O milionário norte-americano Bill Gates vendeu a agência fotográfica
Corbis ao grupo chinês Visual China Group. O negócio não levantaria polémica,
não fosse esta a agência dona de imagens icónicas de protestos na Praça
Tiananmen, em Pequim. No arquivo está a famosa imagem do homem sozinho em frente a um tanque,
na praça, durante as manifestações de 1989. O arquivo inclui outras imagens que marcaram o século XX, nomeadamente a
fotografia de Marilyn Monroe de vestido a voar sobre a grade do metro e dos
trabalhadores a almoçar nas vigas de construção no topo de um arranha-céus em
Manhattan. Observadores internacionais não esperam mudanças no acesso à colecção e
o Visual China Group assinou um acordo com a Getty para a distribuição das
imagens fora da China, segundo o "New York Times". Contudo, há quem
tema que este negócio leve a uma menor projecção destas imagens em território
chinês. Os grupos chineses estão a apostar em comunicação social: no início
deste mês um conglomerado detido por Wang Jialin, o homem mais rico da China,
comprou a empresa de Hollywood Legendary Entertainment por mais de 2,5 mil
milhões de euros. O grupo Alibaba também no mês passado o jornal de hong Kong "South
China Morning Post" (Económico)
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Jornalismo de investigação vive por entre falta de transparência
A Internet pode ter aberto muito a sociedade, mas é preciso saber onde procurar e “as pessoas continuam a confiar, acima de tudo, em jornalismo de qualidade”: esta foi uma das conclusões do debate acerca do estado do jornalismo de investigação que envolveu, numa sala de cinema do centro El Corte Inglés, os jornalistas José António Cerejo (Público) e Pedro Coelho (SIC) com moderação de Paulo Nuno Vicente, professor na Universidade Nova.
Outra conclusão registada durante a conversa foi no sentido de que o jornalismo de investigação não é um animal em vias de extinção, mas enfrenta inúmeros obstáculos, constrangimentos e problemas que vão desde a escassez de meios económicos à falta de motivação dos jornalistas, sem esquecer a crise global.
O pretexto foi a ante-estreia do filme “O Caso Spotlight”, dedicado à investigação jornalística do “Boston Globe” sobre os casos de pedofilia na igreja católica local, a qual seria premiada com o Pulitzer. “Teimosia e carolice, porque não há uma compensação específica para este tipo de trabalho, e alguma resistência, pois nada ajuda a desenvolver este jornalismo, bem como alguma cumplicidade editorial, cada vez mais difícil de encontrar” foram ingredientes que Cerejo considerou fundamentais no jornalismo de investigação. A exibição do filme, candidato a seis Óscares da Academia, iria demonstrar, de forma eloquente, a sua razão.
A falta de dinheiro é apenas um dos problemas, mas Pedro Coelho, além de lembrar as limitações de um meio como a televisão, onde “arranjar imagens para ilustrar a investigação e contar a história”é um obstáculo constante, encontra dois “a montante desses: jornalistas pouco motivados, interessados e persistentes até por se confrontarem com a Justiça e eventuais processos devido a algumas fontes; e o facto de, ao confrontar poderes instituídos, se correr o risco de cruzamento com empresas que proporcionam receitas à actividade comercial dos próprios órgãos de comunicação para os quais trabalham”.
Cerejo referiu-se, no caso português, “à extrema opacidade da Administração Pública e das entidades privadas, a falta de transparência e outras características de natureza cultural e económico-social” como obstáculos importantes.
Por questões que envolvem a sua sustentabilidade, Coelho admite que existe preocupação face ao “jornalismo como actividade que participa na consolidação da democracia”, embora considere que o seu futuro “não está em causa”. Porém, “sem uma sociedade civil com a dimensão da norte-americana, a ideia de fontes de financiamento como Fundações tem aplicação menos provável”.
Reforçando as convicções manifestadas a propósito da persistência que deve ser um argumento de todos os dias, José António Cerejo lamentou: “Neste momento, é como se houvesse uma espécie de máquina de adormecimento para os jornalistas serem mansos.”
O papel das universidades
Antes, Paulo Nuno Vicente falara na “cooperativa de media, criada em 2013 e incubada na Universidade, que permitiu lançar, em Dezembro último, o Divergente, projecto digital financiado em parte pela bolsa do Journalism Fund da União Europeia e cuja primeira peça, resultado de trabalho de ano e meio, analisou o ‘comércio’ de jovens africanos e latino-americanos para o futebol europeu”. No seu entender, este deve ser um dos passos da Universidade: “Arriscar soluções e não apenas traçar diagnósticos. Mas também é preciso que haja mais associações de jornalistas preocupados com a situação do jornalismo.”
Mas nem os tempos difíceis levam Cerejo ou Coelho a perder confiança. “Há-de existir sempre quem seja jornalista, não se cale e insista nas perguntas”, diz o primeiro. “Apesar dos mil e um clones que vão aparecendo, os jornalistas não são substituíveis.”
O segundo, também professor na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova e com tese de doutoramento intitulada “Jornalismo e mercado: os novos desafios colocados à formação”, acrescenta uma manifestação de confiança inabalável: “A próxima geração tem a possibilidade soberana de fazer melhor do que esta, cercada por uma confrangedora falta de fundos.” (pelo jornalista do Económico, Paulo Jorge Pereira)
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
“The Guardian” corta 20% dos custos e prepara despedimentos
O grupo britânico já tinha avançado com o despedimento de 30% dos quadros entre 2012 e 2014. O “The Guardian” vai cortar 20% dos seus custos e está a ponderar limitar o acesso aos seus conteúdos a assinantes. A decisão acontece na sequência de uma queda acentuada nas receitas da publicidade em papel que estão a prejudicar o desempenho financeiro do jornal britânico. O título prevê fechar o ano, em Março, com perdas entre os 50 e os 52 milhões de libras (entre 66 e 69 milhões de euros), revelou o Financial Times. Os analistas antecipam que os cortes de 54 milhões de libras (71 milhões de euros) vão significar uma nova ronda de despedimentos no jornal que, entre 2012 e 2014, já tinha feito um corte de 30% no número de funcionários e de dez milhões de libras nos gastos com pessoal. O anúncio segue-se a um ano difícil para a indústria dos media no Reino Unido, com uma quebra de 25% da publicidade na imprensa. O título foi ainda prejudicado pelos aumento do ‘adblocking’ (programas informáticos que permitem bloquear a presença de publicidade enquanto os utilizadores navegam na internet). Este foi um factor que afectou sobretudo as receitas provenientes dos dispositivos móveis. O grupo vai ainda procurar receitas através do sistema de subscrições, com assinaturas entre as cinco e as 60 libras por mês, e do desenvolvimento de conteúdos em parceria com marcas. O jornal tem sido sustentado pelo grupo, cuja principal fonte de receita vem da publicação de classificados do sector automóvel (Económico)
Jornalistas do Financial Times fazem greve de 24 horas
A redacção do Financial Times vai parar durante 24 horas. A greve, decidida por votação da maioria dos trabalhadores, será a primeira em 30 anos, de acordo com o anúncio feito pelo sindicato dos jornalistas britânico. Esta tomada de posição dos jornalistas acontece na sequência da ruptura das negociações com a administração do jornal que, de acordo com o sindicato, se recusa a "honrar os compromissos assumidos" no que toca às pensões do trabalhadores. Segundo um porta-voz do sindicato, citado pelo Le Figaro, a greve terá lugar na próxima semana, num dia ainda a determinar. O Financial Times foi vendido, no ano passado, pelo grupo britânico Pearson aos japoneses da Nikkei. O sindicato alega que a administração terá utilizado quatro milhões de libras (5,3 milhões de euros) dos fundos de pensões para pagar a renda das instalações onde o jornal funciona e que se mantém nas mãos do grupo Pearson (Económico)
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Ainda bem: “Diário Económico” consegue levantar penhora do fisco
Levantamento da penhora sobre as receitas do jornal alivia dificuldades financeiras, mas ainda há vários trabalhadores com salários em atraso. Processo de venda continua sem solução
A administração do "Diário Económico" conseguiu levantar esta semana a penhora do fisco às receitas geradas pela S. T. & S. F. - empresa do grupo Ongoing que explora o jornal e o canal ETV. Segundo apurou o Expresso, a penhora foi oficialmente levantada esta terça-feira e permite assim ao matutino aliviar um pouco as graves dificuldades financeiras que tem atravessado e regularizar parte dos salários que tem em dívida para com os seus trabalhadores.
A penhora do fisco a todas as receitas geradas pelo jornal tinha sido decretada em meados de dezembro, na sequência das dívidas acumuladas pelo "Económico" ao longo dos últimos anos ao Estado, à segurança social e a fornecedores - e que geraram um passivo acumulado que se situa já na ordem dos €30 milhões.
Depois dessa decisão do fisco, o diretor do jornal, Raul Vaz, comunicou aos trabalhadores que a situação financeira do projeto se tinha agravado e tornado "dramática", por tornar quase impossível o processamento de salários e os pagamentos a fornecedores. Durante este mês, no entanto, e apesar desse obstáculo adicional, os mais de 150 trabalhadores do jornal continuaram a assegurar a publicação diária do "Económico".
Segundo informações recolhidas pelo Expresso, para garantir o levantamento da penhora a administração da S. T. & S. F. terá dado como garantia a marca "Diário Económico". Contactado pelo Expresso, o administrador da empresa, Gonçalo Faria de Carvalho, não esteve disponível para esclarecer os contornos deste processo ou comentar a situação financeira da empresa.
Igualmente por esclarecer fica o ponto de situação no processo de venda do jornal, que ao longo do último ano chegou a motivar o interesse de empresas como a Newshold (antiga dona do "Sol" e do "i"), da Global Media (dona do "Diário de Notícias", do "Jornal de Notícias" e da TSF ) e dos franceses da Altice (proprietária da PT Portugal, dona do MEO). Mas nenhuma formalizou uma proposta de compra.
Nos últimos meses de 2015, de resto, o empresário angolano Domingos Vunge, ex-acionista da Score Media e proprietário da editora Media Rumo - que lançou no ano passado o semanário de economia "Mercado" - terá sido o único a avançar para uma fase mais adiantada de negociações para tentar comprar o título. Até ao momento, porém, o processo ainda não deu origem a qualquer acordo.
As fontes ouvidas pelo Expresso indicam que além de Vunge haverá ainda pelo menos mais um investidor a estudar a possível compra do "Diário Económico" (Expresso)
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
Pivô descrita como "monstruosa" por estar grávida
Jenny
é pivô de um programa de desporto da TVNZ, canal de TV da Nova Zelândia, e foi
acusada de parecer "monstruosa" e de ser "uma vergonha" por
continuar a aparecer no ecrã. Tudo porque a jornalista, antiga campeã de
netball, está grávida. O
comentário foi publicado numa revista de televisão por John Rook, que se
intitula "um pai de três filhos", e partilhado nas redes sociais.
Rook questiona-se: "Quem é responsável por deixar um apresentador de
desporto continuar no ecrã neste estado?".
Centenas
de pessoas reagiram ao comentário e demonstraram o seu apoio a Jenny May, mas
também houve quem concordasse com John Rook, que foi apelidado de
"chauvinista idiota". Rook
não voltou atrás no que disse, mas a pivô - que está grávida de gémeos -
agradeceu o apoio recebido:
"Para
aqueles que decidiram escrever a apoiar-me e aos meus gémeos eu quero dizer:
obrigada", escreveu a jornalista no Facebook.
Gorda?
Feia? Pivô australiana grávida arrasa críticos
"Como
uma mulher bastante grávida, eu luto com os meus próprios demónios devido às
mudanças no meu corpo, mas escolho continuar em frente às câmaras para
encorajar outras a sentirem-se orgulhosas do trabalho que estamos a fazer:
[estamos a] criar vida", escreveu ainda Jenny. Depois
do comentário do telespetador incomodado com a gravidez da jornalista, o
apresentador Greg Boyed decidiu partilhar uma imagem em que está rodeado por
duas das suas colegas que estão atualmente grávidas: Jenny May Coffin, à esquerda,
e Renee Wright, à direita (DN-Lisboa)
La revista erótica Penthouse cierra su edición en papel
La revista erótica Penthouse dejará de publicar su edición de papel y únicamente estará disponible en formato digital, explicó ayer su empresa matriz, General Media Communications Group, en un comunicado. El número de enero que se encuentra en las tienda en la actualidad, será el último, después de más de 50 años de existencia en el papel. La nueva versión de la revista, totalmente digital, "convertirá a todos los lectores conocen y aman en la versión en papel en lectores de su versión digital, que será más grande y estará disponible todo el tiempo, en todas partes", aseguraron desde la compañía.Al igual que ha pasado a sus competidores de Playboy, las ventas de Penthouse han ido disminuyendo desde hace varias décadas. La revista y sus "pets", el nombre que recibían las jóvenes mujeres que aparecían desnudas en sus páginas, tuvieron su momento de mayor apogeo durante la década de los 70, cuando la revista vendía varios millones de ejemplares regularmente, siendo su récord las 7,1 millones copias vendidas en noviembre de 1972. Según varios medios de comunicación, las ventas de revistas habrían caído hasta los 100.000 ejemplares.En septiembre de 2013, FriendFinder Networks, que controla General Media Communications y Penthouse,se declaró en bancarrota, aunque logró restablecer sus cuentas meses después. Otro signo de los tiempos, Playboy anunció a mediados de octubre que iba a dejar de publicar más fotos de mujeres desnudas en sus páginas a partir de marzo de 2016.La evolución de Penthouse se adapta "a los modos de consumo preferidos por los lectores de hoy", declaró el consejero delegado de FriendFinder Networks, Jonathan Buckheit. "Este cambio permitirá Penthouse seguir siendo competitiva en el futuro", añadió Buckheit, quien aclaró que se "combinará nuestras fotos y el contenido editorial con nuestra oferta de vídeo".Los editores de la revista se mudarán desde Nueva York a Los Ángeles, donde se encuentra la sede de Penthouse. Penthouse fue fundada en 1965 en el Reino Unido por Bob Guccione, un empresario de Nueva York apasionado de la fotografía, que luego creó una versión americana en 1969.La revista tuvo un momento de gloria en 1984, con la publicación de fotos antiguas de Vanessa Williams, entonces poseedora del título de Miss América, sin su consentimiento. Coronada en septiembre de 1983, la joven fue la primera mestiza en ser elegida ganadora, aunque se vio obligada a renunciar a su título unos meses más tarde (El Mundo)
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
Mostra a pistola a repórter na TV: susto em directo....
Um direto de uma repórter de uma TV local na Sérvia foi interrompido por um homem que colocou por breves instantes um revólver em frente à câmara. Apesar do susto, a jornalista manteve a compostura e prosseguiu com a reportagem como se nada tivesse acontecido. O profissionalismo e sangue-frio da repórter foram muito elogiados nas redes sociais. A polícia procura o homem (CM)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
Presidente foi a palavra mais vezes repetida nos jornais em 2015
“Presidente” foi a palavra mais vezes repetida nos meios de comunicação
social em 2015. De acordo com um estudo da empresa Cision, “País”, “Euros”,
“Equipa”, “Acordo” e “Governo” foram outras das palavras que mais espaço
tiveram nas notícias publicadas ao longo do ano. No top 10 surgem ainda
palavras como “Jogo”, “Empresa”, “Futebol” e “Iniciativa”. A palavra “Presidente” foi mencionada 712.486 vezes e destronou os
“Euros”, que tinha ficado em primeiro lugar no ano passado. Segundo o estudo, “o papel ativo desempenhado pelo Presidente da
República no período conturbado pós eleições legislativas, e ainda as eleições
presidenciais cuja campanha se encontra a decorrer neste preciso momento e que
irão realizar-se a 24 janeiro de 2016, foram dois motivos fortes para que a
palavra ‘Presidente’ se tornasse na palavra mais mencionada nos meios de
informação nacionais, durante o ano de 2015.”
A análise refere ainda que a presença forte de palavras como “País”,
“Governo” e “Acordo” são consequência do momento político que se viveu no
último ano.
“Euros”, que tinha sido primeiro lugar em 2014, caiu para terceiro lugar
com 560.577 referências. Ainda assim, o grande mediatismo é justificado com o
facto de ser uma das maiores preocupações na sociedade portuguesa. A Cision assegura que são objeto desta análise “todas as notícias
veiculadas no espaço editorial português, em mais de 2000 meios de comunicação
social” e lembra que o “estudo foi feito no período decorrido entre os dias 1
de janeiro e 31 de dezembro de 2015, num total de mais de 5 milhões de artigos
analisados”.
Ranking (por número de referências):
1º Presidente – 712 486
2º País – 655 485
3º Euros – 560 577
4º Equipa – 480 364
5º Acordo – 467 293
6º Governo – 429 701
7º Jogo – 388 283
8º Empresa – 289 318
9º Futebol – 263 797
10º Iniciativa – 239 949 (Sol)
Jornalismo: Alterações feitas por diretor de informação estarão na origem da saída de Ana Lourenço da SIC-Notícias
Decisão foi anunciada há uma semana. Estação de Carnaxide não avança explicações para a saída, mas o diretor de informação será uma razão. A jornalista Ana Lourenço apresentou a demissão à direção da SIC. As razões para a saída, anunciada há uma semana, poderão estar relacionadas com as alterações introduzidas por Alcides Vieira, diretor de informação da estação de Carnaxide. Em carta enviada na semana passada, Ana Lourenço “comunicou a sua decisão de deixar”, anunciou fonte oficial da SIC. “A direção de informação da SIC”, atualmente a cargo de Alcides Vieira, “aceitou a demissão, respeitando a sua decisão.” A estação de Carnaxide “agradece a Ana Lourenço toda a dedicação e trabalho realizado, sublinhando o seu contributo especial para o sucesso da SIC Notícias”, refere a mesma nota divulgada pelo canal, sem apontar quaisquer razões para a saída súbita da jornalista – e que acontece precisamente um dia depois de Pedro_Norton, ainda CEO da Impresa, anunciar também ele a sua saída da empresa, com efeitos a partir de março.
A SIC não avança explicações para a decisão de Ana Lourenço. Mas o i sabe que há vários meses que a jornalista manifestava insatisfação com as funções que lhe tinham sido atribuídas e com o horário que lhe fora apresentado pela atual direção de informação do canal de Carnaxide.
O atual diretor de informação da SIC estará, de resto, diretamente ligado a esta decisão – terá sido o próprio Alcides Vieira uma das razões para que, em outubro do ano passado, a jornalista se tivesse afastado das câmaras durante algumas semanas.
Depois da saída de António José Teixeira do cargo, Alcides Vieira foi o escolhido pela direção da estação de televisão. Até esse momento, Ana Lourenço tinha sido, durante anos, o rosto das noites de informação da SIC Notícias, estando há 13 anos à frente da “Edição da Noite”. Depois de assegurar o noticiário das dez, a jornalista passou a estar em direto a partir das nove da noite, cabendo--lhe o horário que tinha sido assegurado por Mário Crespo até março de 2014, altura em que o jornalista deixou a estação por falta de renovação de contrato e por ter, entretanto, apresentado o pedido de reforma.
Atualmente, porém, a jornalista – que na sua carreira passou pela TSF e pela TVI – tinha voltado ao noticiário das dez da noite, sendo dada preferência a outros jornalistas da estação para conduzir o noticiário das nove. O i tentou, sem sucesso, obter esclarecimentos de Ana Lourenço.
Mexidas na Impresa Pedida há uma semana, só ontem a notícia da demissão de Ana Lourenço foi confirmada pela SIC – uma saída que coincide com as mudanças que a Impresa atravessa ao mais alto nível. Na segunda-feira, Pedro Norton, CEO demissionário da empresa, anunciou que, depois de um “longo período de maturação”, decidiu que este seria o tempo de “fechar um ciclo” que levava já mais de 20 anos.
Para a direção do grupo de comunicação social, Francisco Pinto Balsemão sugeriu o seu filho Francisco Pedro Pinto Balsemão. O nome foi aprovado por unanimidade pelo conselho de administração e a transferência de testemunho será feita progressivamente até março. A saída de Pedro Norton causou surpresa. O gestor era apontado como o mais provável sucessor de Balsemão na liderança de um dos maiores grupos de comunicação portugueses. Norton estava há três anos nas funções – em 2012 foi ele o escolhido para assegurar a continuidade do grupo quando Balsemão decidiu passar para um plano secundário e ficar como chairman da empresa que fundou (texto do joralista do Jornal I, PEDRO RAINHO)
Jornalismo: Huffington Post despede 38 funcionários
A crise nos media é transversal ao sector e não deixa de fora os meios nativos do digital. Esta semana foi a vez do “Huffington Post” anunciar a intenção de despedir 25 pessoas, como resultado do fim da produção contínua de oito horas diárias de vídeo e da fusão de várias unidades. A estes, somam-se alguns jornalistas, perfazendo um total de 38 colaboradores dispensados.
A nova estratégia terá sido comunicada internamente por Arianna Huffington, a fundadora do ‘site’ norte-americano de informação, esta segunda-feira, revelou o Advertising Age. Antes, já a mudança de estratégia tinha sido anunciada. Na prática, as várias unidades de produção de vídeo – HuffPost Live, HuffPost News, HuffPost Originals e HuffPost Rise – vão passar a funcionar integradas numa só equipa, enquanto o HuffPost Live deixará de transmitir oito horas continuas por dia como até aqui. Mas se os despedimentos não apanharam de surpresa os colaboradores, restam ainda dúvidas sobre a forma como estas mudanças vão ter impacto no desenvolvimento do projecto HuffPost 24, uma ‘network’ de vídeo com transmissão 24 sobre 24 horas, que tinha sido anunciada em Junho do último ano. Uma porta-voz da empresa referiu apenas, em declarações ao AdAge, que estas mudanças vão conduzir à criação de uma plataforma centralizadora da produção de vídeo, em linha com a visão desse projecto específico.
O “Huffington Post” foi fundado a 9 de Maio de 2005 por Arianna Huffington, comentadora política conservadora, e Kenneth Lerer. Nos anos seguintes, foram lançadas versões do portal de notícias e agregador de blogues em vários países fora dos Estados Unidos, primeiro no Reino Unido, depois no Canadá, mais tarde em Espanha, França, Alemanha e Itália. Em 2011, foi lançada a versão em português do Brasil. Em Julho de 2015, o ‘site’ decidiu passar a fazer a cobertura da campanha presidencial de Donald Trump na sua secção de entretenimento, justificando a opção com os discursos polémicos do candidato e as presenças inquietantes em programas de televisão. Mas, no final do ano, depois de Trump ter anunciado a sua intenção de impedir a entrada a todos os muçulmanos nos Estados Unidos, Arianna Huffington considerou o republicano como “uma força desagradável e perigosa na política americana” e retomou a cobertura na secção de política (Económico)
domingo, 10 de janeiro de 2016
CNN: Jornalista desmaia em direto
No vídeo, que entretanto foi partilhado no YouTube,
pode ver-se Poppy Harlow calmamente a falar sobre terrorismo. Pouco depois,
surge um gráfico e a jornalista sai ‘de cena’, ficando apenas a ouvir-se a sua voz.
É nessa altura que se repara que a norte-americana, de 33 anos, está a falar
cada vez mais lentamente, começa a balbuciar até que deixa de se ouvir a sua
voz. A emissão depois passa para um outro jornalista, Brian Stelter. Uma vez
que o incidente ocorreu em direto, foram várias as pessoas a perguntar o que
tinha acontecido à jornalista através do Twitter, com a hastag #PoppyHarlow,
pode ler-se no USA Today. A norte-americana volta a aparecer, pouco tempo
depois, a explicar o que aconteceu. “A todos aqueles que no Twitter estavam a
perguntar se eu estou bem, muito obrigada. Estava com calor e desmaiei durante
um tempo. Estou bem e nós vamos fazer um pequeno intervalo”.
Mais de 100 jornalistas mortos em 2015
A organização Repórteres sem Fronteiras informou ontem
que, durante o ano 2015 foram mortos um total de 110 jornalistas no mundo
inteiro. Um grande número foi morto em países considerados pacíficos. 67
jornalistas foram mortos enquanto trabalhavam. Os grupos terroristas são os
responsáveis pelas mortes de dois quintos dos jornalistas assassinados em 2015.
sábado, 9 de janeiro de 2016
O que faria se ganhasse a lotaria? Esta repórter arrependeu-se de perguntar...
Um norte-americano sem
medo da ilegalidade respondeu em direto sobre as suas ambições para gastar
dinheiro do prémio. O prémio da Powerball,
uma lotaria dos Estados Unidos, subiu para os 500 milhões de dólares - o
equivalente a 460 milhões de euros - e as filas para comprar bilhetes também
aumentaram. A repórter Ophelia Young, do canal norte-americano Fox 5, quis
saber o que algumas pessoas fariam com o dinheiro caso ganhassem o valor total,
mas foi surpreendida quando o entrevistado respondeu em direto para a televisão
nacional que gastaria o prémio em negócios ilegais. Primeiro, a jornalista
perguntou-lhe quais os números da sorte em que apostaria e se sabia quais eram
as hipóteses de ganhar. O indivíduo respondeu calmamente que sabia que a
probabilidade era "quase nula" e a repórter aproveitou para explicar
que as chances eram, de facto, uma em 292 milhões. Questionado sobre o que
faria com o dinheiro se ganhasse o prémio, acabou por surpreender a audiência:
na resposta: "com prostitutas e cocaína".
"Isso não é bom.
Estávamos à espera de uma resposta diferente", disse a jornalista, nervosa
e a rir, enquanto se afastava do entrevistado. A emissão voltou para o estúdio
e terminou com um dos pivôs do jornal a perguntar: "a televisão em direto
não é grandiosa?" Aquela que já foi
considerada, em alguns comentários do Youtube, "a reposta mais honesta de
sempre", está a tornar-se viral: acumulou mais de de 220 mil visualizações
em menos de 20 horas (DN-Lisboa)
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Jornalismo: Perguntas a Nóvoa dão queixa contra Rodrigues dos Santos
Maria do Rosário Gama é dirigente da APRe! (associação
de Aposentados, pensionistas e reformados) e apoiante de Sampaio da Nóvoa. Não
gostou da forma como José Rodrigues dos Santos conduziu o debate entre o
candidato presidencial que apoia e Henrique Neto e fez seguir queixas para a
ERC e para o provedor do espectador na RTP. Agora, pede nas redes sociais que
outros apoiantes de Nóvoa lhe sigam o exemplo.
Para Rosário Gama, "o comportamento indigno de
José Rodrigues dos Santos mancha a informação da televisão pública, paga por
todos os contribuintes”, pelo que decidiu não só fazer as queixas como as
publicar numa das páginas de apoiantes de Nóvoa, partilhando o texto que enviou
à ERC e ao provedor e exortando outros a seguirem-lhe o exemplo. No Facebook, a socialista afirma que “já foram muitas
as vezes em que mostrou o seu verdadeiro caráter, sendo uma das mais recentes o
episódio vergonhoso como insultou o deputado Alexandre Quintanilha num
telejornal”, que acha que a forma como o jornalista moderou o debate entre
Nóvoa e Henrique Neto prejudicou o ex-reitor.
“Recentemente, nos dois debates que ‘moderou’ tendo em
vista as Presidenciais, voltou a ter um comportamento indigno, quer tentando
confrontar o candidato Sampaio da Nóvoa com os lideres dos governos anteriores,
pergunta armadilhada para tentar obter a resposta que lhe convinha, quer na
forma abrupta como concluiu, sem permitir o contraditório de Sampaio da Nóvoa
às afirmações de Henrique Neto a seu respeito, o que constituiu um dos momentos
mais indignos da televisão pública em tempos recentes”, acusa Rosário Gama no
texto que enviou à ERC e ao provedor da RTP.
Na queixa, a dirigente da APRe! considera ainda que a
forma como foi conduzido o frente-a-frente fez com que o debate não cumprisse a
sua função de esclarecimento. “A função destes debates deveria ser o de
esclarecer os eleitores sobre o que cada candidato pensa ser o papel do
Presidente da República no futuro do país e não transformar os debates em
interrogatórios inquisitoriais que mais não servem senão para afastar os
cidadãos da política, contribuindo assim para a abstenção", escreve
Rosário Gama (Sol)
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Polónia na mira da UE por não respeitar liberdade de imprensa
Foi no passado dia 31 de dezembro que a Polónia aprovou uma lei que tem suscitado críticas e reações negativas da União Europeia, Repórteres Sem Fronteiras, União de Emissoras Europeias e Associação de Jornalistas Europeus.
A lei coloca os órgãos de comunicação social públicos sob o controlo do novo governo conservador. Assim, quem afasta ou nomeia os novos dirigentes dos media públicos, inclusive os responsáveis pela informação, passa a ser o ministro das Finanças. A medida levou vários diretores da televisão pública a demitir-se, em protesto, no passado domingo.
Numa entrevista ao jornal alemão “Bild”, publicada esta segunda-feira e citada pelo “Público”, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Witold Waszczykowski, é bastante claro quanto ao projeto do seu governo: “Queremos simplesmente curar o nosso país de algumas doenças.” O governo anterior, de centro-direita, “seguiu um certo conceito político de esquerda”, explica o ministro. “Como se o mundo devesse ir apenas num único sentido, segundo um modelo marxista – uma nova mistura de culturas e de raças, um mundo de ciclistas e vegetarianos que só se interessa por energias renováveis e se opõe a todas as religiões. Isto não tem nada a ver com as raízes polacas tradicionais”, defende.
Esta justificação parece não colher junto das autoridades europeias. “Estão a acontecer muitas coisas que justificam a ativação do mecanismo do Estado de direito para que coloquemos Varsóvia sob vigilância”, ameaçou o comissário europeu responsável pelo setor digital, Günther Oettinger. Se Varsóvia não anular a lei sobre o controlo dos órgãos de comunicação social, a Polónia pode perder direitos de voto no Conselho Europeu, uma vez que Oettinger ameaçou iniciar um procedimento inédito contra a Polónia, alegando violação dos valores fundamentais da União Europeia. “Um diretor (de uma rádio ou televisão pública) não pode ser despedido sem causa justa. Seria arbitrário”, avançou ainda Oettinger.
A Polónia convidou o representante da Comissão Europeia no país para conversações sobre a nova lei. Segundo declarações do ministro Witold Waszczykowski à emissora privada TVN24, o debate com o membro da Comissão Europeia terá como principal objetivo “esclarecer as estranhas declarações, pouco claras, de alguns comissários europeus que, com base nos relatórios da imprensa, começaram a julgar a Polónia”.
A Comissão Europeia vai discutir a situação no próximo dia 13 de janeiro (Jornal I)
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
7,1 milhões leem jornais ou revistas
O Bareme Imprensa da Marktest quantifica em 7,1 milhões o número de portugueses que contactam com jornais ou revistas. O Bareme Imprensa contabilizou 7 138 mil residentes no Continente com 15 e mais anos que, no período de Setembro a Novembro de 2015, leram ou folhearam jornais ou revistas, o que representa 83.4% do universo em estudo.
A audiência média de imprensa no mesmo trimestre foi de 61.6%, percentagem de portugueses que leu ou folheou a última edição de um qualquer título de imprensa estudado no Bareme Imprensa. Os jornais são mais lidos do que as revistas, totalizando 6 737 mil leitores. Os leitores de jornais representam 78.7% do universo estudado, ao passo que os leitores de revistas representam 63.6%, num total de 5 448 mil leitores. O Bareme Imprensa é o estudo regular da Marktest que analisa os hábitos de audiência de imprensa dos residentes no Continente com 15 e mais anos (Marktest.com, Dezembro de 2015)
domingo, 27 de dezembro de 2015
Pequim expulsa jornalista francesa após artigo sobre terrorismo
Ursula Gauthier, da revista L'Obs, publicou um artigo sobre a região de Xinjiang (noroeste da China). O local é descrito como um “foco frequente de tensões” entre a maioria étnica Han e a minoria muçulmana Uigur. A jornalista tinha sido anteriormente criticada pelas autoridades chinesas e foi também alvo de ameaças à integridade física e profissional
O Governo chinês confirmou este sábado que não vai renovar a autorização de correspondente à jornalista francesa Ursula Gauthier, da revista L'Obs, por causa de um artigo sobre terrorismo e resposta de Pequim aos atentados de Paris.
O porta-voz do Ministério dos Assuntos Exteriores da China, Ku Lang, indicou que a jornalista francesa terá de abandonar o país até 31 deste mês e acusou-a, num comunicado, de "defender os terroristas" e de provocar a "ira" no povo chinês numa reportagem publicada pela revista a 18 de novembro último.
No artigo, Ursula Gauthier abordou a situação na região de Xinjiang (noroeste do país), como um "foco frequente de tensões" entre a maioria étnica Han e a minoria muçulmana Uigur, depois de a China reivindicar que também é "vítima" do terrorismo após os atentados de Paris.
A reportagem gerou uma forte reação do Governo de Pequim, que chamou a jornalista ao Ministério dos Assuntos Exteriores e congelou o processo de renovação da carteira de jornalista correspondente como forma a obrigar Ursula Gauthier a retratar-se.
"Como não apresentou uma desculpa séria ao povo chinês pelas suas afirmações erróneas sobre atos terroristas, não é adequado que continue a trabalhar na China", afirmou.
No artigo, Ursula Gauthier refere que a região de Xinjiang tem sido alvo de vários ataques nos últimos anos, incidentes que as autoridades chinesas associam aos grupos 'jihadistas', embora alguns responsáveis da minoria Uigur, exilados, considerem que se trata de respostas à repressão que esta comunidade sofre por parte do regime de Pequim. Na semana posterior aos atentados de 13 de novembro em Paris - que provocaram 130 mortos e mais de 350 feridos -, o Governo chinês reivindicou junto da comunidade internacional que a China deve ser considerada como "mais uma vítima do terrorismo", exemplificando com o ataque a uma mina em Xinjiang, ocorrido a 18 de setembro, cerca de dois meses antes, que até então ficara em segredo. A jornalista francesa, em Pequim há seis anos, já foi criticada pelas autoridades de Pequim em artigos publicados em diários oficiais chineses, onde foi também alvo de ameaças à sua integridade física e profissional. Sexta-feira, Ursula Gauthier, anunciou ter sido informada pelas autoridades chinesas de que seria expulsa do país a 31 de dezembro de 2015, sendo o primeiro jornalista estrangeiro a ser expulso desde 2012.
"Confirmaram-me que se eu não pedisse desculpas públicas (...), quebrando a solidariedade com as Organizações Não-Governamentais (ONG) estrangeiras, não seria renovada a minha acreditação como jornalista no país, o que obriga a que tenha de abandonar o território chinês", esclareceu.
"As autoridades chinesas são inflexíveis e inamovíveis", lamenta.
A jornalista já tinha dito às autoridades que um pedido de desculpas público estava "fora de questão" e, a seu ver, era "impensável". O último jornalista a ser expulso da China foi Melissa Chan, que trabalhava para o canal de televisão Al Jazeera, em 2012 (Expresso)
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
CM é líder absoluto de audiências
O Correio da Manhã registou uma audiência média de 13,6 pontos entre setembro e novembro deste ano, de acordo com os dados da segunda vaga do Bareme Imprensa da Marktest. Isto significa que o jornal é lido, diariamente, por uma média de 1,166 milhões de pessoas e continua a ser a publicação prefeida dos portugueses. De resto, o Correio da Manhã é a única publicação de informação geral a ter mais de um milhão de leitores por dia. O CM tem, em média, mais 247 mil leitores do que o segundo classificado, o ‘Jornal de Notícias’, que regista uma audiência de 10,7 pontos (919 mil leitores). Uma diferença que aumentou em 38 mil leitores face à mesma vaga do ano passado. Em terceiro lugar, entre as publicações de informação geral mais lidas em Portugal, está o desportivo ‘Record’, com 8,5 pontos (731 mil leitores). Segue-se ‘A Bola’, com 7,8 pontos (668 mil leitores). O semanário ‘Expresso’ ocupa o quinto lugar, com 6,7 pontos (570 mil leitores), sendo seguido pelo jornal ‘Público’, com 5,5 pontos (471 mil leitores), o desportivo ‘O Jogo’, com 5,3 pontos (457 mil leitores), e a revista ‘Visão’, com 5,2 pontos (443 mil leitores). O ‘Diário de Notícias’ segue na nona posição, com 4 pontos (344 mil leitores). A revista ‘Sábado’ fecha a tabela dos dez títulos mais lidos com 3,7 pontos (316 mil leitores). De registar ainda os números obtidos pelo ‘Diário Económico’ (164 mil leitores), ‘Jornal de Negócios’ (163 mil leitores), semanário ‘Sol’ (149 mil leitores) e diário ‘i’ (121 mil leitores). (Correio da Manhã)
Reportagem do El País: "Cambio de era en ‘The Washington Post"
Tres cuadras en el centro de Washington separan el pasado del presente y el futuro del diario The Washington Post. Esta ha sido la primera semana de los trabajadores en la nueva redacción en un edificio de estilo art déco en la plaza Franklin. Dejan atrás la mítica redacción de la calle 15, inaugurada en 1972, en la que el periódico ganó notoriedad internacional con su cobertura del caso Watergate que acabó con la presidencia de Richard Nixon.
La vieja redacción está siendo desmantelada. Ya no hay rastro exterior: ni el logotipo, ni la pantalla con un hilo de noticias de última hora. En ese monótono edificio de ladrillos amarillos, desde su puesto de director, Ben Bradlee transformó en los años setenta al Post —fundado en 1877— de ser un diario eminentemente local a uno nacional que ponía en aprietos al poder. Hasta los noventa, en el edificio convivieron la redacción con la planta de impresión.
“A las 10 de la noche el edificio retumbaba y temblaba. Era como un gigante dormido que se despertaba cuando la imprenta empezaba a rodar. ¡Era mágico!”, rememora Tracy Grant, vicedirectora ejecutiva del diario. Grant, que lleva 22 años en el Post, habla desde su despacho en la nueva y moderna redacción. Los techos aquí son más altos. Hay más luz natural. La decoración es minimalista. Y a simple vista no hay riesgo de ver ratones, un rasgo de la antigua redacción.
La vicedirectora —encargada de gestionar el traslado de 1.400 trabajadores— explica que fue “muy agridulce” abandonar la sede de la calle 15 por las vivencias acumuladas. Pero subraya que el cambio era necesario para adaptarse mejor al reto digital que acecha a la prensa. La nueva redacción sigue dividida por secciones, pero cada una está mejor integrada por equipos de vídeo, redes sociales y seguimiento de audiencias.
“Estamos muy contentos con la nueva oficina porque es un símbolo del progreso de nuestro periódico”, dice, en su despacho, el director del Post, Martin Baron, en el cargo desde enero de 2013. Tras años aquejado por estrecheces financieras, el diario tomó un nuevo rumbo en agosto de 2013 cuando lo compró el multimillonario Jeff Bezos, fundador de Amazon. El Post ha ampliado desde entonces su plantilla. La audiencia online ha crecido un 56% en el último año y en octubre superó a The New York Times en tráfico en EE UU. La nueva redacción lanza guiños al pasado. Las reuniones de la cúpula se celebran en la sala Bradlee. En los pasillos se leen frases de la familia Graham, propietaria del Post durante buena parte de su historia. Y en varios despachos, se ve la portada de la dimisión de Nixon en 1974. Al acto de despedida de la vieja sede, acudieron Bob Woodward y Carl Bernstein, los dos jóvenes periodistas que a principios de los setenta lideraron la investigación del Watergate que destapó una trama de espionaje político.
Uno de sus supervisores era Barry Sussman, que entonces era el jefe de la sección local del diario. Sussman, que dejó el Post en 1987, recuerda cómo en esa época los periodistas oteaban frecuentemente desde sus mesas el despacho de Bradlee que estaba en un extremo de la redacción y cómo al director le gustaba pasearse con una pelota de softball en la mano.
“Esos eran los días de oro. No solo de The Washington Post sino del conjunto de la prensa estadounidense. La prensa tenía el mayor respeto que ha tenido y era probablemente el momento más divertido para trabajar”, dice Sussman por teléfono. Entonces, esgrime, la prensa era percibida como “importante y honesta” y se escribían más artículos interesantes que ahora. En una esquina perpendicular del edificio de la antigua redacción, está el Post Pub, que desde 1974 está bautizado en honor al diario. Su propietario, Robert Beaulieu, descarta cambiar de nombre y confía en que algunos trabajadores del periódico sigan acudiendo al bar. Su época de gloria fue en los setenta y ochenta cuando era un destino “frecuente” de periodistas y empleados de la imprenta (texto do jornalista do El Pais, JOAN FAUS, com a devida vénia)
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