Mostrar mensagens com a etiqueta Nazismo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nazismo. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 23 de agosto de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
quinta-feira, 17 de março de 2016
Hitler não morreu no bunker, revela novo livro
O ditador terá passado os seus últimos dias numa
confortável casa algures num local perdido da Patagónia, revela novo livro de
Eric Fratinni, com base nos arquivos do FBI, CIA, MI6 e outros. Será que Hitler se suicidou mesmo no bunker? Ou terá
terminado os seus dias numa confortável casa nalgum local perdido na Patagónia?
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Un drone filma duras imágenes del campo de exterminio nazi Auschwitz
Las imágenes captadas por un drone de la cadena británica «BBC» del campo nazi de exterminio Auschwtiz, situado en Polonia, cerca de Cracovia, recuerdan una vez más el horror que el nacionalsocialismo generó en Europa desde la llegada de Hitler al poder, en enero de 1933, a su derrota en la Segunda Guerra Mundial, en mayo de 1945. La maquinaria que provocó el Holocausto contó con varios engranajes, pero Auschwitz fue el más terrible y mortífero: según el historiador Franciszek Piper, al menos 1,1 millones de personas perdieron allí la vida. Las imágenes captadas por el drone muestran la entrada al campo de exterminio, donde el cartel «Arbeit Macht Frei» o «El trabajo os hará libres» preside la entrada. El vídeo también recoge una perspectiva aérea de los barracones de Auschwitz Birkenau, un paisaje desolado rodeado por el bosque polaco. Muchas de las construcciones, levantadas con madera, desaparecieron. Las matanzas más graves se produjeron entre abril y julio de 1944, cuando fueron deportados unos 400.000 judíos procedentes de Hungría. Terminada la Segunda Guerra Mundial, Auschwitz se convirtió en un museo estatal gestionado por el Ministerio de Cultura polaco. Su mantenimiento y las visitas al campo de exterminio pretenden concienciar a los ciudadanos sobre el Holocausto. Para conocer la barbarie nazi, uno de los testimonios gráficos y memorialísticos de mayor importancia fue la filmación del documental «Shoah». Su director, Claude Lanzmann, entrevisó a los supervivientes de la limpieza étnica (ABC)
domingo, 15 de novembro de 2015
Possível reedição de "Mein Kampf" inquieta e divide Alemanha
A partir de 1 de janeiro de 2016, os direitos sobre
"Mein Kampf", o livro em que Adolf Hitler enuncia as bases do
programa nazi, caem no domínio público, o que significa que o governo da
Baviera não poderá, como até agora, impedir reedições ou traduções da obra. Com
o aproximar da data, surgem algumas inquietações acerca dos perigos de
republicação do livro, quer por respeito para com as vítimas do Holocausto,
quer por receios de incitação ao ódio.
"O livro é perigoso. É uma caixa de
Pandora", declarou há dias à AFP Charlotte Knobloch, presidente da
comunidade judaica de Munique. Para ela, uma versão crítica representa um
perigo de propaganda "porque contém o texto original". "Vimos
recentemente até que ponto o potencial de ódio contra os judeus, de racismo e
de xenofobia é considerável em nossa sociedade", alertou.
Desde 2009, que o Instituto de História Contemporânea
de Munique está a trabalhar numa reedição, a qual, além do texto original, terá
comentários que ajudarão na contextualização e que darão conta de omissões ou
de realidades distorcidas. Mesmo assim, o Governo da Baviera, que em 2012
decidira apoiar o projeto com 500 mil euros, decidiu, no ano seguinte, voltar
atrás.
Para o jornalista Sven Felix Kellerhoff, autor de um
livro sobre a história do "Mein Kampf", a recusa em autorizar a
publicação não fez mais que "mitificar" o texto.
"É absolutamente necessário disponibilizar uma
versão comentada séria do Mein Kampf ao público com fins educativos",
disse, citado pela AFP.
Já Barbara Zehnpfennig, cientista política partidária
da possibilidade de ler o livro em uma versão não comentada, considera que
"é muito importante estudar de forma exaustiva Hitler e sua concepção do
mundo". "Somos adultos e estamos há 70 anos em uma democracia,
acredito que podemos suportar ler um livro como este", opinou em
declarações à AFP.
Na Internet há pelo menos 20 versões de "Mein
Kampf" disponíveis e acessíveis a qualquer um.
Em janeiro, sairá esta edição crítica do Instituto de
História Contemporânea de Munique, que terá duas mil páginas, 3,700 notas de
rodapé e custará 59 euros, pelo que, esperam os que são contra a sua
publicação, dificilmente será um best-seller
No palco, uma versão encenada do manifesto de Hitler
está a cativar grandes audiências, segundo avança o The Guardian. "Adolf
Hitler: Mein Kampf, Volumes 1 & 2" é uma espécie de teatro documental,
que mostra a visão que existe da obra um pouco por todo o mundo: no Japão há
versões em manga; na Índia é aconselhado aos alunos, como introdução à gestão
moderna; na biblioteca da Baviera, onde existem 70 cópias, cada requisição é
escrutinada.
Adolf Hitler escreveu "Mein Kampf" em 1925,
quando estava detido por traição à pátria, após uma tentativa frustrada de
golpe de Estado. Até 1945, foram vendidas mais de 12 mil cópias do livro.
Segundo o The Guardian, pesquisas de 1945 indicavam
que um quinto dos alemães tinham lido a obra do início ao fim. No fim da
Guerra, muitos terão queimado o livro e até o terão usado como papel higiénico
(DN-Lisboa)
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
O bairro que era nazi e que agora só aceita arianos. No coração dos Estados Unidos da América
Durante a ascensão nazi na Alemanha, e depois em plena Segunda Guerra Mundial, formou-se, no coração dos Estados Unidos, uma comunidade com centenas de americanos de ascendência alemã. Mas esta povoação, chamada Yaphank, a 100 km de Nova Iorque, tinha uma característica. As ruas tinham os nomes de, por exemplo, Adolf Hitler, Hermann Goering, Joseph Goebbels e de outras figuras do Terceiro Reich e os uniformes pretos e as bandeiras vermelhas e com a suástica no meio que começavam a encher as cidades europeias, preenchiam também todos os cantos daquela vila.
Depois do final da Grande Guerra, e da queda do regime nazi, o Governo americano expropriou as terras e as ruas foram renomeadas. Todas as manifestações ideológicas do nacional-socialismo terminaram com o fim do Terceiro Reich. Mas certas características mantiveram-se. É que nos anos 60 a German American Settlement League, um grupo com tendências nazis, decidiu recuperar a zona. Sem conseguir toda a área, voltou a controlar um pequeno terreno com cerca de 50 casas. E os requisitos para aí se viver remetem aos tempos da hegemonia ariana.
Isto porque, as pessoas que se queiram mudar para este bairro têm que provar a sua ascendência branca e origem alemã. A situação veio a público depois de uma denúncia de um casal que aí vivia.
Como contou o New York Times, Philip Kneer e Patricia Flynn-Kneer, ambos descendentes de alemães, foram para tribunal alegando que a German American Settlement League promove práticas discriminatórias violando a lei imobiliária americana que protege o dono ou arrendatário de uma casa da discriminação. Isto porque o casal quer agora vender a sua casa. Mas, segundo os mesmos, a organização está a tornar o negócio impossível: qualquer anúncio da intenção de realizar a venda no mercado é estritamente proibido, isto porque, apenas os membros do grupo podem comprar a casa. De acordo com o que revelaram o casal Kneer ao jornal americano, só isso permite a preservação de uma vizinhança totalmente branca: “Aqui sentimo-nos como uns animais em cativeiro. É terrível para toda a gente – para os miúdos, para nós e até para os cães”.
Mas as queixas não se ficam por aqui. Os Kneer recolheram também algumas fotografias de uma manifestação nos anos 30 dos Camisas Negras italianas mesmo em frente ao pátio daquela que é hoje a sua casa (este grupo transformou-se numa organização militar e foi fundada pelo ditador Benito Mussolini como uma violenta arma política contra os seus adversários. O nome com que o grupo ficou conhecido deveu-se ao uniforme preto). Para além disso, é ainda relatado uma fotografia recente de um medalhão numa bandeira alemã presente no clube da comunidade (Observador)
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
O escritor que foi apagado pelos nazis
"Os Mutilados", do judeu checo Hermann Ungar, integrava a lista dos livros que arderam nas fogueiras alemãs na noite de 10 de maio de 1933. Esta obra "degenerada" acaba de sair em Portugal. Há escritores destinados à fama, aos prémios e honrarias do presente, há outros destinados à glória póstuma e depois há aqueles eternamente destinados às sombras. Às pequenas editoras de subterrâneo, a uns quantos leitores determinados a desenterrar preciosidades como Champollion desenterrou as ruínas de Troia. Este último parece ser o destino de Hermann Ungar (1893-1929), escritor checo, judeu, de língua alemã, que viveu nos dias de declínio e terror do inicio do século XX europeu e que, como Kafka, Musil, Robert Walser ou Fernando Pessoa escreveu sobre homens anónimos, indistintos, esmagados por uma sociedade racional, maquínica. Ele próprio um funcionário burocrático, Hermann Ungar foi um “homem sem qualidades”. Nascido na classe alta semita da cidade checa de Boskovice, serviu quatro anos na Primeira Guerra Mundial, dois deles na frente russa, onde foi ferido. Estudou Direito e teve uma ascensão meteórica como escritor no início dos anos 20. Foi lido e apreciado por Thomas Mann e Stefan Sweig, traduzido para o francês. Morreu em 1929 de uma vulgar apendicite e já não soube que as suas obras encabeçavam a lista de livros considerados “degenerados” e queimados pelos nazis na Bücherverbrennung (noite da queima de livros a 10 de maio de 1933).Depois foi esquecido pelo seu país e pela cultura europeia — e apagado pelos próprios filhos.
A sombra de outro judeu checo, Franz Kafka, o desaparecimento da família de Ungar nos campos de concentração nazis e o desinteresse dos editores terão certamente contribuído para que o autor nunca tivesse conquistado o merecido firmamento das letras europeias. Isto não obstante esses respigadores que, década após década, o foram encontrando e editando, entre eles o português Vitor Silva Tavares na &Etc. Porém, a sua obra mais importante Os Mutilados, só agora foi traduzida para português, pela novíssima editora E-primatur. Hermann Ungar odiava o trabalho de funcionário burocrático, desejava apenas dedicar-se à escrita e começou a sofrer episódios psicóticos que se manifestavam em crises de hipocondria. Nestes anos, escreveu peças de teatro e novelas que haviam de ser coligidas apenas postumamente. O livro saiu há poucas semanas, tem uma tiragem de apenas 750 exemplares, mas não parece estar a fazer grande mossa nos críticos e leitores portugueses. Thomas Mann, escritor alemão, prémio Nobel em 1930, como se previsse a difícil caminhada da obra de Ungar, escreveu no Vossische Zeitung, em 1921: “Reconhece-se o escritor, é vulgar dizer-se, pelos frutos que produz. Visto sob este prisma, o espetáculo é antes de mais pungente, dado que, em lugar de frutos, vemo-nos é muitas vezes confrontados com abortos. Pelo contrário, a escrita de Ungar longe de dar frutos gloriosos ou aberrações, deixa em nós o traço indelével de uma grandeza, uma beleza, um poder que inicialmente não suspeitaríamos”. (Meninos e Assassinos, &Etc)
Hugo Xavier, da E-primatur, contou ao Observador como é que esta obra esquecida lhes apareceu no caminho: “Eu tinha-o lido há uns anos nas minhas pesquisas por pérolas esquecidas — o meu hobby literário favorito. Tentei fazer o livro na Cavalo de Ferro, mas foi ficando para trás. Na Babel não mo deixaram fazer e quando estava a pensar neste novo projeto editorial, ao falar com a Cassandra Moraes, livreira da FNAC, ela sugere-me este título. Foi tiro e queda. É agora, pensei.” Cassandra Moraes, Jorge Silva Melo e Manuel A. Domingos são oficialmente os padrinhos deste livro.
Um homem perdido no seu século
Nasceu na Morávia quando esta ainda pertencia ao império Austro-Húngaro, sabia checo mas escrevia em alemão, tal como Franz Kafka, Rilke, Werfel e Bohumil Hrabal. O pai dirigia o gueto da cidade de Buskovice. Assumidamente sionista, fundou tertúlias e grupos de estudo dos textos judaicos nas cidades por onde passou, como Brno e Munique. Depois de combater na Primeira Guerra, estagiou num banco, mas interessava-se sobretudo por teatro. Conseguiu o lugar de encenador numa sala de província antes de partir para Berlim como secretário da embaixada da recém-criada nação checoslovaca.
Em 1920 escreveu e publicou a sua primeira obra, Meninos e Assassinos, e impôs-se logo junto dos críticos. Ganhou fama dentro do difícil círculo de escritores e intelectuais de Praga. Entre eles Max Brod, escritor e principal divulgador da obra de Kafka, mas também de Jaroslav Hasek, e que sempre ignorou ostensivamente a obra de Ungar, que tratou sempre como um autor menor. Foi no circulo de intelectuais de Berlim que veio a conseguir mais aceitação, especialmente com Os Mutilados, de 1923 e com O Assassinato do Capitão Hanika, de 1924. Integrou o grupo intelectual 1925, do qual fizeram parte escritores como Brecht, Alfred Doeblin, Ernst Bloch, Robert Musil e Joseph Roth.
Entretanto casou, teve filhos, odiava o trabalho de funcionário burocrático, desejava apenas dedicar-se à escrita e começou a sofrer episódios psicóticos que se manifestavam em crises de hipocondria. Nestes anos, escreveu peças de teatro e novelas que haviam de ser coligidas apenas postumamente.
Profundamente influenciado por Dostoievsky e por Freud, como o foram quase todos os escritores do leste europeu dos anos 1920, Ungar, um homem banal, criou uma obra povoada de figuras psicanalíticas: monomaníacos, hipocondríacos, obsessivos, carrascos, fugitivos e petrificados. Ele próprio cheio de inquietações, acabou por morrer porque os médicos, fartos das suas alucinações hipocondríacas, não lhe deram ouvidos quando as suas queixas físicas eram verdadeiras, o que culminou na sua morte devido a uma peritonite. Thomas Michael Ungar, o seu filho mais velho, afilhado de Thomas Mann, foio estudar para Londres em 1938 e, antevendo o que se ia passar na Europa, em 1939 chamou para junto de si a mãe e o irmão mais novo, Sasha. Durante a Segunda Guerra Mundial, apagou o sobrenome judeu e passou a ser Thomas Michael Unwin — e apagou também a sua ligação a Hermann Ungar. De entre as muitas tarefas que desempenhou, Thomas foi o braço direito de Kofi Annan nas Nações Unidas. Apenas em 2009, quando já estava bastante deteriorado pela doença de Parkinson, Thomas decidiu informar a filha, Vicky Unwin, da existência de uma mala de viagem que continha papéis relativos à história da família. Só aí Vicky descobriu as suas origens judaicas e a incrível vida do avô, que entretanto já era publicado em Inglaterra sem que Thomas alguma vez tivesse contado à família a sua ligação ao escritor. Nessa mala de viagem, Vicky encontrou centenas de documentos, entre eles as cartas trocadas entre Hermann Ungar e Thomas Mann, diarios e manuscritos. Desde então, tem-se dedicado a divulgar a obra do avô, nomeadamente neste site.
Entretanto, Praga e a literatura checa foram engolidos por Kafka e, como tal, muitos escritores da sua geração desapareceram. Tal como acontece em Portugal com todos os poetas que tiveram o azar de serem contemporâneos de Fernando Pessoa. Não há na cidade qualquer referência a Ungar e mesmo uma busca na Internet não vai trazer informação abundante, o que mostra que este autor continua imensamente desconhecido.
Um tal de Franz Polser vai perseguir-nos para sempre
Bartleby, de Melville, Gregor Samsa, de Kafka, Jakob van Gunten, de Robert Walser, Ulrich, de Robert Musil, Bernardo Soares, de Pessoa, e agora Franz Polser, de Hermann Ungar. Eis a longa lista de homens sem qualidades, funcionários anónimos, autómatos ou menos ainda. Homens solitários, melancólicos, transformados em bichos, ou menos ainda. Não são heróis, nem anti-heróis. Eles são ninguém. E todas estas personagens, mais ou menos contemporâneas (à exceção de Bartleby, o escrivão, de 1853) se assemelham aos seus autores, todos eles com existências apagadas, exilados, alcoólicos, loucos. Escritores geniais que o seu tempo não reconheceu. Que não ganharam o prémio Nobel, que não tiveram sequer o reconhecimento dos seus pares. Para eles, o homem novo de que falava Nietzsche era afinal o homem esmagado no anonimato, perdido nas metrópoles, totalmente impessoal, sem nenhum outro desejo que não seja dissolver-se. No tempo do triunfo das identidades, onde todos se querem distinguir e sobressair, Franz Polser, com o seu fato fora de moda e o seu chapéu ridículo é aquele que nos vem lembrar que a única salvação é falhar.Polser é funcionário num banco, vive num quarto alugado na casa de uma viúva judia de baixa estirpe, não gasta dinheiro nenhum temendo o futuro, é perseguido por um medo terrível de que aconteça na sua vida algo que ele não controle. Tem uma repulsa crescente pelos corpos femininos, pela sexualidade e por qualquer relação social. As únicas pessoas com as quais se relaciona são um amigo de infância, Karl Fanta, e o seu filho adolescente, embora mantenha com ambos uma postura de subserviência. Karl, judeu rico, sofre de uma terrível e inominada doença que o obriga a ir amputando progressivamente os membros. Toda a ação de Polser destina-se a manter a sua rotina, que é afinal o único frágil laço que o liga ao real e o salva da loucura. Mas o mundo dos outros acaba naturalmente por esmagá-lo e para se salvar das pessoas Polser acaba enredado numa teia de horrores, enganos e violências da qual dificilmente se salvará. O romance chocou a moral burguesa dos anos 1920 com a sua crua descrição de uma sexualidade que atravessava todos os cambiantes: desde a homossexualidade ao incesto, da violação ao sadomasoquismo. Aqui, a lógica racional que domina as sociedades moderna foi abandonada E nos homens irrompe uma natureza que nada tem de produtora de ” bons selvagens”, mas sim de produtora bestas inumanas capazes dos atos mais atrozes mas também da maior ternura. Polser, apesar de tudo mais próximo de Bartleby de H. Melville do que de Gregor Samsa de Kafka, não é um rebelde, não é um revoltado — é um puro excluído porque não funciona segundo a lógica dominante, logo não há lugar onde pertença, nem identidade que lhe caiba. Polser, como toda esta galeria de homens sem qualidades, funciona como um denunciante da imperfeição das leis e da fragilidade que vive debaixo de todas as máscaras sociais. Visto daqui, da segunda década do século XXI, quase um século depois de ter sido escrito, este livro continua a ter o poder de nos aterrorizar. No tempo do triunfo das identidades, onde todos se querem distinguir e sobressair e onde a tecnologia nos torna cada vez mais anónimos, irrelevantes, espectrais Franz Polser, com o seu fato fora de moda e o seu chapéu ridículo é aquele que nos vem lembrar que a única salvação é falhar (Observador, texto de Joana Emídio Marques)
Nuremberga prepara reabilitação de património arquitetónico nazi
É todo um valioso acervo de edifícios e outras estruturas que está em deterioração. Vão ser intervencionados para preservar a memória do "regime que nunca deveria ter existido"
Era um local mítico do regime nazi em Nuremberga, cidade onde o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP, sigla em alemão) realizou os seus congressos no período em que esteve no poder e antes do início da Segunda Guerra Mundial. Enquadrado pela arquitetura grandiosa concebida por Albert Speer, ali, Adolf Hitler proferiu discursos perante multidões entusiásticas e rendidas ao som da voz do Führer e das promessas de um "Reich para mil anos", que terminou ao fim de 12 e com a Alemanha de rastos.
No contexto de um cenário de ruína a cidade abriu um debate sobre o destino a dar aos edifícios e espaços concebidos por Speer. São dez quilómetros quadrados por onde se distribuem vários edifícios e o gigantesco espaço que ficou para a história no filme O Triunfo da Vontade , de Leni Riefenstahl, dedicado ao congresso do NSDAP de 1934 . No final da guerra os edifícios foram classificados como memorial às vítimas do regime.
Além dos recintos das concentrações - a Arena Luitpold e o Campo Zeppelin -, foram erguidos, sempre numa dimensão ao mesmo tempo monumental e esmagadora, outras 14 estruturas, algumas das quais acabaram por ficar incompletas (ver infografia).
Desde 1945, os edifícios propriamente ditos só foram alvo de obras pontuais. Agora, a escolha é deixá--los deteriorarem-se ou proceder, finalmente, à sua renovação. O custo estimado das obras é de mais de 70 milhões de euros. A decisão já está tomada, mas o debate prossegue sobre certos aspetos das obras. Estas tornaram-se indispensáveis por questões de segurança. Alguns dos edifícios estão a ser utilizados por diferentes serviços públicos.
O presidente da câmara, Ulrich Maly, considerou recentemente que "demolir estas construções iria provocar protestos internacionais. Vamos reabilitá-los mas não vamos embelezá-los. Ficarão apenas iguais ao que eram no início".
O argumento fundamental para justificar esta opção é que deixar os edifícios ficarem em ruínas poderia contribuir para lhes devolver a mística inicial como lugar máximo do regime nazi. A decisão final e respetivos contratos para a realização das obras serão firmados em 2016.
Após o final da guerra, as potências aliadas tinham decidido destruir todos os elementos arquitetónicos e edifícios de valor simbólico associados ao nazismo, mas acabaram por recuar em muitas situações por mero sentido prático. Com uma Alemanha praticamente reduzida a ruínas, qualquer edifício em condições de ser utilizado era um bem precioso. E foi isso que acabou por suceder com as construções de Nuremberga. E noutros pontos da Alemanha. Apenas foram despojados da heráldica do regime.
O próprio aeroporto de Tempelhof, em Berlim, hoje reconvertido em centro de acolhimento de refugiados, foi preservado enquanto infraestrutura por manifesta necessidade e foi particularmente útil durante o bloqueio soviético a Berlim Ocidental.
Os alemães e o regime nazi
Salvaguardados pelos aliados, os edifícios de Nuremberga e outras cidades alemãs voltaram a estar em risco em meados dos anos 1960, quando se iniciou no país um profundo debate sobre a relação da população com o regime e o modo como esta se identificou e foi cúmplice das autoridades nazis. Um debate que muito deve a um conjunto de conferências proferidas na Universidade Munique pelo filósofo Eric Voegelin, em 1964.
Voegelin evidenciou então como a generalidade dos alemães adotou uma atitude de "indiferença ética" ou "perversão ética" a que o regime nazi foi "buscar a sua verdadeira força" e permitiu a divinização de Hitler e a desumanização da sociedade.
Recorde-se que a Alemanha estava então dividida em dois Estados, a República Federal da Alemanha e a República Democrática Alemã, tendo este debate decorrido no primeiro.
Então, voltou a afirmar-se a opinião de que a arquitetura nazi devia ser reduzida a escombros e eliminada da paisagem. Por isso, no caso de Nuremberga assistiu-se, em 1966, à destruição parcial da Arena Luitpold e do Campo Zeppelin, em parte por razões de segurança devido à deterioração das colunatas e torres laterais em ambas as estruturas. O argumento da demolição acabaria por ceder, novamente por necessidades operacionais, e os edifícios são pontualmente intervencionados e utilizados para diferentes fins. Por exemplo, os aquartelamentos das SS no complexo de Nuremberga são hoje utilizados pelo Departamento Federal para os Migrantes e Refugiados.
Mais de 200 mil visitantes
Mas o debate sobre a utilização das estruturas arquitetónicas nazis nunca desapareceu da sociedade alemã, argumentando alguns que a sua preservação alimentava a nostalgia pelo regime, com outros a realçarem que a permanência dessas estruturas eram memória e prova viva de um regime que "nunca deveria ter existido", como se lhe referiu recentemente o presidente da Câmara de Nuremberga. Quer se argumente num sentido ou no outro, o espaço nos arredores da cidade onde o regime nazi ergueu o complexo é visitado anualmente por mais de 200 mil pessoas.
Nas cerimónias nazis, entre 1933 e 1938, cerca de um milhão de pessoas participavam nas concentrações organizadas em Nuremberga, designadamente no Reichsparteitag (Convenção Nacional do Partido), que decorreu normalmente em setembro no período em causa.
Ciente da longa controvérsia sobre o legado arquitetónico de Speer - que concebia aliás as suas obras considerando a forma que adquiririam ao tornarem-se ruínas - a autarquia de Nuremberga está a promover um debate público sobre o curso do programa de reabilitação previsto, que considera as vertentes da memória histórica, da recuperação do património edificado e o lugar destes no quadro da identidade de um país. E que considera também o contributo dos militares aliados após 1945. No plano de recuperação está contemplada a preservação dos graffiti feitos por aqueles no período em que ocuparam o local (DN-Lisboa)
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Dachau: as histórias sangrentas do massacre americano aos nazis
"As atrocidades praticadas pelos nazis durante a II Guerra Mundial continuam a manchar a História da humanidade, com novos dados sobre o extremismo alemão a virem à tona ao fim de setenta anos. Mas há sempre o outro lado a história: e o final da guerra que fustigou o mundo entre 1939 e 1945 foi marcado também pela fúria americana e soviética sobre os soldados da Schutzstaffel (SS) – o grupo militar de Hitler liderado por Himmler (e que o filme “Sacanas sem Lei” — Inglourious Basterds — de Quentin Tarantino, com Brad Piit, entre ouros tão bem retratou). E um exemplo disso são os acontecimentos por detrás da libertação do campo de concentração de Dachau.
O Daily Mail e o ABC contam tudo. O melhor é mesmo ler estes relatos agora conhecidos, de acordo com uma carta de um médico anestesista do exército americano à sua mulher:
“Não deixem nenhum SS vivo!” O desembarque de Normandia havia aberto as portas para uma frente de guerra capaz de libertar a Europa do nazismo alemão há um ano. Estávamos a 29 de abril de 1945. Os soldados americanos e soviéticos viajavam até Dachau, a 20 quilómetros de Munique. Quando se aproximaram do campo de concentração depararam-se com 39 vagões nas margens da estrada com centenas de corpos mortos. Alguns ainda tinham os olhos abertos e pareciam focar diretamente dos soldados: eram oitocentos dos quase 5 mil prisioneiros que haviam sido transferidos do campo de Buchenwald e que não sobreviveram à viagem de comboio. Nenhum dos soldados da 20ª Divisão Blindada, da 42ª Divisão de Infantaria e do 7º Exército Nacional ficou indiferente ao que testemunhavam: os corpos atirados na margem da estrada. “Vamos apanhar aqueles cães nazis! Não façam prisioneiros! Não deixem nenhum SS vivo!” ouviu-se entre eles.
Ao entrarem no campo de concentração de Dachau, os soldados americanos encontraram câmaras de gás e fornos prontos para queimar os cadáveres esqueléticos. Preso a um poste, um homem estava a ser devorado por três doberman famintos, sem comer há quatro dias. O comandante Wiley – um anestesista de 30 anos que trabalhava com os americanos – não suportou a náusea quando viu os cães a arrancaram os músculos do homem, o seu coração e pulmões. E foram os seus relatos, numa carta à mulher conhecida há pouco tempo, que revelam todos os horrores.
Crimes de guerra: a história
Os americanos não guardaram misericórdia ou piedade: massacraram os guardas da SS. Terão sido centenas. Os sobreviventes daquele campo – que tinham sido transferidos de Auschwitz no início de 1945 – viram os crimes de guerra cometidos pelos americanos, aplaudiram e até participaram em alguns assassinatos. Bill Walsh era um comandante americano. Assim que entrou no campo de Dachau matou quatro guardas da SS num dos vagões onde estavam depositados alguns corpos. Entretanto, aproximou-se de um outro soldado da SS e começou a gritar intensamente, chamando-lhe nomes em inglês. Estava descontrolado: os exames médicos que lhe foram feitos mais tarde demonstraram que estava em estado de histeria. O também americano, coronel Felix Sparks deu-se conta e ordenou ao companheiro que parasse. Mas Walsh parecia surdo e não obedeceu: começou a agredir o membro da SS contínua e energicamente com a arma. Sparks aproximou-se agrediu-o na cabeça. Fê-lo perder a consciência e foi a única maneira de Walsh acalmar. Mas foram precisos sete homens para o retirar dali. O sentimento de raiva dominou o espírito de muitos outros soldados americanos: houve mesmo um que disparou durante quatro minutos sobre o corpo morto de um membro da SS. Numa carta enviada por Wiley à mulher, a 8 de maio de 1945, o anestesista relata que um engenheiro aproximou-se dele e pediu-lhe a arma: queria apontá-la ao rosto de três membros da SS e disparar até ficar com as mãos manchadas de sangue. “Nada me daria mais prazer”, disse o americano a Wiley. O horror continuou a ser vivido no campo de concentração de Dachau, embora com outros protagonistas, quando 50 soldados da SS foram alinhados numa parede. O Coronel Sparks ordenou aos seus homens que apontassem as metralhadoras, mas que não abrissem fogo. Mas de repente, um dos americanos disparou, contrariando as ordens do superior. Sparks arrastou-o da zona de fogo e questionou o soldado sobre o porquê de ter desobedecido às suas ordens. “Eles estavam a tentar fugir”, mentiu o soldado. O americano matou 17 alemães e fez vários feridos, que foram enviados para o hospital. Mais tarde, veio a descobrir-se que o soldado havia seguido as ordens de Walsh, o comandante descontrolado.
Uma carta reveladora
A carta que o anestesista Wiley enviou à mulher, Emily, deixa saber ainda mais pormenores sobre a chacina levada a cabo em Dachau. São sete páginas de relatos que começam com “meu ser mais precioso”. Depois, conta a história de um menino alemão de oito anos que pisou uma mina, perfurando o intestino em nove zonas, destruindo metade de um pé e ficando com estilhaços em todo o corpo. Na carta, Dachau é para Wiley “a casa da brutalidade da SS”. Wiley já tinha visto muito enquanto acompanhou as forças americanas na luta durante a II Guerra Mundial: no total efectuou 5 mil intervenções cirúrgicas. E mesmo assim, o que viu em Dachau foi o que mais marcou o anestesista. Por isso é que considerou que a SS “teve o que mereceu”: “Deus me perdoe, mas vi aquilo sem que a emoção me perturbasse depois de saber das ações que as bestas da SS tinham feito”, escreve Wiley para a mulher. O comandante anestesista também recorda a altura em que os soldados americanos obrigaram alguns membros da SS a permanecerem durante horas na posição de saudação nazi enquanto lhes despejavam blocos de gelo pelas costas. No fim disparavam sobre eles à queima-roupa. O massacre de Dachau foi reconhecido pelo governo americano e muitos oficiais foram expulsos do exército. Não foi o caso de Sparks, que foi considerado um “bom soldado” pelo general George Patton. Informação que só foi conhecida em 1991, quando as cópias da investigação oficial realizada na altura foi encontrada no Arquivo Nacional. A carta de Wiley também veio a público quando a filha, Clarice, descobriu a correspondência entre os pais no sótão de casa. Estes relatos também estão presentes no livro “O Último Dia de Hitler”, de Jonathan Mayo e Emma Craigie, que se debruça sobre os eventos que marcaram o fim da II Guerra Mundial" (fonte: Observador). Um assunto também abordado pelo espanhol ABC (aqui)
O Daily Mail e o ABC contam tudo. O melhor é mesmo ler estes relatos agora conhecidos, de acordo com uma carta de um médico anestesista do exército americano à sua mulher:
“Não deixem nenhum SS vivo!” O desembarque de Normandia havia aberto as portas para uma frente de guerra capaz de libertar a Europa do nazismo alemão há um ano. Estávamos a 29 de abril de 1945. Os soldados americanos e soviéticos viajavam até Dachau, a 20 quilómetros de Munique. Quando se aproximaram do campo de concentração depararam-se com 39 vagões nas margens da estrada com centenas de corpos mortos. Alguns ainda tinham os olhos abertos e pareciam focar diretamente dos soldados: eram oitocentos dos quase 5 mil prisioneiros que haviam sido transferidos do campo de Buchenwald e que não sobreviveram à viagem de comboio. Nenhum dos soldados da 20ª Divisão Blindada, da 42ª Divisão de Infantaria e do 7º Exército Nacional ficou indiferente ao que testemunhavam: os corpos atirados na margem da estrada. “Vamos apanhar aqueles cães nazis! Não façam prisioneiros! Não deixem nenhum SS vivo!” ouviu-se entre eles.
Ao entrarem no campo de concentração de Dachau, os soldados americanos encontraram câmaras de gás e fornos prontos para queimar os cadáveres esqueléticos. Preso a um poste, um homem estava a ser devorado por três doberman famintos, sem comer há quatro dias. O comandante Wiley – um anestesista de 30 anos que trabalhava com os americanos – não suportou a náusea quando viu os cães a arrancaram os músculos do homem, o seu coração e pulmões. E foram os seus relatos, numa carta à mulher conhecida há pouco tempo, que revelam todos os horrores.
Crimes de guerra: a história
Os americanos não guardaram misericórdia ou piedade: massacraram os guardas da SS. Terão sido centenas. Os sobreviventes daquele campo – que tinham sido transferidos de Auschwitz no início de 1945 – viram os crimes de guerra cometidos pelos americanos, aplaudiram e até participaram em alguns assassinatos. Bill Walsh era um comandante americano. Assim que entrou no campo de Dachau matou quatro guardas da SS num dos vagões onde estavam depositados alguns corpos. Entretanto, aproximou-se de um outro soldado da SS e começou a gritar intensamente, chamando-lhe nomes em inglês. Estava descontrolado: os exames médicos que lhe foram feitos mais tarde demonstraram que estava em estado de histeria. O também americano, coronel Felix Sparks deu-se conta e ordenou ao companheiro que parasse. Mas Walsh parecia surdo e não obedeceu: começou a agredir o membro da SS contínua e energicamente com a arma. Sparks aproximou-se agrediu-o na cabeça. Fê-lo perder a consciência e foi a única maneira de Walsh acalmar. Mas foram precisos sete homens para o retirar dali. O sentimento de raiva dominou o espírito de muitos outros soldados americanos: houve mesmo um que disparou durante quatro minutos sobre o corpo morto de um membro da SS. Numa carta enviada por Wiley à mulher, a 8 de maio de 1945, o anestesista relata que um engenheiro aproximou-se dele e pediu-lhe a arma: queria apontá-la ao rosto de três membros da SS e disparar até ficar com as mãos manchadas de sangue. “Nada me daria mais prazer”, disse o americano a Wiley. O horror continuou a ser vivido no campo de concentração de Dachau, embora com outros protagonistas, quando 50 soldados da SS foram alinhados numa parede. O Coronel Sparks ordenou aos seus homens que apontassem as metralhadoras, mas que não abrissem fogo. Mas de repente, um dos americanos disparou, contrariando as ordens do superior. Sparks arrastou-o da zona de fogo e questionou o soldado sobre o porquê de ter desobedecido às suas ordens. “Eles estavam a tentar fugir”, mentiu o soldado. O americano matou 17 alemães e fez vários feridos, que foram enviados para o hospital. Mais tarde, veio a descobrir-se que o soldado havia seguido as ordens de Walsh, o comandante descontrolado.
Uma carta reveladora
A carta que o anestesista Wiley enviou à mulher, Emily, deixa saber ainda mais pormenores sobre a chacina levada a cabo em Dachau. São sete páginas de relatos que começam com “meu ser mais precioso”. Depois, conta a história de um menino alemão de oito anos que pisou uma mina, perfurando o intestino em nove zonas, destruindo metade de um pé e ficando com estilhaços em todo o corpo. Na carta, Dachau é para Wiley “a casa da brutalidade da SS”. Wiley já tinha visto muito enquanto acompanhou as forças americanas na luta durante a II Guerra Mundial: no total efectuou 5 mil intervenções cirúrgicas. E mesmo assim, o que viu em Dachau foi o que mais marcou o anestesista. Por isso é que considerou que a SS “teve o que mereceu”: “Deus me perdoe, mas vi aquilo sem que a emoção me perturbasse depois de saber das ações que as bestas da SS tinham feito”, escreve Wiley para a mulher. O comandante anestesista também recorda a altura em que os soldados americanos obrigaram alguns membros da SS a permanecerem durante horas na posição de saudação nazi enquanto lhes despejavam blocos de gelo pelas costas. No fim disparavam sobre eles à queima-roupa. O massacre de Dachau foi reconhecido pelo governo americano e muitos oficiais foram expulsos do exército. Não foi o caso de Sparks, que foi considerado um “bom soldado” pelo general George Patton. Informação que só foi conhecida em 1991, quando as cópias da investigação oficial realizada na altura foi encontrada no Arquivo Nacional. A carta de Wiley também veio a público quando a filha, Clarice, descobriu a correspondência entre os pais no sótão de casa. Estes relatos também estão presentes no livro “O Último Dia de Hitler”, de Jonathan Mayo e Emma Craigie, que se debruça sobre os eventos que marcaram o fim da II Guerra Mundial" (fonte: Observador). Um assunto também abordado pelo espanhol ABC (aqui)
Subscrever:
Mensagens (Atom)








