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quinta-feira, 17 de março de 2016

Mulheres filmam terror do Daesh

Homens fortemente armados patrulham as ruas de uma cidade onde todas as mulheres têm a cara tapada. Aliás obsessão de esconder os rostos femininos vai ao ponto de até as caixas dos cosméticos terem as imagens riscadas. Sucedem-se as execuções, os espancamentos, a humilhação pública dos habitantes. Como é viver sob o jugo do Daesh É este o retrato de Raqqa, cidade síria tida como a 'capital' do Daesh. Duas mulheres sírias filmaram clandestinamente o quotidiano das suas vidas e o vídeo foi agora divulgado pela televisão sueca 'Expressen TV'. Identificadas como Oum Omran e Oum Mohamad, as mulheres testemunham o terror dos fuzilamentos, das cabeças decapitadas expostas em lugares públicos, sob o jugo dos terroristas. Uma delas mantem a esperança de dias melhores. Uma delas desabafa: "Estou ansiosa por remover o niqab e a escuridão que nos esconde. Nada importa mais do que a liberdade" (Correio da Manhã)

Cinco anos de guerra na Síria

A guerra na Síria começou há cinco anos. Já fez 270 mil mortos, um milhão de feridos e foi responsável pela maior crise migratória após a 2ª Guerra Mundial. O conflito começou em 2011 com a Primavera Árabe e a contestação a Bashar al-Assad. O país está dividido e é controlado pelo Daesh, pela Frente al-Nusra ligada à Al-Qaeda e pelos curdos. As tropas fiéis ao regime batem-se com os rebeldes que pretendem a queda do presidente do país. Cinco anos depois, Bashar al-Assad continua no poder, quase cinco milhões de pessoas fugiram e 450 mil pessoas vivem num país em ruínas.

segunda-feira, 14 de março de 2016

Toda a história sobre a maior fuga de informação do ano

Um dissidente do Daesh entregou à televisão britânica Sky News documentos com milhares de nomes e outras informações preciosas sobre a organização terrorista. As informações já chegaram à polícia alemã, que as considera autênticas. É uma das maiores e mais importantes fugas de informação dos últimos tempos (Expresso)

sexta-feira, 11 de março de 2016

Autoridades com convicção cada vez maior de que lista do Daesh contém informação genuína

As autoridades de muitos países estão já a analisar os ficheiros do Daesh com a convicção cada vez maior de que se trata de informação genuína. Os ficheiros já tinham sido publicados por um jornal sírio. A polícia alemã já confirmou a autenticidade dos ficheiros.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Meninas forçadas a casar no Líbano: Um vídeo chocante porque "a realidade é chocante"

As imagens não são reais, mas mostram a realidade: o vídeo criado por um grupo de ativistas mostra o que acontece a 37 mil crianças... por dia. Um par de noivos a tirar fotos junto ao mar não é uma visão rara. Mas o caso muda de figura quando a noiva é uma criança de 12 anos e o noivo parece ter idade para ser seu avô. A cena provoca reações diferentes entre os que assistem: Uns dão os parabéns, outros dirigem olhares de aprovação ao casal, outros não escondem a o desconforto e o desacordo. Há quem acuse o noivo de ser "criminoso". Neste caso, tanto o noivo como a noiva são atores contratados pela campanha KAFA ("basta" na tradução do árabe), que pretende alertar o mundo para a realidade de 15 milhões de meninas - algumas com oito e nove anos - que todos os anos são forçadas a casar com homens muito mais velhos em países como o Líbano ou a Síria. "A cena [do vídeo] era mesmo para parecer chocante porque a prática em si é chocante", explica a responsável pela comunicação da campanha, Maya Ammar. O Fundo das Nações Unidas para População estima que em 2050 deverão chegar aos 1,2 mil milhões as crianças nesta stiuação, em cerca de 100 países (Visão)

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

De ‘herói’ afegão a vítima dos Talibãs. Wasil tinha 10 anos

Wasil Ahmad passou a combater ao lado da polícia depois de ter assistido à morte do pai, às mãos dos talibãs. Acabou assassinado por eles também. Mas os grupos defensores dos Direitos Humanos dizem que a sua morte precoce tem mais culpados. Morreu aos dez anos, assassinado por talibãs, no que foi entendido como um ato de pura vingança. É que, apesar da tenra idade, Wasil Ahmad ficou conhecido por combater precisamente os talibãs, um herói feito à pressa, depois de há cerca de um ano ter assistido à morte do pai - membro da polícia local afegã - durante um combate com elementos do movimento fundamentalista. Apesar de no Afeganistão ser ilegal o recurso aos meninos soldados, Wasil ficou conhecido pela determinação com que pegava na Ak-47, pisando em várias ocasiões os cenários de luta contra os insurgentes. Ao lado do tio, também ele na mira dos talibãs, após ter desertado do grupo para se tornar um chefe policial, ao lado do Gverno, Wasil ganhou notoriedade e chegou a desfilar perante as câmaras televisivas fardado como os agentes oficiais.
Tinha desistido, porém. Há algumas semanas abandonou a ‘guerra’ para se dedicar aos estudos. Ia a caminho da escola quando foi atingido, ainda que tenha morrido já no hospital e, segundo o jornal espanhol “El Mundo” assassinado à queima-roupa por um homem que lhe apontou à cabeça e disparou duas vezes. O porta-voz da Comissão Independente pelos Direitos Humanos no Afeganistão, não responsabiliza, no entanto, apenas os talibãs por esta morte. Aponta o dedo ao Governo afegão e à família do rapaz. Rafiullah Baidar frisa que, ainda que Wasil tivesse decidido pegar em armas depois da morte do pai, “é completamente ilegal a polícia aceitá-lo nas suas fileiras, para o apresentar como herói e revelando a sua identidade publicamente”. Usá-lo como instrumento de propaganda ajudou a torná-lo um alvo, insistiu Baidar, lamentando que crianças continuem a ser recrutadas como combatentes em ambos os lados do conflito (Expresso)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Refugiados: 10.000 crianças desaparecidas, diz Europol

Cerca de 10.000 crianças migrantes desapareceram nos dois últimos anos, segundo dados da Europol, que receia que muitas estejam a ser exploradas sexualmente, vítimas de redes de crime organizado. A agência de coordenação policial lamenta o desenvolvimento de uma estrutura criminosa pan-europeia, que está a aproveitar-se da pior crise migratória do pós II Guerra Mundial. Quem o diz ao Observer/The Guardian é Brian Donald, da Europol, que explica que estes números se referem às crianças que foram registadas pelas autoridades europeias e depois desapareceram. Só em Itália perdeu-se o rasto a cinco mil crianças. No entanto, não quer dizer que todas tenham sido apanhadas nas redes criminosas. Algumas podem ter reencontrado as famílias – mas a Europol não o sabe.
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Portugal entre 60 países na mira do Estado Islâmico

Os radicais islâmicos têm um velho projecto de recuperar território que foi muçulmano, o que inclui a Península Ibérica e os Balcãs.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Un hombre corta la nariz de su mujer tras una pelea en Afganistán

"Este tipo de actos bárbaros no sucederían si el sistema judicial afgano castigara severamente los ataques contra las mujeres", así es como Alema, activista por los derechos de las mujeres en Afganistán, condenó ayer el último caso de violencia de género que ha conmocionado a la sociedad afgana. Los hechos sucedieron el pasado domingo en la aldea de Char Char, en el distrito de Ghormach de la provincia de Faryab, al noroeste del país y una de las zonas más disputadas entre el Gobierno y los talibán, cuando la mujer desfigurada, Reza Gul, de 20 años, y su marido, Mohammad Khan, de 25, con el que se casó de manera forzosa cuando tenía 15 años, empezaron un discusión que acabó con el cónyuge "pegándome para luego atarme las manos y cortarme la nariz con su cuchillo de bolsillo", explicó Reza Gul a AFP.Como muchos residentes del distrito de Ghormach, Khan es un hombre desempleado que acababa de volver de Irán donde no encontró trabajo. "Había vuelto hace tres meses", explicó Ahmad Javed Bedar, portavoz del gobernador de Faryab, "y después del ataque contra su mujer es muy posible que se haya unido a los talibán", añadió. Khan, que tiene una segunda esposa de siete años de edad, según informó la CBS, "me torturaba con regularidad", explicó Reza Gul postrada en la cama del hospital donde ha sido ingresada en Maymana, la capital provincial, junto a su hijo de a penas un año llorando desconsoladamente. Tanto el hospital provincial donde se encuentra como los centros hospitalarios de Kabul no cuentan con los medios para realizar una reconstrucción facial. Diversos trabajadores del hospital en Maymana intentaron ayer "organizar un transporte para llevar a Reza a Turquía donde puede recibir un mejor tratamiento", según explicó Fawzia Salimi, directora de dicho centro hospitalario. Hasta el momento no se tienen noticias de que el traslado se haya realizado. 'Demasiado a menudo'Reza Gul no dispone del capital necesario para viajar fuera del país y someterse a una cirugía de reconstrucción, por lo que tendrá que esperar a que alguna organización internacional tenga a bien encargarse de su caso, como ya sucedió en 2010 con el caso de Bibi Aish, de 18 años, a la que el marido también le cortó la nariz y que luego fue operada en los Estados Unidos.La fotografía de la mutilación de Reza Gul fue hecha pública por la Comisión Independiente por los Derechos Humanos e inmediatamente circuló por las redes sociales afganas causando un clamor de repulsión y cientos de demandas para que el Gobierno afgano tome cartas en el asunto.Como Alema, otros grupos de activistas sociales han condenado este "acto bárbaro" y han pedido que se encuentre y castigue al culpable. "En Afganistán este tipo de horror sucede demasiado a menudo", comentó Heather Barr de Human Rights Watch, "el nivel de impunidad para los casos de violencia de género fomenta la idea entre los hombres de que la mujer es de su propiedad y la violencia es su derecho", añadió."¿Somos la nación más orgullosa y valiente de la tierra? Si lo dudabais, ¡aquí tenéis un nuevo ejemplo!", ironizó ayer Maria Reha, una prominente activista social en el país, en su cuenta de Facebook. "No os preocupéis, pronto los Estados Unidos o Europa le darán otra nariz y Afganistán tendrá otro trofeo por su orgullo", concluía denunciando este nuevo caso de violencia machista.Hafizullah Fetrat, Jefe de la Comisión Provincial por los Derechos Humanos en Faryab, explicó que "la violencia de género en la provincia ha aumentado un 30% en el último año". Una estadística que, por otro lado, va ligada al progresivo control que los talibán están ejerciendo sobre la zona.Queman una escuela para niñasLos actos contra las libertades y derechos de las niñas y mujeres en Afganistán no son sucesos que únicamente suceden en localidades remotas controladas por los talibán. La violencia de género indiscriminada también está muy presente en la capital de un país donde la educación de niñas y mujeres sigue siendo un problema para la sociedad tribal afgana.El pasado domingo un grupo de hombres armados sin identificar mató al guardia de seguridad de una escuela para niñas en Arzan Qemat, en el distrito 12 de Kabul, para luego proceder a quemar la librería de la escuela. "El fuego se extendió y acabó quemando todo el centro educativo", según informaron las autoridades policiales en la zona."Cuando llegamos esta mañana para realizar nuestro trabajo vimos que la escuela y el cuerpo del guardia había sido quemados", explicó Aqela Ahmad, uno de los jefes de limpieza de la escuela. Por su parte, Zaida, estudiante de segundo año de escuela, quiso mandar un mensaje a los autores de este último crimen: "¡Dejadnos estudiar! (El Mundo)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

A realidade que o Daesh esconde

Para quem tem acesso à propaganda divulgada pelo autoproclamado Estado Islâmico (Daesh), a vida em território controlado pelos jiadistas é boa: as cidades sírias e iraquianas são descritas como lugares onde há casa para toda a gente, médicos disponíveis e lojas que vendem todo o tipo de alimentos. No entanto, tudo isto pode não passar de uma fachada destinada a recrutar novos militantes, explica o relatório dos serviços secretos holandeses “A vida com o Isis, o mito desvendado”, citado pelo diário espanhol “El País”. De acordo com esta investigação, a violência é uma constante nas terras controladas pelos extremistas do Daesh. O documento relata que “homens, mulheres e crianças arriscam-se a morrer se recusarem cumprir as tarefas que lhes são atribuídas” e são obrigados a jurar lealdade ao líder, Abuaker al Bagdadi, além de serem interrogados para saber se são espiões ao serviço das forças ocidentais. Para residir nos territórios ocupados pelos jiadistas, os candidatos a militantes do Daesh devem então passar por uma formação religiosa e por um treino de batalha. As mulheres, que só podem aprender a usar armas para se defenderem, recebem algumas tarefas específicas, como “ter o maior número possível de filhos e recrutar outras mulheres nas redes sociais”, além de serem obrigadas a vestir-se de acordo com a lei islâmica (Sharia).
CRIANÇAS SÃO TREINADAS PARA COMBATER
As crianças, que testemunham episódios violentos como bombardeamentos ou execuções, são “treinadas como soldados a partir dos nove anos e podem lutar a partir dos 16”. Mas isto só é válido para os meninos: as meninas devem tapar o corpo a partir dos nove anos, idade a partir da qual podem ser pedidas em casamento. De acordo com informações citadas pelo “El País”, o objetivo das autoridades holandesas é “contrariar a propaganda absorvida pelos europeus que ponderam tornar-se jiadistas e não recebem informações reais sobre aquilo em que as suas vidas se transformarão”. O Daesh tem sido responsável pela publicação de vários manuais sobre a vida naqueles territórios. O último deles, dado a conhecer esta semana pelo britânico “Telegraph”, é destinado aos jiadistas ocidentais que queiram permanecer no ocidente (devem rapar a barba, usar telemóveis encriptados e vestir roupas “ocidentais”, por exemplo), mas um manual anterior explica como deixar o ocidente e chegar à Síria (Expresso)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Distribuição de sunitas e xiitas pelo Médio Oriente

Divididos desde o século VII, os adeptos das correntes xiita e sunita do Islão estão espalhados por toda a região. A maior potência xiita é o Irão, o que torna o país no principal adversário da Arábia Saudita, que procura liderar o mundo sunita (Económico)

No interior de um centro de treino do Daesh

Uma investigação do canal de televisão britânico Sky News revela um centro de treino do Daesh em Raqqa, na Síria. As imagens mostram que o centro funciona também como um laboratório de investigação e desenvolvimento. No excerto, podem ver-se os jihadistas a criarem carros armadilhados controlados remotamente e que escapam aos detetores térmicos. A reportagem é um exclusivo da Sky News, parceira da SIC Notícias.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

As vozes dissidentes de Raqqa estão a desaparecer às mãos do Estado Islâmico

"Raqqa está a ser silenciosamente massacrada” (RBSS) é o nome do grupo nascido na oposição ao regime de Bashar al-Assad e que ganhou visibilidade internacional quando a cidade do Nordeste da Síria foi tomada pelos jihadistas, no final de 2013. Dois anos depois, as atrocidades continuam sem fim à vista mas são cada vez menos silenciosas. A última vítima conhecida é Ruqia Hassan, activista de 30 anos, executada pelo Estado Islâmico em Setembro, acusada de espionagem.
A morte foi anunciada pelo colectivo, que nos últimos meses perdeu três activistas às mãos do Estado Islâmico, que o repudiou como "Inimigo de Deus". Segundo o grupo, Hassan foi morta em Setembro, semanas depois de ter sido presa (algures entre o final de Julho e Agosto), mas só há poucos dias os carrascos informaram a família da sua execução.
Para os activistas o longo silêncio do Estado Islâmico, que faz das execuções públicas a sua forma preferida de propaganda e intimidação, tem uma explicação: nestes três meses os jihadistas mantiveram activa a conta de Facebook da jovem para recolher informações sobre as pessoas com quem ela se mantinha em contacto, tanto em Raqqa como fora da Síria. “Queriam encurralar os amigos que comunicam com ela”, contou ao jornal britânico The Independent um activista do grupo que se identifica com o pseudónimo de Tim Ramadan. Ainda na última semana, acrescentou, a conta estava a ser usada para enviar mensagens a alguns dos seus contactos, garantindo que ela estava viva.
Hassan não fazia parte do RBSS – reconhecido em 2015 com o prémio de Liberdade de Imprensa do Comité para a Protecção dos Jornalistas –  mas o fundador do grupo, Abu Mohammed, republicou aquela que terá sido a última mensagem escrita pela jovem. “Estou em Raqqa e recebi ameaças de morte. Quando o ISIS me prender e matar não haverá problema. Eles podem cortar-me a cabeça, mas eu tenho Dignidade e isso é melhor do que viver em humilhação”. A sua última entrada no Facebook data da mesma altura, 21 de Julho, num post em que, com o seu humor negro habitual, denunciava uma nova proibição dos jihadistas sobre o uso de redes móveis. “Podem cortar a Internet à vontade. Os nossos pombos-correios não se vão queixar.”
De etnia curda, nascida em 1985, Ruqia Hassan estudou filosofia na Universidade de Alepo antes da guerra, altura em que aderiu à oposição ao regime de Assad. Quando o Estado Islâmico conquistou Raqqa, fazendo da cidade a sua capital, a jovem recusou fugir. As redes sociais passaram a ser a sua porta para o mundo, a fuga às práticas e costumes medievais impostos pelos jihadistas, e sob o pseudónimo de Nissan Ibrahim ousava escrever sob o seu quotidiano, a repressão do Estado Islâmico, ou o medo causado pelos bombardeamentos aéreos, recorda o jornal Guardian. Pouco antes de ser detida foi posta sob vigilância, acusada de manter contacto com os “traidores” do Exército Livre da Síria.
A notícia da sua morte foi conhecida pouco mais de uma semana depois de Naji Jerf, jornalista e realizador sírio, ter sido morto a tiro em pleno dia numa rua de Ganziatep, cidade turca na fronteira com a Síria. Jerf, director de um semanário independente na Síria, tinha acabado de estrear um documentário sobre atrocidades cometidas pelo Estado Islâmico na batalha por Alepo e nas regiões vizinhas, tendo sido ameaçado de morte pelos jihadistas. Dois meses antes, Ibrahim Abd al-Qader, jornalista e um dos fundadores do RBSS foi morto a tiro noutra cidade fronteiriça da Turquia.
Crimes que punem a dissensão, mas que são sinal também da preocupação da liderança da cúpula do Estado Islâmico com a própria segurança, depois de vários dos seus cabecilhas terem sido mortos em ataques aéreos recentes, sugerindo que a coligação dispõe agora de uma melhor rede de informadores, quer na sua autoproclamada capital, quer em Mossul, a grande cidade do Norte do Iraque onde estarão muitos dos dirigentes do EI. Ainda no domingo, o grupo divulgou imagens da execução de cinco homens, acusados de espionagem a favor do Reino Unido (texto da jornalista do Público, ANA FONSECA PEREIRA)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

História: Uma saudita eleita em Meca nas primeiras eleições abertas a mulheres

Uma saudita foi eleita na região de Meca (oeste) nas primeiras eleições abertas a mulheres, candidatas e eleitoras, no reino ultraconservador da Arábia Saudita, anunciou hoje a Comissão Eleitoral. Salma bint Hizab al-Oteibi conquistou um assento em Madrakah, localidade da região sagrada de Meca, indicou o presidente da Comissão Eleitoral, Osama al-Bar, ao anunciar os primeiros resultados das eleições municipais, realizadas no sábado, à agência oficial SPA. As eleições municipais, as primeiras com a participação de mulheres como candidatas e eleitoras, perante a renitência da conservadora sociedade saudita, tiveram lugar ontem. Mulheres e homens a votarem em separado e a expectativa era que nenhuma mulher fosse eleita. As mulheres que se registaram para votar nas eleições de sábado representam apenas uma pequena porção do eleitorado - cerca de 130 mil, num total de 1.49 milhões de votantes. O número de mulheres que se candidata - 980 - é pouco relevante se comparado com o número total de candidatos, que são mais de 6.900 (Económico)

Mulheres votam pela primeira vez na Arábia Saudita

Uma operação de charme, mais do que uma vitória dos direitos cívicos na Arábia Saudita. O país torna-se a última nação do mundo (para lá do Vaticano) a permitir o voto e a candidatura de mulheres, durante as eleições municipais deste sábado. Cerca de 900 candidatas femininas disputam o sufrágio, num país onde as mulheres estão ainda impedidas de conduzir ou de abrir uma conta bancária.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

La primera kamikaze europea: bebía alcohol, parecía un poco ida y se hacía llamar «vaquera», según sus vecinos

Es la primera mujer kamikaze de Europa, pero horas antes de la operación antiterrorista de las autoridades francesas en Saint-Denis, ni siquiera podía intuir que ese día iba a inmolarse. De hecho, testigos del barrio parisino aseguran que horas antes del asalto al apartamento en el que detuvieron a ocho yihadistas, Hasna Ait Boulahacen fue al KFC a comprar comida y «se la veía relajada», según recoge «The Daily Mail».
Francesa de 26 años, a la prima del presunto «cerebro» de los atentados, Abdelhamid Abbaoud —que ha resultado muerto tras el dispositivo policial, tal y como acaba de confirmar la Fiscalía— le gustaba que la llamasen «la vaquera», por su devoción con los sobreros del oeste.
Los vecinos de la familia de la kamikaze, residente en Aulnay Sous Bois, «unos suburbios destartalados» a 20 minutos de París, aseguran que la terrorista suicida había estado allí hace apenas tres semanas. Cuentan a «The Daily Mail» que Ait Boulahacen «tenía una personalidad muy volátil, y a veces parecía un poco ida».
Hassane, otro residente del barrio familiar, la describe como una «Tomboy», una chica poco femenina. «Siempre vestía con vaqueros y un gorro negro, hasta que hace unos ocho meses comenzó a utilizar niqab».
«Ella no tenía miedo a nadie, era como una pequeña soldado». Pero también cuenta este jubilado de 62 años, según «the Daily Mail», que era una chica animada, muy bien hablada y «servicial».
Todavía sorprendido por la actuación de Boulahacen, confiesa: «No puedo creer que ella fuera parte de esta secta, hemos sido contaminados por estas personas que nada saben sobre el Islam».
Hija de padres separados, Hasna visitaba a su madre a menudo, por lo que los vecinos estaban acostumbrados a verla en Aulnay Sous Bois. Otro vecino cuenta sobre ella: «no se parecía a una terrorista suicida, y además bebía alcohol».
Ait Boulahacen estudió en la Universidad Paul Verlaine de Metz. En repetidas ocasiones amenazó al Gobierno francés y expresó su deseo de emprender la yihad, según el «Républicain Lorrain».
Según se ha podido saberse después de que «F1» hiciese público un vídeo de los últimos minutos con vida de la kamikaze, «la policía le pidió que se identificara, pero ella no descubrió su rostro. Entonces le gritaron: "Mantenga sus manos en el aire!. Vamos a disparar"», asegura un testigo presente en Saint-Dennis durante el asalto policial.
«La policía estaba disparando desde el techo del edificio de enfrente. De repente hubo una enorme explosión. Probablemente fue la mujer que se inmoló», recoge «The Daily Mail» (ABC)

Cuatro gráficos que explican la llegada de armamento extranjero a Siria e Irak

Lejos de tratarse de un conflicto regional, la guerra civil siria y la expansión del Estado Islámico han desbordado el territorio bañado por los ríos Tigris y Éufrates, sobre todo a raíz de los atentados yihadistas de París. Pero antes de los bombardeos franceses de Raqqa y el envío del portaaviones 'Charles de Gaulle', las potencias musulmanas y occidentales ya tomaron posiciones tanto en Siria como en Irak con una estrategia tan ancestral como la guerra misma: el envío de armas a los países en conflicto.
Si durante la primera década del siglo XXI Irak se convirtió en el quebradero de cabeza de los intereses extranjeros en la región, la Primavera Árabe surgida en Siria en 2010, reprimida duramente por el presidente Bachar al Asad, fue la chispa de la posterior guerra civil. El conflicto bélico disparó las importaciones de armas de Siria, procedentes en su mayoría de Rusia. El temor a un contagio y, sobre todo, la irrupción del Estado Islámico provocaron un aumento en la llegada de armamento a Irak, llegando a triplicar los máximos registrados tras la invasión del país en 2003.
Desde el año 2000, y de acuerdo a los datos suministrados por el país presidido por Vladimir Putin a la base de datos UN Comtrade, Rusia ha exportado armas a Siria por valor de 1.800 millones de dólares. El 98% de esta cantidad se concentra entre los años 2010 y 2013. A gran distancia de Rusia se encuentran tres de los países más influyentes de la región: Irán, Turquía y Egipto.
A diferencia del caso sirio, las armas que llegan a Irak proceden en su mayoría del mundo occidental, con exportaciones más repartidas. Rusia vuelve a aparecer entre los cinco países que más armamento suministran a Irak, clasificación liderada por Estados Unidos. Mientras el Gobierno ruso opta por vender armas a ambos países, la Administración estadounidense no ha exportado ni un dólar a Siria en armas. En los últimos meses, varias voces han intentado presionar a Barack Obama para enviar armamento a los rebeldes sirios.
El peso de las dos potencias mundiales en la región cada vez es mayor, reeditando una política de bloques semejante a la vivida en la Guerra Fría. Esto se observa en la elevada dependencia de Siria e Irak de armas procedentes de Rusia y Estados Unidos, respectivamente. Durante los años más cruentos del conflicto sirio, prácticamente todas las importaciones de armas procedían de Rusia. Algo parecido ocurre en la relación comercial armamentística entre Irak y Estados Unidos, aunque de una forma menos acusada que entre Siria y Rusia.
Lo que apenas se sabe es el tipo de armamento que Siria está importando de otros países, especialmente de Rusia. Sí parece que el Gobierno de Putin está aprovechando el escenario bélico entre el Tigris y el Éufrates para probar sus armas más modernas. Más información existe sobre las exportaciones a Irak: la mayoría tienen que ver con armamento no ligero, bombas, misiles, granadas o minas.
¿Y España? De acuerdo a UN Comtrade, ni Siria ni Irak han recibido armamento de nuestro país en este siglo. Pero otros actores de la región sí han importado armas españolas. Es el caso de Israel (29,2 millones de dólares entre 2010 y 2014), Turquía (18), Arabia Saudí (11,7), Emiratos Árabes Unidos (11,1), Líbano (4,9), Irán (4,1) o Egipto, con más de un millón de dólares (El Confidencial)

Vídeo mostra crianças a serem treinadas pelo Estado Islâmico

Grupo que tenta mostrar a violação dos direitos humanos em Raqqa avisa para a forma como são tratadas as crianças e também as mulheres. Uma criança com uma faca é incentivada a decapitar um urso de peluche. A imagem faz parte de um vídeo divulgado na CNN - e que está a circular nas redes sociais -, na qual se vê crianças a serem treinadas pelo Estado Islâmico. "Eles tentam ensinar a ideologia do Estado Islâmico", explicou Abdul-Aziz al Hamza, jornalista que pertence ao grupo Raqqa Is Being Slaughtered Silently (Raqqa está a ser exterminada silenciosamente), que se tem dedicado em denunciar as violações dos direitos humanos na cidade síria transformada em quartel-general do grupo terrorista. Abdul-Aziz al Hamza fala mesmo em campos de treinos para crianças, salientando que elas são usadas para "se fazerem explodir, transportar armas e material médico nos confrontos". "É horrível para as crianças", frisou. Mas o jornalista referiu ainda que as mulheres "não são nada" na sociedade controlada pelo Estado Islâmico. "Não podem sair sozinhas só acompanhadas pelo marido, pai ou irmão e tem de estar toda tapada", disse. Uma mulher escondeu uma câmara na sua burka e filmou a cidade de Raqqa, segundo confirma Al Hamza. Nas imagens é possível ver alguma destruição. O jornalista contou que na antiga cidade síria "não há lojas, não há universidades, não há escolas, não há nada para fazer". Realçou ainda que em Raqqa "é tudo caro" (aqui)

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

A economia da jihad

Vistas do céu, a quatro quilómetros de altitude, as filas de camiões-cisterna estendem-se ao longo de dezenas de quilómetros, prolongando-se além do horizonte. Apresentadas, no início da semana, pelo Presidente russo, Vladimir Putin, aos seus colegas, durante a cimeira do G20, as fotografias aéreas, mostrando cortejos de veículos a formarem-se junto às instalações petrolíferas controladas pelo autoproclamado Estado Islâmico (EI), ilustram a dimensão do problema.
Ao contrário da Al Qaeda e de outros grupos jihadistas, dependentes dos donativos de patrocinadores externos, o mundo enfrenta agora uma organização autossustentável, capaz de extrair petróleo das entranhas da terra, transformá-lo em combustível e de o introduzir no circuito comercial.
Controlando territórios iraquianos e sírios da dimensão da Grã-Bretanha, a sua população e os seus recursos naturais, o EI dispõe de abundantes fontes de financiamento. Os produtos petrolíferos são a principal. O negócio de hidrocarbonetos do Califado envolve uma sofisticação digna de uma “empresa petrolífera nacional”, tendo o EI procurado recrutar no exterior engenheiros, técnicos e gestores para garantir o seu funcionamento das instalações.
Ao contrário da administração do território descentralizada e a cargo de governadores regionais (walis), o negócio do petróleo é, à semelhança dos assuntos militares, centralizado e dirigido ao mais alto nível.
Os terroristas controlam 20 campos petrolíferos e três refinarias, assegurando uma produção diária entre os 34 mil e os 40 mil barris. Vendidos a um preço unitário de 20 a 45 dólares, através de uma complexa rede de contrabando, as receitas ascenderão a 1,5 milhões de dólares diários. O que não é usado para consumo próprio, exporta-se clandestinamente, em bruto ou já refinado, através de uma rede de contrabando, envolvendo a Turquia, Jordânia, Irão e inclusivamente regiões “inimigas”, como os territórios controlados pelo Governo sírio ou por rebeldes, inimigos de Damasco e do próprio EI, muito pragmático nos negócios.
O petróleo renderá aos jihadistas uns 540 milhões de dólares por ano. Os dados disponíveis, ainda que cautelosos, permitem afirmar que, sendo esta a sua maior fonte de receitas (representa 27% do total), não é a única, dispondo o Califado de uma economia diversificada.
Sob a bandeira negra estão também importantes zonas de produção de gás natural e de algodão, além de recursos como o cimento, os fosfatos, o enxofre (para ácido sulfúrico), trigo e cevada, bem como as instalações industriais para o processamento dessas matérias-primas.
As receitas não se esgotam aí. O EI tem máquina fiscal eficiente que rende 360 milhões de dólares por ano. Há impostos para tudo e até um desconto de 5% sobre os salários para a segurança social.
“O Estado Islâmico controla um território com 8 milhões de pessoas e aplica impostos sobre esta população”, tem lembrado a economista italiana Loretta Napoleoni, investigadora do financiamento de redes terroristas desde meados da década de noventa.
Além disso, tudo o que entra ou sai do território paga imposto – um sabonete importado, ou, no sentido inverso, um jerricã de gasóleo, uma obra de arte saqueada, uma barra de haxixe ou um refugiado a tentar escapar.
Este último é o negócio do EI que mais floresceu recentemente. Se ainda em 2012 e 2013 os resgates de reféns eram uma das principais fontes de receitas, atualmente não valem mais do que 4,3% do bolo total. “Agora, em 2015, o tráfico de refugiados tornou-se muito mais rentável”, salienta Napoleoni num artigo publicado, esta segunda-feira, no El País. Rende cinco vezes mais do que os “donativos” recebidos do exterior, cuja origem é sobejamente conhecida – Qatar, Kuwait, Arábia Saudita e outras monarquias do Golfo Pérsico que professam o wahabismo, a versão mais radical do Islão sunita (pelo jornalista da Visão, Francisco Galope)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Exclusivo 'Sábado': O vídeo propaganda dos portugueses do Estado Islâmico

Na quinta-feira, 12 de Novembro (um dia antes dos ataques terroristas em Paris), o EI divulgou na Internet um vídeo promocional, a que a SÁBADO teve acesso exclusivo, em que os dois portugueses surgem em grande destaque, criticando o regime do Presidente Bashar el Assad e propagando os ideais do Estado Islâmico.