quinta-feira, 30 de julho de 2015

Governo quer trabalho à distância, carros eléctricos e bicicletas na administração

O Governo quer comprar 1200 carros eléctricos até 2020, promover o teletrabalho e estimular os funcionários públicos a andarem de bicicleta. Estas são três medidas centrais de um programa de mobilidade sustentável para a administração pública, que entrou em vigor esta quarta-feira. O objectivo é diminuir em 20% as emissões de CO2 da frota de automóveis do Estado, reduzir os gastos com combustível e tornar mais amigas do ambiente as deslocações em trabalho. O programa, que se chama Eco.mob, prevê investimentos de 41,5 milhões de euros, que potencialmente podem resultar numa poupança de 50 milhões de euros. A maior parte do dinheiro – 25 milhões – será aplicada na renovação do parque de automóveis do Estado, que é velho e poluente. A administração central tinha, em 2014, cerca de 26 mil automóveis, com uma média de 14 anos e 181 mil quilómetros percorridos, segundo dados da Entidade de Serviços Partilhados da Administração Pública. Quatro em cada cinco carros do Estado emitem mais de 130 gramas de CO2 por quilómetro – bastante acima da média dos veículos ligeiros novos vendidos no país, que é de 109 gramas por quilómetro (g/km). Uma legislação do ano passado já obriga o Estado a seguir critérios ecológicos na compra de veículos até 2017. Até lá, 65% dos carros novos terão de emitir menos de 95 g/km, 30% terão um limite de 100 g/km e 5% não estarão sujeitos a restrições. O programa agora em vigor mantém estas metas até 2020 e prevê a aquisição, nesse período, de 1200 veículos eléctricos. No âmbito de um programa-piloto, o Estado já adquiriu 30 carros eléctricos este ano, que substituirão os carros mais antigos e com mais quilómetrosnos ministérios do Ambiente e das Finanças. O Governo também quer instalar brevemente 49 postos de carregamento rápido para veículos eléctricos, dos quais 15 em cidades e 34 em auto-estradas. Os futuros veículos eléctricos não representarão senão uma pequena fatia – cerca de 5% – da frota pública de automóveis. Hoje, cerca de metade dos carros do Estado (58%) é composta por viaturas da GNR e da PSP. Um quinto (20%) está na posse das Forças Armadas. O resto está repartido entre os diversos órgãos da administração pública. Destes, 195 são utilizados directamente pelos gabinetes dos ministros, da Presidência do Conselho de Ministros e dos representantes da República nos Açores e na Madeira (Publico, jornalista Ricardo Garcia)

Papa Francisco na capa de National Geographic de Agosto

A edição de Agosto da revista National Geographic é sobre o Papa Francisco e inclui a foto-reportagem de Dave Yoder, que acompanhou o Papa durante seis meses. De acordo com a Rádio Vaticano, a revista faz uma grande reportagem com o Papa Francisco e, para a acompanhar, publica o livro “Pope Francis and the New Vatican”, escrito por Robert Draper. O fotógrafo da National Geographic Dave Yoder acompanhou Francisco durante seis meses no Vaticano e em Roma, e Robert Draper recolheu informações sobre o antigo cardeal de Buenos Aires durante um mês no ambiente do Vaticano e três semanas na Argentina. A reportagem, que tem por título “O Papa mudará o Vaticano ou o Vaticano mudará o Papa?”, apresenta como prioridade do pontificado de Francisco os pobres e a reforma da Cúria. Dave Yoder disse estar “impressionado com o entusiasmo de Francisco ao interagir com as pessoas comuns” (Renasença)

Encontrados destroços e bagagem que podem pertencer ao MH370

Descoberta foi efetuada esta manhã no mesmo local onde foi encontrada uma parte de uma asa que “quase de certeza” pertence a um Boeing 777, o modelo do avião que desapareceu em março do ano passado. Uma mala foi encontrada, esta quinta-feira de manhã, junto à costa de Saint-André, na ilha da Reunião, junto ao local onde ontem foi encontrada parte de uma asa de um avião que pode pertencer a um Boeing 777, o modelo do avião do voo MH370 que desapareceu a 8 de março, adianta uma televisão privada local. A descoberta foi feita por habitantes locais da ilha e uma foto da bagagem foi divulgada nas redes sociais. A mala foi, entretanto, apreendida pelas autoridades. De acordo com órgãos de comunicação social locais, a mala estaria perto do local onde foi também encontrada a parte de uma asa de Boeing 777 na quarta-feira, na Ilha da Reunião, no Oceano Índico. Apesar de ainda ninguém assumir que estamos perante os destroços do voo MH370, desaparecido a 8 de março de 2014, as autoridades avançam que é quase certo que estejamos perante o aparelho da Malaysia Airlines e que, até agora, se apresentava como um dos maiores mistérios da aviação mundial.
“É quase certo que a parte encontrada da asa do avião pertence a um Boeing 777, segundo o nosso responsável pela investigação”, afirmou o ministro malaio dos Transportes, nesta quinta-feira, citado pela agência Reuters. Mais cautelosas estão as autoridades francesas, que não excluem qualquer hipótese, e garantem que a origem dos destroços ainda não foi identificada. "Nenhuma possibilidade pode ser excluída, incluindo a de tratar-se de uma parte de um Boeing 777", afirmaram o presidente de Camâra da ilha da Reunião e o ministro francês da Justiça num comunicado conjunto. Também a companhia aérea Malaysia Airlines considerou ser “prematuro” especular sobre se os destroços de avião encontrados no Oceano Índico são, ou não, do voo desaparecido MH370.  “Neste momento seria demasiado prematuro especularmos sobre a origem” dos destroços, disse a Malaysia Airlines em comunicado, indicando que estava a trabalhar “com as autoridades competentes para confirmar a matéria”.  Entretanto, os seis funcionários que encontraram a asa admitiram numa entrevista que não tinham noção do valor da sua descoberta e que iam usar a parte da asa encontrada como "atração turística" (TVI24)

A 'praia' está de volta ao centro de Lisboa

A partir de sexta e durante Agosto, a Praia do Torel abre-se gratuitamente aos banhistas. Com areal e chapéus de sol, lago da fonte como piscina, esplanada, gelados, até bolas de Berlim. Depois de ter recebido 80 mil pessoas no Verão passado, a “praia urbana” do Jardim do Torel, em Lisboa, está de volta. A partir de sexta-feira, o lago existente no jardim bem perto do Campo dos Mártires da Pátria volta a transformar-se numa piscina e o terreno fronteiro enche-se mais uma vez de areia e de chapéus de sol (Publico)

Bem-vindos a Houtouwan, uma aldeia quase fantasma

O nevoeiro ainda está denso. As casas tomadas pela vegetação ainda não se revelaram por completo. Mas é nesta altura que os visitantes começam a chegar. O fotojornalista Damir Sagolj visitou a aldeia quase abandonada de Houtouwan, na China, onde os turistas, que chegam às centenas todos os dias, convivem com os escassos habitantes – bastam os dedos de uma mão para contar os que ainda resistem. Há vinte anos, nesta aldeia piscatória situada numa ilha a leste de Xangai, viviam mais de 2000 pessoas. No início da década de 1990 começaram a desaparecer gradualmente. Os primeiros foram os mais ricos, procurando escapar a um quotidiano onde o acesso à educação e aos bens alimentares era comum. Mas o resto da população seguiu-lhe os passos e o tempo tratou de alterar o aspecto de Houtouwan “A natureza reclamou aquilo que era seu”, diz Damir Sagolj. A vegetação cobriu paredes e entrou pelas casas. Reduziu caminhos e tornou inacessíveis algumas áreas. “A aldeia não está muito diferente daquilo que encontrei em Chernobyl ou noutros locais igualmente abandonados”, refere Sagolj. Foi esse ambiente que atraiu os primeiros curiosos. As fotografias que tiraram espalharam-se e “de repente, uma pequena invasão de visitantes começou e nunca mais parou” (Publico

Conheça os 25 mais ricos de Portugal

Os 25 mais ricos de Portugal - com Américo Amorim à cabeça, seguido de Alexandre Soares dos Santos e depois por Belmiro de Azevedo - têm um património avaliado em cerca de 14,7 mil milhões de euros, o que corresponde a 8,5% do PIB nacional (173 mil milhões de euros), segundo a avaliação da edição de agosto da revista Exame, nas bancas esta quinta-feira. Há um ligeiro acréscimo face a 2014, altura em que as maiores fortunas somavam 14,3 mil milhões de euros. Trata-se de um valor que só não é mais elevado devido à quebra na fortuna de Américo Amorim, que volta a liderar o ranking, da família Guimarães de Mello e de António Mota, este último com uma desvalorização de quase 60% face ao ano passado devido à quebra da cotação da Mota-Engil. O homem mais rico de Portugal, Américo Amorim, tem uma fortuna avaliada em 2.484,2 milhões de euros e está mais pobre (cerca de mil milhões de euros face a 2014), pelo segundo ano consecutivo. O “rei da Cortiça” perdeu sobretudo com a desvalorização bolsista da Galp e com o facto de ter desinvestido na banca, vendendo 35% do Banco BIC a Isabel dos Santos. Na segunda posição surge Alexandre Soares dos Santos, com um património avaliado em 1.763,2 milhões de euros. O empresário lidera a Sociedade Francisco Manuel dos Santos, que une os vários acionistas da família e controla cerca de 56% da Jerónimo Martins. A sua fortuna aumentou cerca de 100 milhões de euros, graças à valorização das ações da empresa dona, entre outras coisas, da cadeia Pingo Doce. Na terceira posição no ranking, Belmiro de Azevedo detém 1.382,5 milhões de euros, mais cerca de 100 milhões de euros. Durante vários anos liderou a tabela dos mais ricos de Portugal, mas, ultimamente, tem sido penalizado pela redução do valor bolsista de algumas das suas áreas de negócio. A família mais rica é a Guimarães de Mello, herdeira do império do empresário José Manuel de Mello, com uma fortuna avaliada em 1.189,4 milhões, enquanto a mulher com a maior fortuna do país é Maria Isabel dos Santos, prima de Alexandre Soares dos Santos, com 448 milhões de euros e no 9º lugar da tabela da Exame. António Mota e as irmãs protagonizam a descida na lista (de 6º lugar para 17º) que mais se destaca, devido à quebra na cotação da Mota-Engil em Bolsa. Para o levantamento do património empresarial que consta no ranking da Exame foram usadas todas as fontes disponíveis, como relatórios e contas (de 2013 e 2014), entrevistas a gestores, sites de empresas, sendo depois aplicados diferentes métodos, conforme as companhias em apreciação.
Para as cotadas foram tidas em conta as cotações das sociedades a 1 de julho de 2015, o mesmo acontecendo nas holdings de empresas cotadas (nestas utilizou-se o valor de mercado da casa-mãe). Nas holdings não cotadas foi aplicada a avaliação da soma das partes e nas sociedades de grupo foi aplicado, individualmente ou consolidado, o método dos múltiplos EV/EBITDA para se obter o valor de avaliação total.
A LISTA DOS MILIONÁRIOS
1. Américo Amorim: 2484,2 milhões de euros
2. Alexandre Soares dos Santos: 1763,2 milhões de euros
3. Belmiro de Azevedo: 1382,5 milhões de euros
4. Família Guimarães de Mello: 1189,4 milhões de euros
5. António da Silva Rodrigues: 967 milhões de euros
6. Família Alves Ribeiro: 663 milhões de euros
7. Fernando Campos Nunes: 539,2 milhões de euros
8. Dionísio Pestana: 506,6 milhões de euros
9. Maria Isabel dos Santos: 448 milhões de euros
10. Fernando Figueiredo dos Santos: 448 milhões de euros
11. Luís Silva e Maria Perpétua Bordalo Silva: 419,2 milhões de euros
12. Manuel Rui Azinhais Nabeiro: 391,8 milhões de euros
13. Nuno Macedo Silva: 378,4 milhões de euros
14. Pedro Queiroz Pereira e Maud Santos Mendonça: 358,7 milhões de euros
15. Manuel Alfredo de Mello e família: 345,3 milhões de euros
16. Humberto Pedrosa: 309,5 milhões de euros
17. António Mota e irmãs: 300,8 milhões de euros
18. António Manuel Gonçalves, Fernando Gonçalves e Maria Helena Gonçalves: 267,4 milhões de euros
19. Carlos Moreira da Silva: 263,1 milhões de euros
20. Arlindo Costa Leite, Armando Costa Leite e Gabriela Costa Leite: 234,8 milhões de euros
21. Paula Isabel Cordo Boullosa e família: 233,4 milhões de euros
22. Familia Salvador Caetano: 231,1 milhões de euros
23. Maria de Lurdes Soares dos Santos: 224,1 milhões de euros
24. Maria Helena dos Santos Mota Goya: 224,1 milhões de euros
25. Manuel Champalimaud: 211,8 milhões de euros (Expresso)


Central de compras dos hospitais públicos ocultou de forma “deliberada” dívidas de €17 milhões

Tribunal de Contas aponta ao Serviço de Utilização Comum dos Hospitais vários erros “materialmente relevantes” nas suas demonstrações financeiras e exige que as contas de 2014 sejam corrigidas. O Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), que funciona como uma central de compras para os hospitais do Estado, ocultou no ano passado, de forma “deliberada”, 17 milhões de euros de dívida aos centros hospitalares de Lisboa, conclui um relatório do Tribunal de Contas publicado esta quinta-feira. O Tribunal de Contas (TC) refere no seu relatório que “a ocultação, deliberada, da dívida aos centros hospitalares de Lisboa nas contas do SUCH de 2014 (17,2 milhões de euros) serviu o propósito de possibilitar a contratação de novos empréstimos, o que eventualmente seria inviabilizado pela exibição da dívida, perante os associados, a tutela e as instituições de crédito”. Em resultado da sua análise às contas do SUCH, o tribunal conclui que “as demonstrações financeiras do SUCH para serem verdadeiras e fiáveis deverão ser refeitas”.
A dívida aos centros hospitalares de Lisboa resulta de um acordo feito no final de 2013, segundo o qual os hospitais públicos acordaram assumir as dívidas bancárias do agrupamento Somos Compras (controlado pelo SUCH), sendo que o SUCH restituiria esses valores aos centros hospitalares num prazo de 10 anos. As falhas que o TC agora revela já tinham levado, em 17 de abril deste ano, a que os hospitais de Lisboa chumbassem as contas do SUCH na assembleia geral desta entidade. O Tribunal de Contas aponta ainda para a existência de “erros e omissões materialmente relevantes nas demonstrações financeiras de 2014 do SUCH”, tais como a não contabilização dos resultados das participações do SUCH em vários agrupamentos complementares de empresas (ACE) e a não-inscrição de uma provisão para fazer face ao pagamento da dívida acumulada no ACE denominado Somos Pessoas (dedicado à gestão de recursos humanos) e no ACE Somos Contas (de gestão financeira). A instituição presidida por Guilherme d'Oliveira Martins nota que “estas situações afetam de forma significativa a fiabilidade, a integralidade e a transparência das demonstrações financeiras do SUCH, as quais não representam de forma adequada, apropriada e fidedigna a sua situação financeira e patrimonial”. O TC refere ainda que as demonstrações financeiras de 2014 do SUCH “induzem o Tribunal em erro, obstando à sua efetiva verificação e à formulação de um juízo favorável”. Além disso, frisa o relatório, as contas do SUCH “transmitem informação financeira e de gestão errada aos seus utilizadores, designadamente à tutela, às instituições de crédito e demais stakeholders” (Expresso)