de sempre estão a utilizar uma cortina de fumo para que não se fale dos casos de corrupção, da austeridade e da incompetência na gestão. Todos temos agora uma oportunidade para dizer “acabou”. Durante anos isto foi como uma tortura: ‘a culpa é de Espanha, Espanha rouba, estávamos melhor sozinhos…’.”
Até agora, o Ciudadanos tinha dificuldades em ter sucesso eleitoral em candidaturas que não fossem lideradas pelo próprio Rivera. A partir de agora, há Inés Arrimadas a colocar o partido de novo na rota da destruição do bipartidarismo. Nos próximos meses, entre a formação do novo governo catalão e as legislativas espanholas, terá de ser mais do que uma cara bonita (Observador)

Sousa Tavares: “À medida que a campanha avança aumentou o número de indecisos”

Miguel Sousa Tavares expressa, no seu comentário na SIC, a suspeita que os indecisos e abstencionistas estejam a aumentar sobretudo entre o potencial eleitorado do PS devido a "dois tiros nos pés" de António Costa (SIC)


segunda-feira, 28 de setembro de 2015

As “bombas” do Salão Automóvel de Frankfurt

O preço destes seis automóveis não é para qualquer carteira. E há de tudo, desde superdesportivos a SUVs de luxo. Conduzi-los também é só para quem tem "mãozinhas", pois potência não lhes falta (Observador)

Traficantes desembarcan droga en una playa de Manilva a plena luz del día

fonte: ABC

El hallazgo imposible de un barco fantasma desaparecido en 1925

Una de las preocupaciones con las que nació este blog es observar la naturaleza viral de muchas de las leyendas urbanas que en la actualidad pasan a medios de información general. En este caso vamos a pasar tangencialmente por uno de los temas habituales de las leyendas, el Triángulo de las Bermudas, para centrarnos en una noticia reciente sobre la zona.
Medios de fuera se han hecho eco recientemente de la noticia de la «reaparición» del mítico barco SS Cotapaxi, una de las decenas de naves que habrían desaparecido a lo largo de la historia en ese vasto punto del mapa. El «misterio» aquí se hace gigante si tenemos en cuenta que el barco desapareció en 1925, hace nada más y nada menos que 90 años. ¿Qué habrá estado haciendo un barco de decenas de metros de eslora a la deriva?¿Cómo es que nadie lo ha visto hasta hoy?
La nota reza así: «El 18 de mayo del presente año en La Habana, Cuba, el servicio de guardacostas interceptó un navío que se dirigía hacia territorio nacional pero que no contaba con tripulación». Una leyenda se suma a otra historia (en este caso, la de los barcos fantasma), como ya hemos visto en «Archivos desclasificados», la mezcla parece sumar si se le añade misterio o veracidad, al gusto del creador.
Con poco esfuerzo descubrimos que el «reciente» descubrimiento publicado ahora fue también «reciente» en junio, julio y agosto, cuando diversos blogs y páginas se hicieron eco de la noticia. Noticia replicada milimétricamente y que varias webs publicaron de manera sistemática sin preguntarse cómo es posible tan extraño hallazgo.
Recapitulemos. La desaparición del Cotopaxi era uno de los clásicos entre los mitos de este tipo, junto con el Vuelo 19 o el Mary Celeste. Su aparición hubiera sido un verdadero acontecimiento a nivel mundial pero, ¿por qué no ha sido noticia de alcance global? Sólo hay que fijarse. En todos los sitios replican el mismo texto. Hasta ahí todo normal en el mundo global. Pero hay una cosa que «canta» demasiado y no son las sirenas de la isla de Helios de la Odisea. Todos los portales repiten un único vídeo de Youtube y en todo Google sólo aparecen dos fotos de ello. Además, la única «fuente» que utilizan es la de un tal Rodolfo Salvador Cruz que se arroga la voz de experto (si se investiga la foto que le ilustra se descubre rápidamente que hasta eso es falso). Pero la evidencia delatora es más sencilla: Cuba, o cualquier país del mundo, se habría recreado si hubieran descubierto un hallazgo así.
Más allá de todas estas explicaciones encontramos sin dificultad que el origen del bulo procede de la página  World News Daily Report, que dice «no hacerse responsable de sus artículos satíricos». Ni de que nadie se los crea, se supone.
Pese a que la «aparición» del SS Cotopaxi  se ha demostrado falsa, y que quizá no llegue a la categoría siquiera de leyenda urbana, no está de más recordar la bonita historia que cuentan de este navío.
El barco desapareció en noviembre de 1925 cuando se dirigía desde Carolina del Sur hacia La Habana. El 1 de diciembre, cuando atravesaba, supuestamente, la zona del Triángulo de las Bermudas, lanzó una llamada de socorro anunciando que se estaba hundiendo sin posibilidad de salvación. Nunca se encontraron sus restos ni los del pasaje, y 30 días después se le puso en la categoría de «desaparecido». Sus 77 metros de eslora se perdieron para siempre en las aguas del océano.
La historia de su desaparición se convirtió desde entonces en una de las más recurrentes entre los interesados en el mítico Triángulo. Más todavía cuando en una versión especial de «Encuentros en la Tercera Fase» se especula con el hallazgo del barco fantasma encallado en, nada más y nada menos, que en el desierto del Gobi. Sin embargo ese descubrimiento es tan verídico como el acaecido en las costas de Cuba (ABC)

El rechazo a los refugiados se une en Europa al miedo al Islam


El debate político entre líderes europeos recuerda por momentos al diálogo de sordos. Los países de Centroeuropa no quieren aceptar las nuevas oleadas de inmigrantes e invocan «sólidos argumentos morales»; la estabilidad de sus sociedades peligra, dicen, con las avalanchas de seres humanos que llegan desesperados a sus fronteras. Los grandes de la Europa occidental esgrimen razones no menos poderosas para acogerles; la canciller Merkel advierte de que en esta crisis migratoria, la mayor desde la Segunda Guerra, «Europa debe mostrar sus valores», en particular su concepción de la dignidad humana (ABC)