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terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Agricultores gregos em protesto contra novo sistema de pensões

Os agricultores gregos aumentam os protestos contra a nova reforma do sistema de pensões na Grécia. Depois do primeiro-ministro Alexis Tsipras ter vindo defender que é preciso alterar esta medida, acordada com os credores internacionais, os sindicatos fizeram saber que não vão parar a série de bloqueios de estradas pelo país.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Bruxelas quer austeridade implementada rapidamente na Grécia

No rescaldo das eleições gregas, a Comissão Europeia deixa um aviso claro a Alexis Tsipras, que foi reeleito como primeiro-ministro. Bruxelas lembra que há muito trabalho pela frente e não há tempo a perder para que o novo programa seja implementado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Grécia: Televisão acusada de manipular imagem de Tsipras no último debate

Quando, em Junho de 2013, o Governo grego fechou o canal público de televisão, abriu a porta para uma promessa de Alexis Tsipras na campanha para as eleições de Janeiro deste ano: o ERT, Hellenic Broadcasting Corporation, seria reaberto com um governo do Syriza. No final de Abril, voltou mesmo a emissão deste canal. Nesta segunda-feira, foi através da antena do ERT que a Grécia recebeu o derradeiro debate entre Alexis Tsipras e Evangelos Meimarakis, líder da Nova Democracia e principal opositor do ex-primeiro-ministro para as eleições de domingo. Meimarakis surpreendeu quando pediu aos responsáveis do canal para ajustar os meios técnicos de modo a que Alexis Tsipras não ficasse, artificialmente, mais alto na imagem transmitida pelos ecrãs. Um episódio que o jornal grego Enikos designa de momento da noite. Na frente política, os líderes dos partidos colocados pelos estudos de opinião como principais rivais na disputa pela governação da Grécia no novo capítulo do país como palco de um terceiro resgate - a sondagem conhecida no dia do debate colocou o Syriza e a Nova Democracia num empate de 31,6% - trocaram acusações e palavras retorcidas, conta a agência noticiosa oficial grega. Enquanto Tsipras garantiu que haverá um governo no dia após as eleições, Meimarakis considerou ser desejo dos gregos que os partidos formem uma "equipa nacional" para criar um plano de progresso para o país. "Se temos um caminho comum podemos cooperar, porque os gregos exigem uma equipa nacional. (...) Os gregos querem que cooperemos, para criar um novo plano sobre como o país será governado", respondeu, quando confrontado por um dos jornalistas acerca de uma eventual ligação ao Syriza após o acto eleitoral. O primeiro-ministro demissionário garantiu o respeito pelo voto dos cidadãos, mas assegurou também não formar coligação com a Nova Democracia. "Ou haverá um governo progressista, ou haverá um conservador", afirmou Tsipras, citado pela agência ANA-MPA. Num tema igualmente impactante na campanha eleitoral portuguesa, os candidatos melhor posicionados para a vitória de domingo foram confrontados com a sustentabilidade do sistema de pensões de reforma. Tsipras disse que o Governo já levou ao parlamento uma proposta, mas ficou a faltar tempo na legislatura - interrompida pela demissão do próprio - para a discutir. Acabou ainda por acusar o governo de coligação da Nova Democracia e dos socialistas do Pasok por terem retirado 25 mil milhões de euros de fundos de pensões. Na luta do "antes e depois", "nós e vocês", também conhecida no debate português, a troca de argumentos incluiu uma acusação do líder do partido que governou a Grécia antes das eleições antecipadas de Janeiro: "O Sr. Tsipras esqueceu-se que em 2013-2014 estávamos a mover-nos na direcção do crescimento e que em 2014 o país teve um PIB positivo. Nós trouxemos todos os investimentos". No que considera a abertura de porta a uma cooperação pós-eleitoral com os partidos Potami e Pasok, o jornal Enikos diz que Tsipras mudou de tom face a estas forças do centro, evitando acusações. Os Gregos Independentes, ANEL, voltarão a ser chamados, disse Tsipras, segundo a ANA-MPA. Já nesta terça-feira, o líder deste partido, Panos Kammenos, parceiro de coligação do Governo do Syriza que durou de Janeiro a Agosto, veio afirmar a sua indisponibilidade para novo acordo, caso o Syriza se coligue com o Pasok após as eleições - vai ainda mais longe, dizendo que se o Anel não for eleito para o Parlamento, então, Kammenos abandonará a política. Após a batalha dos argumentos, os gregos terão cinco dias para decidir em que partido votar. Ou simplesmente se irão votar. Um quinto dos eleitores ainda não decidiram o que fazer, indicam as sondagens. Lá, como cá, os indecisos poderão ser o fiel da balança (Económico)

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fact check: a Grécia está mesmo a crescer mais do que Portugal?

"Espanha está a crescer o dobro [do que Portugal]. E o pior exemplo de todos, que é sempre dado, é o da Grécia. Sabe que a Grécia no último trimestre cresceu o dobro do que cresceu Portugal. E relativamente ao ano passado, Portugal cresceu 1,5% e a Grécia 1,9%”
António Costa, na entrevista à RTP a 10 de setembro de 2015
A tese
O secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, afirmou na entrevista à RTP de quinta-feira que Espanha está a crescer ao dobro de Portugal. E que Portugal cresceu menos do que a Grécia não só na comparação homóloga mas, sobretudo, no segundo trimestre.
Os factos
É absolutamente verdade – e não é de agora – que o crescimento económico em Espanha é muito superior não só ao de Portugal mas, também, a boa parte da zona euro, como analisámos num texto publicado em maio com o título “Aqui ao lado, a economia cresce o dobro do resto da Europa. Porquê?“. O PIB em Espanha disparou 3,1% na comparação homóloga e 1% no segundo trimestre face ao trimestre antecedente. É, também, correto dizer que a Grécia cresceu mais do que Portugal no segundo trimestre – a diferença até é maior do que o líder do PS indicou, já que segundo o Eurostat a Grécia cresceu 0,9% na comparação em cadeia e Portugal 0,4%, não 0,5%. Na comparação homóloga, os dados do Eurostat não são tão positivos para a Grécia como diz António Costa. Portugal cresceu, sim, 1,5% mas a Grécia 1,6%, e não 1,9% como disse Costa. De qualquer forma, os dados respeitam a tendência que se verifica. Mas é aqui que devemos dar dois dados de enquadramento importantes. O primeiro está ligado ao conhecido efeito base. Numa economia que afundou tanto quanto a Grécia, mais de 25% desde o início da crise, uma pequena recuperação nominal facilmente leva a uma melhoria percentual mais elevada.
Depois, há um segundo dado muito importante que afeta, sobretudo, a comparação trimestral. É que no segundo trimestre, entre abril e junho, a crise económica e financeira agudizou-se à medida que credores e governo continuavam longe de um acordo para o terceiro resgate. O impasse levaria à imposição de controlos de capitais na Grécia no final de junho. E havia, é claro, o risco de saída do euro.
Mas o risco de que fossem aplicados controlos de capitais, como tinham sido aplicados em Chipre, já estava a ser identificado há vários meses pelos especialistas. Perante essa hipótese, existiram vários relatos de gregos que optaram por usar dinheiro que tinham no banco para comprar mantimentos e bens duradouros como eletrodomésticos. Dessa forma, conseguiam assegurar valor, não só para se anteciparem ao risco – que se confirmou – de que veriam o dinheiro imobilizado ou de que poderiam ver os seus euros convertidos em dracmas. Vários economistas disseram que foi muito graças a esse efeito que a economia grega cresceu de forma surpreendente no segundo trimestre, como noticiámos na altura.
Conclusão

Esticado. Não há dúvida que, na comparação com a Grécia, António Costa deu números que, apesar de não totalmente corretos, respeitam a tendência que se verificou no segundo trimestre. No entanto, há que enquadrar estes dados com o efeito base de uma economia – a grega – que afundou 25% em poucos anos e, por outro lado, que teve um impulso no segundo trimestre com os consumidores a levantarem dinheiro e comprarem mantimentos e bens duradouros perante o risco de controlos de capitais e de saída da zona euro. São dois elementos de enquadramento muito pouco invejáveis (Observador)

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Grécia: Acusada de gerir fortunas, fomos descobrir a Igreja Ortodoxa

Na Grécia 97% da população é cristã ortodoxa. Esta igreja tem a fama de ser conservadora, de gerir fortunas e é acusada de fugir aos impostos. Os enviados da SIC falaram com um bispo ortodoxo que garante que 95% dos rendimentos da igreja já estão nas mãos do Estado. E, perante a crise, as paróquias ortodoxas estão a distribuir alimentos a quem não tem meios de sobrevivência.

O que aconteceu quando Varoufakis tentou cortar os salários dos funcionários da troika?

O ex-ministro fez um extenso relato dos dias que se seguiram ao referendo a uma revista australiana, em que aborda a reacção de Tsipras à vitória do “Oxi”, os problemas do Estado grego e conta a sua tentativa de cortar os salários de 18 mil euros mensais dos técnicos da troika.
“Deixe-me só descrever o momento após o anúncio do resultado. Fiz uma declaração no ministério das Finanças e fui encontrar-me com Alexis Tsipras e o resto do governo ao Maximos [residência oficial do PM grego]. Estava exultante. Aquele ‘não’, inesperado, foi como um raio de luz que perfurou uma escuridão demasiado densa (…). Mas no momento em que entrei no Maximos o sentimento desapareceu. A atmosfera também estava eléctrica, mas carregada negativamente. Parecia que o governo tinha perdido o apoio do povo. A sensação que tive foi de terror: O que fazemos agora?” O relato é de Yannis Varoufakis e foi dado pouco depois do referendo do início de Julho e já depois de ele próprio ter apresentado a demissão das Finanças, mas só agora é conhecido já que foi publicado na edição de Agosto da “Monthly”, uma revista australiana. O ex-ministro revela vários detalhes do pós-referendo e das consequências do mesmo.
A posição e a saída do governo. “Vi que ele [Tsipras] estava desanimado. Tinha sido uma tremenda vitória, uma que ele poderia saborear mas que não conseguia gerir. Ele sabia que o seu gabinete não conseguiria gerir a vitória. Era claro que havia elementos no governo a pressioná-lo. Em poucas horas já várias figuras proeminentes do governo queriam tornar o ‘não’ num ‘sim’, queriam capitular”, relata Varoufakis na conversa com a revista australiana. A decisão de abandonar o governo foi tomada por esta altura: “Quando percebi isto, disse-lhe que tinha uma escolha clara a fazer: ou usar os 61,5% do ‘não’ para ganhar uma nova energia, ou capitular. E disse-lhe, antes que respondesse, que ‘se escolhes a última, eu saio’.”
A resposta de Tsipras foi igualmente clara: “Olhou-me e disse: ‘Sabes que eles nunca nos vão dar um acordo. Querem ver-se livres de nós’. E depois contou-me a verdade, que havia membros do governo a empurrá-lo para a capitulação. Estava deprimido.” Varoufakis decidiu-se assim pela demissão.
Questionado sobre a posição dos países do euro durante as negociações em que tomou parte, Varoufakis voltou a singularizar a posição do ministro alemão, Wolfgang Schäuble, único promotor activo da expulsão da Grécia do euro, acusa. “Não é má fé, é um plano. Chamo-lhe o ‘Plano Schäuble’. Está a planear a saída da Grécia do euro como parte do seu plano de reconstruir toda a zona euro. Não é uma teoria, foi ele que me disse.”
Austeridade? É um mero jogo. A análise de Varoufakis avança depois para o porquê de tanta austeridade depois de tantas provas de que ela falha, referindo que as medidas de austeridade não são mais que “um jogo político que a Comissão Europeia está a jogar para assustar os outros membros do euro”.
Para alguns, estes programas de austeridade são o trabalho de uma vida, o seu pequeno bebé. É como o Frankenstein: é um monstro mas é o teu monstro
“É a forma de Schäuble conseguir extrair concessões da França e da Itália, é esse o jogo desde o início. O jogo é entre a Alemanha, França e a Itália”, avalia. “É uma estratégia para influenciar Paris e Roma, especialmente Paris, para aceitarem a criação de um modelo disciplinador e teutónico para a zona euro.”
Sobre os restantes peões neste jogo político, Varoufakis não tem grandes dúvidas: “É uma mistura de indiferença e interesses próprios. Para alguns destes, os programas de austeridade são o trabalho de uma vida, o seu pequeno bebé. É como o Frankenstein: é um monstro mas é o teu monstro. Têm as carreiras dependentes disto. Veja que o Poul Thomsen, que liderou o programa grego do lado do FMI entre 2010 e 2014, foi promovido a líder do departamento europeu do FMI por causa deste trabalho. Quando esta gente olha para os efeitos do que fizeram – como haver pessoas a procurar comida em caixotes do lixo e o desemprego explosivo – entram em funcionamento todos os seus mecanismos de auto-racionalização: ou dizem que não havia alternativa ou que a culpa é de quem não fez suficientes reformas.”
De salientar que Poul Thomsen, o premiado pelos programas de resgate na Grécia, foi também o líder da missão do FMI a Portugal, Fundo que também recebeu Vítor Gaspar, ex-ministro português, oferecendo-lhe um ordenado de 23 mil euros mensais livres de impostos.
Salários milionários dos técnicos. Além de Vítor Gaspar, a existência das troikas assegura também ordenados chorudos a centenas de “técnicos”, “consultores” e “especialistas” que orbitam à volta destas instituições. Disso mesmo deu conta Yannis Varoufakis na conversa com a “Monthly” agora publicada.  
Percebi que os salários destes funcionários eram monstruosos para os padrões gregos. Num país com tanta fome e onde o salário mínimo foi cortado para 520 euros, esta gente ganhava qualquer coisa como 18 mil euros por mês
“Temos uma coisa chamada ‘Hellenic Financial Stability Facility’, uma ramificação do ‘European Financial Stability Facility’, fundo que recebeu 50 mil milhões para recapitalizar a banca grega. Este é dinheiro que os contribuintes gregos pediram emprestado para impulsionar a banca mas, enquanto ministro das Finanças, não me deixaram escolher o CEO e nem sequer podia participar nas relações do fundo com os bancos. O povo grego, que nos elegeu, não tinha assim qualquer controlo sobre como é que este dinheiro foi e é usado”, começa por apontar Varoufakis.
Depois de estudar a lei que criou estes mecanismos, “descobri que só tinha um poder sobre estes, que era o de determinar o salário desta gente. Percebi que os salários destes funcionários eram monstruosos para os padrões gregos. Num país com tanta fome e onde o salário mínimo foi cortado para 520 euros, esta gente ganhava qualquer coisa como 18 mil euros por mês”, revela.   Assim, “decidi exercer o meu único poder e usei uma regra muito simples: se as pensões e os salários caíram em média 40% desde o início da crise então decretei um corte de 40% nos salários destes funcionários. Mesmo assim ficavam com um salário elevadíssimo. Sabe o que aconteceu? Recebi uma carta da troika a dizer que a minha decisão tinha sido anulada pois não estava devidamente justificada. Ou seja, num país onde a troika insiste que as pessoas que vivem com 300 euros por mês devem viver com 100 euros por mês, recusaram o meu exercício de corte de despesas e anularam os meus poderes enquanto ministro para cortar os salários desta gente.” Os problemas gregos. Na longa conversa tida com a “Monthly”, Varoufakis aborda também os problemas que levaram a Grécia até ao ponto actual. “Cleptocracia” é como o antigo ministro define o Estado grego.
“Enfrentámos uma imensa aliança de interesses instalados e de práticas oligárquicas, um verdadeiro triunvirato do pecado na Grécia: primeiro, os bancos, os bancos falidos que são mantidos vivos com o dinheiro dos contribuintes mas sem que os contribuintes possam dizer seja o que for sobre o que eles fazem. Em segundo lugar, os media, particularmente os jornais e os meios electrónicos, que também estão falidos. Mas são controlados pelos bancos, que usaram o dinheiro do resgate para apoiar os jornais e assegurar que cumprem o seu papel de propaganda. Em terceiro lugar, os interesses associados aos investimentos públicos.”
Para explicar este último ponto, o ex-ministro lembra que o custo de construção de um quilómetro de auto-estrada na Grécia é três vezes mais do que na Alemanha ou França, “e não é porque as pessoas trabalham menos ou são menos eficientes… Se querem saber o porquê, vejam o Norte de Atenas e estudem as villas sumptuosas e quantos donos e presidentes dessas empresas vivem por lá”, atira (texto do jornalista do Jornal I, FILIPE PAIVA CARDOSO, com as devida vénia)

O custo de afrontar Tsipras: Presidente do Parlamento grego debaixo de fogo no Facebook...

“Monção de Censura contra a presidente do Parlamento”, assim se chama o grupo privado no Facebook, criado a 20 de julho para reunir 20 mil assinaturas com o intuito de fazer sair a Zoe Konstantopoulou do Parlamento grego. Até agora, já 18.500 fizeram "gosto".
“É a pior presidente da assembleia que já se sentou no Parlamento grego; ela não exerce, mas sim abandalha as suas funções”, diz Rigoula Georgiadou, uma das criadoras da campanha, citada pelo jornal grego “Kathimerini”. A campanha surgiu após as tensas votações no Parlamento para desbloquear as medidas de austeridade impostas por Bruxelas. Este era o pontapé de saída para as negociações do terceiro resgate financeiro à Grécia. Zoe Konstantopoulou é uma das vozes mais críticas ao governo de Alexis Tsipras, apesar de (supostamente) estarem do mesmo lado. A representante máxima da assembleia helénica votou por duas vezes contra a implementação de mais medidas de austeridade.
No parlamento, Konstantopoulou acusou a troika de não ter um comportamento “institucional”, por isso não podem ser chamadas de “instituições” e disse que o novo acordo entre gregos e credores era um “genocídio social” e um “golpe”. Esta petição não tem qualquer base legal, no entanto, os criadores esperam que seja suficiente para mobilizar os legisladores a avançarem com uma monção de censura. Vários deputados já pediram a demissão de Konstantopoulou, acusando-a de abuso de poder.
“Não compreendemos a apatia [dos legisladores]. Seria uma tragédia se um terceiro pacote [de austeridade] chegasse a um Parlamento presidido pela Konstantopoulou, que irá usar a sua posição para atrasar e obstruir o processo”, justifica Georgiadou, citada pelo jornal grego “Kathimerini”. Para assinar a petição, primeiro é preciso ser aceite no grupo do Facebook. “Somos todos politicamente ativos, mas não pertencemos a partidos específicos. Todos os participantes chegam de todos os espectros políticos e são profundamente democráticos”, informou Georgiadou. Se por um lado há quem queira ver Zoe Konstantopoulou fora do Parlamento, por outro também há quem a queira manter por lá. Paralelamente à petição para a monção de censura, decorre uma outra campanha de apoio. Nesta já foram recolhidas oito mil assinaturas (Expresso)

sábado, 1 de agosto de 2015

Tsipras sobre Varoufakis: "Podem culpá-lo pelo mau gosto em camisas"

"Podem culpá-lo pelo mau gosto em camisas, mas não podem acusá-lo de roubar dinheiro ao povo grego". A frase é de Alexis Tsipras no Parlamento grego, esta sexta-feira, e refere-se a Yanis Varoufakis, ex-ministro das Finanças grego. Tudo por causa da escolha de indumentária de Varoufakis para se apresentar no Parlamento helénico. Em tons de rosa e vermelho e com diferentes tipos de estampado, a camisa de Varoufakis rapidamente se tornou o centro das atenções e alvo de piadas um pouco por todo o lado na Internet. A onda de brincadeira surge ao mesmo tempo que o ex-ministro é acusado de ter criado um plano que implicaria a criação de uma economia à margem do euro, no caso da saída da Grécia da moeda única. No entanto, o primeiro-ministro grego defendeu-o no Parlamento, sublinhando que Varoufakis pode ser acusado de muitas coisas, mas nunca de ter roubado dinheiro aos cidadãos ou de ter desenhado um plano para levar a Grécia para o precipício.“Varoufakis pode ter cometido erros, todos cometemos. Podem acusá-lo pelo seu plano político, pelas suas declarações, pelo seu mau gosto em camisas, pelas suas férias em Aegina. Mas não podem acusá-lo de roubar dinheiro ao povo grego ou de ter um plano escondido para levar a Grécia para o precipício", afirmou Tsipras no Parlamento (TVI24)

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Grécia: portugueses ante o dilema de regressar ou continuar no país

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Portugueses divididos entre ficar ou sair de Atenas
São cerca de 700 os portugueses que vivem na Grécia. Os enviados da SIC a Atenas falaram com três famílias que também foram apanhados pela crise económica e revelam a perspectiva que têm sobre o futuro do país. Um olhar luso que se divide entre os que querem sair e aqueles que lutam por ficar.

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Como mantém a Grécia a normalidade?


Nas últimas semanas a Grécia viveu momentos históricos. O país esteve à beira da bancarrota, falhou o pagamento de um empréstimo do FMI e viu os bancos fecharem. Os enviados especiais da TVI retratam agora como a população vive entre a angústia e a tentativa de manter a normalidade das suas vidas que já pouco têm de normal.

FMI insiste na reestruturação da dívida pública grega

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Grécia: Yanis Varoufakis terá planeado um sistema bancário paralelo

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A gravação da chamada de Yanis Varoufakis com investidores, em que o ex-ministro das Finanças grego conta como autorizou um amigo a fazer um ataque informático nos servidores da Autoridade Tributária grega, foi divulgada. Entretanto, a Comissão Europeia já negou que a troika controle o sistema fiscal grego e disse também que não vai entrar em teorias da conspiração. 

domingo, 26 de julho de 2015

As dezanove melhores ilhas gregas

Enquanto o futuro da Grécia continua na ordem do dia por causa da crise, as empresas de turismo não param reapresentar soluções de férias de verão por terras helénicas. O país europeu continua a ser um dos preferidos dos turistas, conta o Telegraph, mesmo apesar de toda a incerteza em redor do que encerra o novo resgate financeiro. O site Trivago informa que a busca por hotéis na Grécia aumentou mesmo 25% em relação ao ano passado. Se é uma das pessoas que está a preparar as malas, esta fotogaleria pode ser-lhe muito útil: esta é a lista das melhores ilhas helénicas de acordo com o Telegraph. Praias únicas, muitas de origem vulcânica, e um património cultural e histórico que oferecem um sem número de soluções (Observador)

segunda-feira, 20 de julho de 2015

A Grécia ( com aumento de impostos e mais austeridade), vai aguentar-se pacífica até quando?

fonte: Expresso

Merkel admite rever condições de pagamento da dívida grega

A chanceler alemã admite rever as condições de pagamento da divida grega, mas só depois de uma avaliação positiva ao programa do terceiro resgate. Já o antigo director-geral do FMI Dominique Strauss-Kahn afirmou que as medidas impostas à Grécia vão ter um impacto devastador.

O aumento da carga fiscal na Grécia visto por uma família grego-portuguesa

O impacto da nova carga fiscal na Grécia será certamente elevado, mas a cultura está de certa forma a ser poupada com a mais baixa taxa de IVA, ao nível dos medicamentos. As incertezas sobre as consequências das novas medidas não poupam ninguém . Os enviados da SIC falaram com uma família grego-portuguesa que não sabe se terá condições para continuar na Grécia

domingo, 19 de julho de 2015

DSK dénonce « le diktat » que l'Europe a imposé à la Grèce

Dans une lettre ouverte Dominique Strauss-Kahn évoque la politique « mortifère » conduite ces derniers jours, notamment par l'Allemagne. Selon l'ancien candidat à la présidentielle les mesures imposées à la Grèce vont installer « un climat dévastateur » pour l'unité européenne. L'ancien directeur général du Fonds monétaire international, Dominique Strauss-Kahn, accuse l'Allemagne d'imposer un «diktat» qui peut mener l'Union européenne à sa perte, dans une lettre ouverte qui déplore les conditions dans lesquelles un accord avec la Grèce a été trouvé. Dans cette «lettre à ses amis allemands», Dominique Strauss-Kahn estime que la longue nuit de négociations après laquelle le Premier ministre grec Alexis Tsipras a accepté un plan de sauvetage en échange de mesures draconiennes a été dictée par l'idéologie et non l'intérêt européen.L'ancien patron du FMI ne dit mot des réformes demandées et n'entre donc pas dans le débat économique où le FMI a fait entendre une voix divergente de celle de Berlin en souhaitant que la dette grecque soit restructurée, mais se place sur le terrain politique. S'il juge «insuffisant mais heureux» que l'hypothèse d'une sortie de la Grèce de la zone euro, évoquée par l'Allemagne, ait été écartée, il déplore «les conditions de cet accord [...] proprement effrayantes pour qui croit en l'avenir de l'Europe». «Ce qui s'est passé pendant le week-end dernier est pour moi fondamentalement néfaste, presque mortifère», écrit DSK. L'ex-ministre français des Finances dit s'adresser à ceux qui comme lui «croient en l'Europe que nous avons voulu ensemble naguère», et à sa culture qui «incarne et revendique […] une solidarité citoyenne». «De cette culture, nous sommes dépositaires […] Mais le démon n'est jamais loin qui nous fait revenir à nos errements passés. C'est ce qui s'est produit pendant ce week-end funeste», insiste-t-il. «Sans discuter en détail les mesures imposées à la Grèce pour savoir si elles sont bienvenues, légitimes, efficaces, adaptées, ce que je veux souligner ici c'est que le contexte dans lequel ce diktat a eu lieu crée un climat dévastateur.»
Une «victoire idéologique» contre l'U.E
Il accuse l'Allemagne d'avoir voulu saisir «l'occasion d'une victoire idéologique sur un gouvernement d'extrême gauche au prix d'une fragmentation de l'Union». «A compter nos milliards plutôt qu'à les utiliser pour construire, à refuser d'accepter une perte - pourtant évidente - en repoussant toujours un engagement sur la réduction de la dette, à préférer humilier un peuple parce qu'il est incapable de se réformer, à faire passer des ressentiments - pour justifiés qu'ils soient - avant des projets d'avenir, nous tournons le dos à ce que doit être l'Europe», dit-il. Selon l'ancien patron du FMI, les Européens doivent sortir de «l'ambiguïté» qui avait cours à la création de l'euro et inventer «une vision intelligente et rénovée de l'architecture de l'union monétaire», au risque de disparaître en tant que puissance. «L'enjeu est de taille. Une alliance de quelques pays européens, même emmenée par le plus puissant d'entre eux, sera peu capable d'affronter seule la pression russe et sera vassalisée par notre allié et ami américain à une échéance qui n'est peut-être pas si lointaine», conclut-il (Le Figaro)

Futuro do país domina conversas numa típica barbearia de Atenas

sábado, 18 de julho de 2015

Mãe de Tsipras: “Alexis come mal e dorme mal”

A um tabloide grego, Aristi Tsipras mostra-se preocupada com o filho: "Come mal, dorme mal, não tem tempo para ver os filhos, quanto mais a mãe". Mas Tsipras descansa-a: "Vai tudo correr bem". A mãe do primeiro-ministro grego disse este sábado a um jornal de Atenas que Alexis Tsipras come e dorme muito mal e não consegue arranjar tempo para se encontrar com a família. A entrevista de Aristi Trsipras, 73 anos, ao tabloide Parapolitika é publicada numa altura em que o primeiro-ministro procede a uma remodelação governamental que retira os ministros "rebeldes" do Executivo liderado pelo Syriza. "Ultimamente, Alexis come mal e dorme mal mas não tem escolha. Tem uma dívida para com as pessoas que depositaram esperanças nele", disse a mãe do chefe do governo de Atenas."Eu já não o vejo há muito tempo. Ele vai do aeroporto diretamente para o parlamento. Ele nem sequer tem tempo para ver os filhos, quanto mais ver-me a mim", lamenta Aristi Tsipras. "Quando falamos digo-lhe para fazer o melhor pelo país e para cuidar de si. Ele diz-me para eu não me preocupar e que tudo vai correr bem", disse ainda a mãe do primeiro-ministro. Hoje, os novos ministros do governo da Grécia prestaram juramento numa cerimónia no palácio presidencial, depois de na sexta-feira o primeiro-ministro grego, Alex Tsipras, anunciar uma remodelação que abrangeu 10 membros do Executivo. Na presença do Presidente da República, Prokopis Pavlópulos, e de Tsipras, os novos ministros, vice-ministros e ministros-adjuntos tomaram posse. A mudança mais significativa e também a mais previsível foi a do ministro da Reconstrução Produtiva, Energia e Meio Ambiente, Panayotis Lafazanis, que fez parte dos 32 deputados do Syriza que votaram contra as reformas, na quarta-feira, no parlamento grego (Económico)

Grécia: dez imagens que a Europa não vai esquecer


Atenas e credores viveram, ao longo dos últimos meses, momentos tensos que ficarão para a história europeia. Verdadeiras maratonas negociais foram palco de muito trabalho para os envolvidos e também para os jornalistas. Veja as imagens que marcaram o primeiro semestre de 2015 e que nunca serão esquecidas. Alexis Tsipras e Yanis Varoufakis começaram a ser os políticos mais mediáticos da Grécia (e até da Europa), depois de a 25 de janeiro o partido anti-austeridade Syriza ter ganho as eleições. Com várias promessas e ideias no ‘bolso’, o ministro das Finanças Varoufakis não perde tempo e logo no início de fevereiro começa um tour pela Europa para explicar o plano económico de Atenas. A viagem começa com o estilo que sempre o caracterizou: (muito) descontraído, ao contrário dos outros líderes europeus (TVI24)