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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Os Portugueses e as Redes Sociais 2016

Os Portugueses e as Redes Sociais é um estudo realizado pela Marktest Consulting, com o objectivo de conhecer índices de notoriedade, utilização, opinião e hábitos dos portugueses face às redes sociais. As redes sociais são hoje um "ponto de encontro" importante não apenas para os indivíduos como para as marcas, que, de forma rápida, envolvente e dinâmica podem interagir com os seus consumidores. São um instrumento imprescindível de marketing e comunicação das marcas.

sábado, 12 de novembro de 2016

Zuckerberg considera “louca” a ideia de que as falsas notícias no Facebook tenham ajudado Trump

Mark Zuckerberg respondeu às acusações de que as falsas notícias que circularam no Facebook durante a campanha terão ajudado a eleger Donald Trump como Presidente, considerando tratar-se de uma ideia “bastante louca”. “A ideia de que as notícias falsas no Facebook, que são uma pequena parte dos conteúdos, influenciaram de algum modo a eleição, eu penso que é bastante louca”, afirmou o criador e proprietário da rede social, durante uma intervenção numa conferência sobre tecnologia na Califórnia. “Os eleitores tomam decisões com base na sua experiência de vida”, comentou. Entre as notícias falsas que circularam na rede social, que procuravam denegrir a rival de Trump, encontra-se a história de que Hillary Clinton estaria envolvida no assassínio de um agente do FBI que investigara os emails que chegaram ao WikiLeaks; as que indicavam que o seu chefe de campanha, John Podesta, era supostamente satanista; as que davam conta de que os Clintons haviam comprado uma propriedade nas Maldivas por 200 milhões de dólares; e as que referiam Hillary teria adquirido armas e munições ilegais no valor de 137 milhões de dólares. A rede social tem um papel cada vez mais relevante na difusão de notícias, a nível mundial e nos Estados Unidos em particular. Cerca de 44% dos norte americanos adultos acedem às notícias através do Facebook e 66% dos utilizadores da rede social nos Estados Unidos consumem as notícias através da plataforma da rede social, segundo dados relevados em maio pelo Pew Research Center.

sábado, 17 de setembro de 2016

Italiana suicida-se depois de vídeo de sexo ser divulgado na internet

Uma italiana de 31 anos suicidou-se depois de um vídeo com imagens de sexo ter sido divulgado em vários sites. Durante mais de um ano, Tiziana Cantone foi apontada na rua e alvo de anedotas em toda a Itália.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Jovem italiana suicida-se, família acredita que a internet a matou

Em Itália, uma jovem de 31 anos suicidou-se, depois de perder o controlo de um vídeo que fez com um amigo. Tiziana Cantone, natural de uma pequena aldeia de Nápoles, queria fazer ciúmes ao ex-namorado e decidiu fazer um vídeo, contendo imagens de índole sexual, e enviar-lhe. Tê-lo-á também enviado a quatro ou cinco supostos amigos de confiança. Um, ou vários acabaram por publicá-lo e ele tornou-se viral e mesmo motivo de gozo. O caso remonta a 2015. Tiziana mudou de cidade, estava a tentar mudar de nome, fez o possível para que o vídeo fosse removido da internet, o que acabou por conseguir mas foi obrigada a pagar aos gigantes das novas tecnologias porque o juiz a considerou cúmplice.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

5,7 milhões de utilizadores de Internet em Portugal

O estudo Bareme Internet, que a Marktest acaba de lançar, contabiliza 5,7 milhões de utilizadores de Internet em Portugal. Segundo os dados de 2016 do estudo Bareme Internet, a penetração de Internet em Portugal atinge os 5,7 milhões de utilizadores, um valor que representa 67.0% do universo composto pelos residentes no Continente com 15 e mais anos. Uma análise longitudinal dos resultados deste estudo evidencia que o número de utilizadores de Internet em Portugal aumentou mais de 10 vezes nos últimos 19 anos, passando de uma penetração de 6.3% em 1997 para os 67.0% agora observados.
Naturalmente, a utilização de Internet difere segundo o perfil dos indivíduos. Entre os indivíduos mais jovens, os quadros médios e superiores e os estudantes, a taxa de penetração de internet atinge o pleno ou quase, enquanto entre os mais idosos, os indivíduos da classe mais baixa e os reformados e domésticas a penetração não excede os 29%. A análise realizada teve como base os resultados de 2016 do estudo Bareme Internet da Marktest. Este estudo analisa o universo constituído pelos residentes no Continente com 15 e mais anos (Marktest.com, Julho de 2016)

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Sites de saúde com dois milhões de visitantes

Mais de dois milhões de portugueses visitaram sites de saúde durante o primeiro trimestre do ano, segundo os dados do Netpanel meter da Marktest. De acordo com os resultados do Netpanel meter da Marktest, entre Janeiro e Março de 2016, foram 2016 mil os residentes no Continente com 4 e mais anos que acederam a sites de de saúde a partir de computadores pessoais, o que corresponde a 34.1% dos internautas nacionais. Neste período, foram visitadas 49 milhões de páginas de sites de imobiliário, uma média de 24 por utilizador.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

1,7 milhões acedem a notícias através de Apps

Os dados do estudo Bareme Imprensa Crossmedia mostram que cerca de 1,7 milhões de portugueses acedem a notícias/informação através de Apps. O estudo Bareme Imprensa Crossmedia 2016 da Marktest quantifica em 1 656 mil o número de portugueses que acede a notícias/informação através de Aplicações (Apps) no Smartphone/Tablet.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Portugueses passam 33 minutos em sites de imobiliário

Os portugueses dedicaram 33 minutos aos sites de imobiliário durante o primeiro trimestre do ano, segundo os dados do Netpanel meter da Marktest. De acordo com os resultados do Netpanel meter da Marktest, entre Janeiro e Março de 2016, foram 1045 mil os residentes no Continente com 4 e mais anos que acederam a sites de imobiliário a partir de computadores pessoais, o que corresponde a 17.6% dos internautas nacionais.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Google Home: um mordomo digital ao seu serviço

5,6 milhões de utilizadores de Internet em Portugal

No dia que muitos consideram como Dia da Internet, 17 de Maio, analisamos como tem sido a utilização deste meio pelos portugueses. A ONU assinala, a 17 de Maio, o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, motivo para relembrar como tem sido a utilização da Internet pelos portugueses.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mais portugueses navegaram na Internet

O Netpanel meter registou em Março um aumento no número de portugueses que acederam à Internet a partir de computadores pessoais. Durante o mês de Março de 2016, cinco milhões e 500 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram na internet a partir de computadores pessoais, de acordo com os resultados do Netpanel meter da Marktest, um valor que corresponde a 92.9% do universo de cibernautas. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Reportagem Visão: Internet: O fenómeno da multiplicação da morte

É como se, de tempos a tempos, houvesse uma espécie de amnésia coletiva que nos faz voltar a lamentar a morte de pessoas que já morreram há muito, muito tempo. A experiência já lhe deve ser familiar: deslizamos pelo ecrã para saber o que aconteceu a amigos, ao país e ao mundo, e eis que surgem títulos emotivos que nos anunciam a morte de alguém famoso. Mas se, depois, clicamos para saber o que aconteceu, descobrimos que aquela pessoa morreu, sim, mas... muito antes daquele momento.
O efeito é igual ao da mentira tantas vezes repetida que se torna realidade: afinal, vivemos todos envolvidos no imenso turbilhão das redes sociais, sempre a gritarem para ser alimentadas - as estimativas apontam para 500 milhões de tweets por dia, 30 mil milhões de posts no Facebook por mês, 300 horas de vídeos carregados para o YouTube, a cada segundo.
Num instante, qualquer disparate pode tornar-se popular nos Facebooks da nossa vida. Daí a haver notícias de mortes a serem ressuscitadas anos depois é um passo hoje, parece que há celebridades que estão sempre a morrer, uma e outra vez.
Nas últimas semanas, foram as atrizes Esther Williams (1921-2013) e Audrey Hepburn (1929-1993) esta última com direito a notícia no diário espanhol El País e tudo a despedirem-se do mundo outra vez. E não, o fenómeno não é de 2016. Em maio de 2012, a morte de Vasco Granja, divulgador de animação e banda desenhada, voltou a circular. Num ápice tornou-se viral, e atingiu o top das notícias mais vistas dos sites noticiosos do País. Há poucas semanas, a mesma notícia voltou a entrar num desses tops e a fixar-se no meio da tabela. O mesmo sucedeu com o astronauta Neil Armstrong ou o músico Ravi Shankar. Segundo a BBC, por terras de sua majestade a preferência vai para os atores Leslie Nelson, de Onde Para a Polícia?, desaparecido em 2010, e Peter Falk, celebrizado como detetive Columbo, que se despediu em 2011.
O fenómeno das notícias ressuscitadas acontece também com personalidades vivas. Lembra-se da madrugada recente em que se soube que o treinador Julen Lopetegui ia deixar o FC Porto? Em minutos, começou a circular um artigo garantindo que José Mourinho, que se sabia ter acabado de sair do Chelsea FC, fora contratado pela SAD dos azuis e brancos durante duas épocas e meia. Os adeptos portistas quase rebentaram de euforia. Durou pouco tempo. A notícia, afinal, tinha 14 anos.
O CAOS NAS REDES SOCIAIS
É um fenómeno que, quem se interessa por este mundo da tecnologia, procura compreender. Para o especialista da BBC, Rory Jones, é como se a Teoria do Caos, essa lei presente em quase tudo o que nos rodeia, resolvesse mostrar do que é capaz nas redes sociais. A ideia central é que uma pequenina mudança num determinado acontecimento pode trazer consequências enormes e desconhecidas no futuro. Quando o meteorologista Edward Lorenz descobriu o fenómeno, nos anos 1960, aludiu à imagem do efeito-borboleta - o bater das asas de uma borboleta no Japão provocaria, tempos depois, um tufão em Nova Iorque. Com o tempo, os cientistas conferiram que esta Teoria do Caos se aplicava a quase tudo, do ritmo dos batimentos cardíacos às cotações da bolsa de valores.
Quando o matemático Benoit Mandelbrot se lembrou de lhe juntar as fórmulas dos fractais, o enigma parecia resolvido: o caos está basicamente na essência de tudo, moldando o Universo.
Vivendo nós na galáxia da internet, como profetizou o sociólogo espanhol Manuel Castells, não demorou a que este mimetismo se aplicasse às redes sociais, numa espécie de "ora agora anuncias tu uma morte, ora agora anuncio eu". Oiça-se Paulo Frias, professor do Centro de Ciências de Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto: "Estes fenómenos resultam de uma leitura superficial, por quem não chega a entrar numa camada mais profunda do acontecimento e o partilha de imediato. É então que tudo se mistura, como se as mortes fossem todas aqui e agora." Para o também diretor da licenciatura e mestrado de Ciências da Comunicação, nada disto se passa ao nível do consciente, está mais ligado à instantaneidade da informação que circula, "de mastigar e deitar fora".
Este fenómeno é uma tendência e a seleção do que se passa nas redes sociais acentua isso. No Snapchat, por exemplo, as publicações duram apenas 24 horas. "Depois disso, desaparecem. É um paradigma muito diferente de gestão do tempo e do espaço." Trata-se, continua Paulo Frias, da versão tecnológica e digital do culto do efémero. "Se quiser ir ver o histórico, nem sequer consigo." Vivemos apenas no "aqui e agora".
As pessoas pedem um consumo instantâneo e têm-no. O Facebook, recorda o professor do Porto, agora tem ainda outro expediente: passa a vida a recordar-nos do que nos aconteceu há um, dois, cinco ou mais anos... na expetativa de que o republiquemos, ressuscitando pedaços do nosso passado, como se fossem atuais.
Claro que depois há quem não resista a brincar sobre esta mania de se carpirem, repetidamente, falecimentos. É como se houvesse "uma meia maratona dos óbitos na cronologia do Facebook", ironiza o ator Miguel Guilherme, na rubrica Não É mau, que assina na rádio TSF. Para depois acrescentar que, às vezes, parece mesmo que anda "tudo a ver quem consegue partilhar o maior número de mortes possível". A brincar, a brincar...
Não caia nessa
Acredite que é possível não ser apanhado por estes feitiços do tempo, como se os dias - ou melhor, as notícias e mortes - se repetissem outra vez. Assim, antes de partilhar:
LEIA ATÉ AO FIM...
Quem escreve quer ser lido. Como tal, serve-se de efeitos que enganam o cérebro para nos levar a clicar e, como pretendido, a ler. Assim, se o assunto lhe interessa, faça-o: é a única forma de confirmar se o que está escrito é mesmo o que lhe parece à primeira vista. E se depois decidir (re)publicar, já sabe exatamente do que se trata.
... E CONFIRA A DATA
Ouvimos, de fugida, que morreu alguém importante, fazemos uma pesquisa e logo o Google nos sugere uma série de resultados. Tudo certo, todos terão de facto já morrido. Mas algumas dessas notícias serão mais atuais do que outras. Assim, veja se o que está prestes a partilhar é mesmo de 2016 ou se já anda a circular, e a gerar confusão, há algum tempo (Visão, reportagem da jornalista Teresa Campos)

Os jovens portugueses e o uso das plataformas sociais na internet


sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Big Brother legitimado?

A semana passada o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem tomou uma decisão que pode abrir um precedente que vai mudar, totalmente, a relação empregado/empregador no que à privacidade dos dados diz respeito. A história reza assim: um engenheiro romeno usou a conta de chat da empresa para trocar mensagens pessoais. Uma conta que a empresa tinha criado para ser o canal de esclarecimento de dúvidas dos clientes. Uma monitorização da atividade dessa conta feita pela empresa apurou que o engenheiro a utilizava também para trocar mensagens pessoais. Nomeadamente com a noiva.
Como é que sabemos isto? Porque ele foi despedido em 2007 por estar, alegadamente, a fazer utilização imprópria das ferramentas de trabalho e as mensagens foram usadas como prova em tribunal. Basicamente, aproveitava as horas de trabalho para, também, estar na conversa com os amigos usando um chat que a empresa tinha criado com um propósito bem definido. Ora bem: o “alegadamente” passou a “efetivamente” quando, em 2007, um tribunal romeno deu razão à empresa. O engenheiro não desistiu e escalou o caso para as entidades europeias. Não é só em Portugal que a justiça é lenta. Foi preciso esperar vários anos para ver o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem dar razão à empresa e deixar Bogdan Mihai Barbulescu (o engenheiro em questão) com um despedimento por justa causa nas mãos.
EMPREGADORES RECLAMAM DIREITO A VER CONTEÚDOS
Como seria de esperar, esta sentença provocou alguma celeuma. Os empregados temem a violação “legal” da privacidade dos seus dados. Os empregadores reclamam o direito de poder ver os conteúdos que são trocados pelos empregados quando estes usam ferramentas e canais criados para utilização profissional. Mas há mais. A entrada massiva da tecnologia no ambiente de trabalho criou uma tendência (leia-se: oportunidade de negócio) que vai valer, segundo a Business Wire, mais de 360 mil milhões de dólares em 2020. Falo do BYOD, Bring Your Own Device. Que é como quem diz: “funcionários, tragam os vossos telefones e tablets e usem-nos dentro da empresa.”
A entrada massiva de dispositivos particulares em ambiente profissional tem pontos positivos e negativos. As empresas gostam porque os funcionários podem trabalhar a qualquer momento e em qualquer lugar. Os funcionários gostam pelo conforto de poderem usar os seus próprios dispositivos para, por exemplo, ver o mail ou fazer alterações num powerpoint. Isto é o que vemos à superfície. O que faz movimentar os tais milhões já referidos é o investimento necessário para tornar todos estes sistemas compatíveis e, essencialmente, seguros. É preciso não esquecer que durante décadas, a principal preocupação dos diretores de informática (hoje transformados em CTO) foi a de blindar as redes da empresa. Condição última para manter protegida a informação do negócio. Hoje essa premissa continua a ser vital, mas mais complexa, porque há centenas de novos equipamentos que têm a porta aberta para essas redes sagradas. É fácil ver a problemática: é cada vez mais ténue a fronteira entre o que é informação privada e informação pública em ambiente de trabalho. Ou seja, já não é a questão de estar a usar o computador ou o telefone da empresa. A partir do momento em que é utilizado o telefone pessoal para ver e-mail, fazer uma chamada de Skype ou usar o WhatsApp da empresa para responder a um cliente… torna-se muito complicado saber onde começa o trabalho e inicia o lazer.
CARTAS NA MESA ANTES DO JOGO COMEÇAR
Em Portugal, as fronteiras estão bem definidas. Por lei, a entidade patronal não pode ler o conteúdo do e-mail do funcionário. No máximo, pode consultar o assunto. Mais que isso e estará a cometer um crime de violação de privacidade. E sobre o chat? Não sei, mas as premissas devem manter-se as mesmas. E no caso romeno estamos perante a violação de privacidade de mensagens de chat. Ou seja, de uma conversa que pode ter ocorrido em tempo real. A conta do Yahoo Messenger (o serviço de chat em questão) foi criada pelo funcionário a pedido da empresa com o objetivo de prestar apoio a clientes. A empresa avisou os funcionários que todas as comunicações através daquela ferramenta de chat seriam, obrigatoriamente, profissionais. Algo que o engenheiro afirmava ter respeitado, até ser confrontado em tribunal com as transcrições das conversas pessoais. Quer isto dizer que as cartas estavam todas na mesa antes do jogo começar. As regras é que não foram respeitadas pelo funcionário. O caso parece-me claro e com desfecho adequado.
O que me preocupa são as conclusões do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, onde se pode ler esta pérola: “é razoável que a entidade patronal queira verificar que os seus empregados cumprem as suas tarefas profissionais durante o seu horário de trabalho”. Esta frase é demasiado aberta e, por isso, alvo das mais variadas interpretações. Mesmo sabendo que a decisão judicial se aplica a comunicação via chat, o que poderá acontecer se entidades empregadoras utilizarem esta sentença para monitorizar o Facebook Messenger dos funcionários, o WhatsApp ou, por exemplo, o Skype? É que todas estas apps podem ser usadas tanto em ambiente profissional quanto no pessoal. Como é que se estabelece uma fronteira honesta e sólida entre estes dois mundos, agora que eles estão completamente misturados?

A sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem pode, espero, servir de gatilho para a criação de nova legislação mais adaptada aos tempos que vivemos e, essencialmente, mais respeitadora dos direitos de ambos: empregado e empregador. Mas, como sempre nestas coisas, haveremos de continuar a assistir a abusos frequentes de ambas as partes até ao dia - porque isto da tecnologia dá muitas voltas para às vezes acabar no mesmo sítio - em que voltaremos a assistir ao encerramento das fronteiras digitais que permitem esta confusão. Ou seja, ao reerguer das barreiras que protegiam as redes empresariais e mantinham a utilização privada longe das suas portas. Claro que, nesse dia, vai ser ensurdecedor o coro de lamentos dos milhões de funcionários que já não poderão usar os seus queridos dispositivos para aceder às ferramentas profissionais (Expresso)

Alerta: campanhas negras invadem redes sociais

A Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) ilibou José Rodrigues dos Santos no caso em que se referiu a Alexandre Quintanilha, deputado do PS, como tendo sido “eleito ou eleita”. O jornalista garante ao i que viu a deliberação com naturalidade e avança que “fontes ligadas a um partido, incluindo dirigentes, informaram que toda a campanha nas redes sociais foi orquestrada pelo seu partido com recurso a perfis falsos para tentar ‘criar’ um escândalo que embaraçasse a RTP” – uma prática que afirma ser “habitual” e que se parece estender a várias áreas, nomeadamente política e futebol.
Para o jornalista é claro que as campanhas negras acontecem com frequência e servem os mais variados interesses, manipulando assim a informação que chega à opinião pública. “Quando há uma decisão de atacar um tema ou uma personalidade, a agência de comunicação ligada a essa organização cria perfis falsos e inunda as redes sociais com ataques virulentos, de modo a criar a impressão de que há uma indignação geral contra essa personalidade ou sobre esse tema. Não há indignação nenhuma, são tudo perfis falsos usados em campanha negra para deliberadamente atingir certos objetivos. Essa campanha virtual, depois, contamina o mundo real, pois algumas pessoas reais, por cumplicidade ou simples tontice, também pegam no assunto”, explica.
Para José Rodrigues dos Santos é evidente que depois dos esclarecimentos que foram feitos, inclusivamente com um pedido de desculpas em direto, “a polémica tornou-se suspeita. Quando as minhas fontes partidárias me explicaram o que realmente se passava, e que tudo tinha sido orquestrado por uma campanha negra com recurso a perfis falsos, fiquei esclarecido”.
O i tentou, sem sucesso, contactar Alexandre Quintanilha, que na altura se sentiu insultado com a confusão entre “eleito e eleita” e chegou a pedir que todos os partidos se pronunciassem.
Política 2.0 Contactado pelo i, Cunha Vaz, presidente e managing partner da Cunha & Associados, explica que estas campanhas negras fazem parte do nosso quotidiano e deviam “ser punidas por lei”. “Claro que existem. Nós não fazemos. Nunca fizemos, mas o que não faltam são casos. Houve uma, por exemplo, quando se questionou se o engenheiro Sócrates era homossexual ou não. É um exemplo”, avança.
 Ao i, uma fonte ligada a um dos partidos políticos recorda quando entrou pela primeira vez numa destas salas, onde cerca de dez secretárias estavam reservadas a este tipo de trabalho. “Era ali que se faziam as intervenções nos fóruns e a criação de perfis falsos para votações online, por exemplo” – uma manipulação da informação que continua a acontecer. “Estas campanhas negras, ao que me esclareceram, envolvem de resto outras técnicas. Por exemplo, as agências de comunicação partidárias aparentemente invadiram também os programas radiofónicos e televisivos de opinião pública. Quando o senhor Manel, agricultor na Lourinhã, liga para esses programas a criticar isto ou aquilo, muitas vezes não é senhor Manel nenhum, é alguém da agência de comunicação ligada a um partido a fazer-se passar por um fictício senhor Manel para criar a impressão de que há uma grande indignação quanto a determinado assunto. Tudo manipulação”, afirma José Rodrigues dos Santos.
A Ascensão de Passos Muito já se falou deste género de campanhas. Por exemplo, uma tese de mestrado de Fernando Moreira de Sá, consultor de comunicação, conta a verdadeira história digital dos bastidores da chegada de Passos Coelho ao poder. Neste trabalho, apresentado na Universidade de Vigo (Galiza), é possível perceber a manipulação de fóruns das rádios e televisões e o condicionamento dos debates. “Sabendo-se da forte presença de jornalistas da área política no Twitter, eram plantados tweets cirúrgicos trazendo para a discussão digital temas caros à candidatura, sublinhando fraquezas do adversário principal e potenciando a mensagem do candidato apoiado, e utilizando como suporte a blogosfera, sem esquecer o Facebook. Não significa que os adversários não fizessem o mesmo. Faziam-no, só que com menos resultados e menor eficácia”, pode ler-se. Mas nem só neste caso existiu o recurso a blogues e perfis de Facebook e Twitter: “Como se tem notado em eleições posteriores, todos os principais partidos (PSD, PS, CDS, PCP e BE) também sabem como funcionam estes meios e no seu seio estão alguns dos melhores especialistas na matéria. Todos, sem exceção, utilizam o mesmo tipo de ferramentas e métodos.”
A título de exemplo, nesta tese aparece ainda explicada a importância que toda esta estratégia teve no resultado final, que culminou com a chegada de Passos Coelho ao poder, em 2010, quando se tornou líder do PSD: “O mais importante, em nosso entender, foi a forma como o acompanhamento nos diferentes fóruns de análise digital decorreu. Nos blogues, no Twitter e no Facebook foi notória a supremacia, tanto em quantidade como em rapidez, das análises publicadas pelos seus apoiantes e a forma como estas influenciaram os diferentes comentadores/jornalistas que acompanhavam o debate nas televisões e as reações na rede.” A culpa morre solteira Para José Rodrigues dos Santos, “o assunto deveria agora passar para o Ministério Público, pois a criação de perfis falsos configura, creio eu, crime de fraude”. Também Cunha Vaz defende que devia existir uma punição, ideia partilhada pela presidência e direção da APECOM – Associação Portuguesa das Empresas de Conselho em Comunicação e Relações Públicas: “A direção a que presido mantém princípios de ética e de transparência intocáveis, pelo que condenamos de forma frontal qualquer tipo de comunicação que procure manipular a opinião pública.”

O i tentou, sem sucesso, contactar o Ministério Público até ao fecho desta edição para perceber se existem queixas desta natureza (aqui)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

A morte lenta da Yahoo

Aos 37 anos, Marissa Mayer saiu da Google para liderar os destinos de uma das históricas da Internet. Foi em 2012 que tomou as rédeas da Yahoo e, ao fazê-lo, tornou-se a CEO mais jovem de sempre de uma empresa listada nas “500” da Forbes. A administração do portal de Internet (é anacrónico escrever “portal”), desejava que Mayer – rotulada como um “cérebro” na Google e a primeira mulher engenheira a fazer parte da empresa do motor de pesquisa – teria a arte e engenho para descobrir novos horizontes para uma empresa que parecia ter parado no tempo da Internet e que tinha contratado (e despedido) cinco CEO em cinco anos consecutivos.
A estratégia de uma das poucas mulheres a liderar uma empresa de grande dimensão em Silicon Valley passou, essencialmente, por comprar conhecimento e apostar em mobilidade. Tumblr, Summly, Flickr… são apenas algumas das empresas que a Yahoo comprou em busca das capacidades que não tinha dentro de casa. Mas a empresa fez mais. Produziu conteúdos próprios e contratou estrelas do entretenimento e do jornalismo. No entanto, passaram quase três anos e meio e a estratégia de Mayer não produz efeitos positivos.
Os resultados financeiros da empresa ficam, cronicamente, abaixo do esperado e os rumores sobre a saída (forçada, entenda-se) de Marissa Mayer são ensurdecedores. Aliás, a empresa terá perdido, segundo o “New York Times”, um terço dos funcionários no último ano. Hoje, dos mais de 11 mil trabalhadores que ainda picam o ponto na Yahoo, apenas 34%, segundo um estudo feito pela empresa Glassdoor (e também citado no “New York times”), acredita que a empresa está a melhorar. Um número muito baixo quando comparado, por exemplo, com os 77% que acreditam na estratégia seguida pelos executivos da Google.
Esta fuga de cérebros será uma das maiores preocupações para Marissa Mayer. Lá, em Silicon Valley, o talento encontra casa rapidamente. Os melhores, quando duvidam da capacidade dos timoneiros, começam a procurar ativamente um novo poiso. Por isso, muitos optaram por sair da Yahoo pelo seu próprio pé. Os outros, habitualmente os que têm menos talento, vão ficando para trás.
Mas o grande problema da empresa é a sua falta de relevância no ciberespaço. As suas apps não são populares (pouco utilizadas), são poucos os que vão ao Yahoo fazer pesquisas e, apesar de ter muito tráfego, o universo de sites não consegue captar a publicidade que a Google ou a Facebook, por exemplo, amealham. Aliás, basta dar uma vista de olhos ao Yahoo para perceber o que está mal. Esta noção de portal agregador que permite ao utilizador personalizar a página para receber os conteúdos consoante os seus gostos pessoais cheira a mofo e transporta-nos para a lógica “portal”, que não se coaduna com a que foi imposta pelo advento das redes sociais.
Hoje, é via Facebook, Twitter ou, por exemplo, Snapchat que se consome grande parte da informação. Feeds estruturados por algoritmos complexos que servem os conteúdos consoante o que está “trending” a cada momento e que tem em conta os “amigos” que temos nessas redes. Nada relacionado com a lógica seguida na Yahoo, onde, em minha opinião, apenas o Yahoo Answers (que funciona tipo fórum) tem a capacidade de reter algum deste espírito de comunidade virtual.
Marissa Mayer ainda tentou vender a gigantesca posição que a Yahoo detém na Alibaba – o maior site de comércio eletrónico na China, de que a empresa norte-americana tem 15% – e que vale mais de 30 mil milhões de dólares, mas o conselho de administração da empresa acabou por invalidar os seus esforços e decidiu dividir a empresa em duas: uma tem a posição na Alibaba, a outra reúne todas as operações de Internet. Ou seja, acabou por ser um spinoff ao contrário. Em vez de criar uma nova empresa para guardar as ações da Alibaba, a administração decidiu deixar ficar as ações na “velha” empresa e fazer o spinoff do “negócio clássico”.
O futuro da Yahoo não me parece muito animado por cores simpáticas como o lilás que enche o logótipo da empresa - e não está afastada a hipótese desta nova empresa (a tal que reúne a atividade histórica da empresa) acabar nas mãos de terceiros. Em tempos (em 2008), a Microsoft chegou a fazer propostas para comprar a Yahoo, mas a negociação não foi para a frente. Hoje, não fará sentido na estratégia da empresa do Windows, mas a Alibaba nunca escondeu as suas ambições globais e, quem sabe se não será a empresa chinesa a comprar a sua acionista.
O que é inegável é que a Yahoo, a continuar assim, vai ficar offline, e Marissa Mayer ganhará uma entrada na história da Internet. Infelizmente, para ela, não pelas melhores razões (Expresso)

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Internet: Redes sociais na mira do poder angolano

A contestação à alegada utilização abusiva das redes sociais continua a subir de tom junto do regime angolano, agora com o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, a assumir posição oficial. Depois de o Presidente José Eduardo dos Santos ter defendido, na sua mensagem de ano novo, legislação própria para regular a matéria, o secretariado do bureau político do Comité Central do MPLA emitiu na terça-feira um comunicado denunciando a “tendência crescente dos seus opositores” em “criarem contas falsas na internet”.
Desta forma, lê-se no comunicado – divulgado sob o pretexto de desmentir a convocação nas redes sociais, pelo MPLA, de uma marcha de apoio ao Governo pela recente subida dos combustíveis no país -, “supostos militantes, amigos ou simpatizantes seus questionam ou ridicularizam o partido e o executivo [nas redes sociais], com o propósito de confundir os internautas”.
“Não sendo verdade que o MPLA estaria na base da preparação de eventuais marchas nesse sentido, o secretariado do bureau político do Comité Central do partido vem, por este meio, denunciar mais esta manobra dos inimigos da paz em Angola, que, através do boato e da mentira, pretendem dividir o povo angolano e instalar a confusão generalizada”, critica o comunicado. O documento afirma ainda que “perante mais esta farsa, em que, novamente, as redes sociais são utilizadas para violar o direito das pessoas, caluniar e veicular conteúdos enganadores”, o MPLA “não pode ficar indiferente, reiterando a sua posição inequívoca de garantir, através dos mecanismos do Estado democrático de direito, a segurança de uma Nação una e indivisível, onde a verdade seja o seu apanágio”. As redes sociais têm sido utilizadas em Angola, sobretudo pelos jovens, para criticar a governação do país, liderado pelo MPLA desde 1975 ou mesmo para convocar manifestações e outras ações de protestos, além da divulgação de alegados abusos dos direitos humanos pelas autoridades. A 18 de dezembro, o Presidente angolano falou diretamente sobre as redes sociais na sua mensagem de ano novo à nação, durante a qual defendeu que os jovens devem “contribuir para a harmonia e coesão social” do país, aludindo aos abusos, éticos e morais, alegadamente praticados com recurso às redes sociais. Garantiu, então, que o Governo “não vai poupar esforços para melhorar a qualidade da formação dos angolanos” e que é necessário “alterar o atual clima moral que tende a predominar nas relações sociais, sob o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação”.
“As redes sociais constituem uma conquista técnica e científica de toda a Humanidade, de que os angolanos devem beneficiar para melhorar o seu acesso ao conhecimento, mas não devem ser utilizadas para violar o direito das pessoas, expor a vida íntima de quem quer que seja, caluniar, humilhar e veicular conteúdos degradantes e moralmente ofensivos”.
Defendeu mesmo que Angola “deve dispor o mais depressa possível de legislação adequada para orientar a sociedade e as instituições e reprovar ou prevenir o surgimento deste tipo de práticas, que são inaceitáveis”. “A nossa preocupação maior deve centrar-se cada vez mais no resgate e aperfeiçoamento dos valores morais e no desenvolvimento das suas qualidades pessoais e das aptidões profissionais”, rematou José Eduardo dos Santos na ocasião (Observador)

Internet: Mensagens privadas podem ser vistas pelo patrão, diz Tribunal Europeu

Não só não é proibido como é legítimo que os patrões possam ver as mensagens privadas dos seus trabalhadores durante o horário de trabalho. Segundo o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH), essa legitimidade estende-se às conversas mantidas através de redes sociais e serviços de mensagens instantâneas. Tudo começou com uma queixa de um trabalhador romeno que foi despedido depois de a empresa ter monitorizado conversas com familiares, inclusivamente com a sua noiva. O empregador defendeu-se afirmando que essas conversas aconteceram através de um serviço de mensagens do Yahoo que fora criado para que aquele engenheiro pudesse fazer contactos profissionais. Bogdan Barbulescu tinha criado a conta do Yahoo a pedido dos seus chefes para exercer as suas funções de gestor de vendas. Esteve na empresa entre 2004 e 2007 e, sem saber, as suas conversas foram controladas durante vários dias, imediatamente antes de ser despedido. A empresa informou-o ter descoberto que usava aquele canal para falar com a noiva. Os responsáveis da sociedade romena justificaram que tal descoberta aconteceu quando tentaram aceder aos registos de conversas alegadamente profissionais do empregado. Bogdan não aceitou que as suas conversas pessoais tivessem sido vistas pelos superiores e recorreu ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, dizendo que a sua privacidade havia sido violada. O tribunal, porém, acabou por dar razão à empresa.
“É legítimo que a entidade patronal verifique se os seus empregados cumprem as suas tarefas profissionais durante o seu horário de trabalho”, refere o TEDH, adiantando que não foi dada qualquer justificação atendível  para que Bogdan usasse o canal para fins pessoais. O TEDH diz ainda que os tribunais romenos tomaram a decisão certa quando deram razão à empresa, usando as conversas pessoais como prova de que estas existiam durante o horário de trabalho. Afirma ainda o Tribunal Europeu que a justiça daquele país conseguiu o “justo equilíbrio” entre a privacidade do empregado e os interesses da empresa, uma vez que foram rasurados no processo os nomes dos envolvidos nas conversações (texto do jornalista do Jornal I, CARLOS DIOGO SANTOS)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

António Costa mantém-se mais mencionado nos social media

Entre as personalidades analisadas pelo serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest, António Costa foi, tal como em Outubro, o mais mencionado nas redes sociais durante o mês de Novembro. O Primeiro-ministro foi, entre as personalidades analisadas pelo serviço Social Media Explorer do Grupo Marktest, quem registou maior número de menções nas redes sociais no mês de Novembro de 2015. Em sites como Facebook, Twitter, Google+, Instagram, Blogs, Fóruns, Youtube e Notícias RSS, foram encontradas este mês mais de 19 mil referências a António Costa. Na segunda posição ficou Cristiano Ronaldo, que obteve um valor também perto de 15 mil menções ao longo do mês. O ex-Primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho ocupou a terceira posição do ranking de buzz social, com 10 mil menções. No top 10 do mês de Novembro constam ainda os nomes de Cavaco Silva, José Sócrates, Paulo Portas, Catarina Martins, François Hollande, Papa Francisco e Jerónimo de Sousa. O Marktest Social Media Explorer é um serviço que monitoriza conteúdos veiculados nos social media relacionados com marcas ou personalidades (Marktest.com, Dezembro de 2015)